Abacaxi
O Orçamento do Poder Legislativo de Foz do Iguaçu para 2006, no valor de R$ 13,9 milhões, provocou uma cisão entre os membros da mesa executiva da Câmara Municipal e um impasse com a Prefeitura da cidade. No início de setembro, a mesa da Câmara aprovou o orçamento do Legislativo, próximo a R$ 14 milhões. Mas a repercussão negativa junto à população de um valor tão alto levou dois vereadores Nanci Andreola (PDT) e Tadeu Madeira (PSB), ambos integrantes da mesa executiva a recuar, apresentando ao prefeito Paulo Mac Donald Ghisi (PDT), através de ofício, uma proposta orçamentária mais modesta para a Casa.

Inconformados
O presidente da Câmara, Carlos Budel (PTB), ficou irritadíssimo. A presidência da Câmara e um grupo de vereadores avisaram, através de nota oficial, que não reconheciam o valor legal do ofício 737/2005, assinado epla 1 vice-presidente, Nanci Andreola, e pelo 2º vice-presidente, Tadeu Madeira.

Mais enxuto
Nanci e Madeira propuseram um orçamento de R$ 9,5 milhões para a Câmara de Foz. ''O referido documento, eivado de erros, apresenta uma mensagem contendo proposta orçamentária para o exercício financeiro de 2006. Tal documento, elaborado numa ação isolada dos citados vereadores, solicita a desconsideração e consequente retirada da mensagem anteriormente enviada pelo ofício 851/2005-GP, esta sim elaborada legalmente e aprovada por unanimidade em sessão plenária'', dizia a nota.

''Desrespeito''
''Diante da arbitrariedade perpetrada pelos membros da mesa diretora que subscrevem o ofício 737/2005, os subscritores da presente nota oficial sentem-se na obrigação de esclarecer que o documento citado acima é extemporâneo, não tem amparo legal, contraria a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno desta Casa de Leis e representa um desrespeito para com o conjunto dos vereadores'', continuava a nota.

Audiência
Uma audiência pública, realizada no final da tarde de sexta-feira, discutiria o problema. Mas, por enquanto, ficou decidido que o orçamento da câmara estará previsto na mensagem elaborada pela prefeitura.

Ordem do dia
Os vereadores de Curitiba estão caprichando. Nos últimos meses, já tentaram amputar o código de ética da Câmara, impedir a clonagem humana em Curitiba e nas últimas sessões têm se dedicado a dar nomes a logradouros públicos.

Responsabilidade Social
A Câmara Municipal, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), a Associação Comercial e Industrial (ACIL), entre outras entidades, marcaram para o dia 21 de outubro, a partir das 19h30, um debate sobre ''Responsabilidade Social Corporativa''. Para falar sobre o tema foi convidada a pesquisadora Cláudia Ferraz Mansur, do Projeto Balanço Social das Empresas no Núcleo de Transparência e Responsabilidade Social do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).

Sem selo
A Câmara não fará este ano a entrega do Selo da Cidadania, mas pretende organizar debates sobre responsabilidade social. Criado em 2001 pela Lei 8.614, alterada pela lei 9.536/2004, o prêmio Balanço Social concede o Selo da Cidadania às empresas do Município que publicam o Balanço Social, demonstrativo anual das empresas que reúne um conjunto de informações sobre os projetos, os benefícios e as ações sociais dirigidas aos empregados, aos investidores, aos acionistas e à comunidade. No Balanço Social, a empresa mostra o que faz por seus profissionais, dependentes, colaboradores e comunidade.

Vitalício
As denúncias de corrupção que assolam Brasília tem provocado reações pitorescas entre os parlamentares. Um exemplo é o senador Mão Santa (PMDB-PI), que resolveu defender, em discurso no plenário, que haja um senador vitalício no Brasil. Mão Santa citou o caso do cientista político italiano Norberto Bobbio, escolhido senador vitalício na Itália.

Polêmico
O peemedebista fez críticas ao presidente Lula (PT), dizendo que ele já declarou que ''não gosta de ler''. O senador disse que o Brasil não valoriza os professores e os que têm o saber. E finalizou com uma frase polêmica: a inscrição ''Ordem e Progresso'', na bandeira brasileira, valeria hoje, na verdade, como ''desordem e atraso''.

Porto de Paranaguá
A expectativa da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado é que a audiência pública sobre o Porto de Paranaguá fique para depois do dia 19 deste mês, ao contrário do que estava previsto. Só depois da audiência pública é que os senadores votam o projeto de decreto legislativo que suspende, por 90 dias, a delegação dos portos de Paranaguá e Antonina ao governo do Estado. O projeto, já aprovado na Câmara, leva em conta o resultado de diversas entidades que apontam irregularidades na gestão do porto.

Perguntinha
E se pega a moda de cortar orçamentos nas câmaras para fazer média com o eleitor?

Maria Duarte e equipe
politicacwb folhadelondrina.com.br

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