50 milhões por mês


Até o ano de 2029 o governo do Paraná vai pagar em torno de R$ 50 milhões à União, por conta do empréstimo feito para sanear o Banestado, privatizado há cinco anos. O valor varia um pouco a cada mês. O último pagamento, por exemplo, foi no valor de R$ 53,9 milhões, segundo a Secretaria da Fazenda. O dinheiro é quase suficiente para fazer a duplicação do trecho de 45 quilômetros entre Cascavel e Toledo da BR-467. A obra, incluindo o perímetro urbano, vai custar R$ 60 milhões ao governo estadual. A duplicação do viaduto sobre a BR-369, em Londrina, custará cerca de R$ 1,2 milhão.


Estranha


A Câmara de Vereadores de Londrina deve pedir ainda esta semana uma reunião com representantes da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e da Procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon). A sugestão foi dada ontem por Jamil Janene (PL), para quem é ''no mínimo estranha'' a pouca diferença do litro de combustível praticada em boa parte dos postos da cidade. ''Em outros municípios do Estado, até da região, a concorrência é bem mais acirrada, seja por promoções, ou mesmo pela diferença no preço do litro. Queremos saber por que aqui a situação é tão diversa'', explicou o parlamentar.


Tudo pelo espaço


Também ontem à tarde, na Câmara de Londrina, o vereador Renato Lemes anunciou a mudança de sigla a terceira, só este ano. Eleito em outubro pelo PSL, o pastor trocou o PL do presidente da Casa, Orlando Bonilha, pelo PMR do também pastor Edson Praczyk, presidente estadual do partido, e do vice-presidente da República, José Alencar. Lemes protocolou a desfiliação e a filiação no sábado passado, com o argumento de que, na nova legenda, teria ''mais espaço'' (leia-se: presidência municipal). Só o sotaque carioca carregado ele não muda. A propósito, o vereador é do interior de São Paulo.


Repique


O posicionamento do governador Roberto Requião (PMDB), de que o cidadão deve ter direito de ter arma em casa como forma de defesa, repercutiu entre os conselhos de segurança em Londrina. Ontem, o vice-presidente do conselho da Zona Leste, Jurandir Rosa, telefonou para a Redação defendendo o sim ao desarmamento. ''A gente ficou triste com a posição do governador'', disse.


Cargos em comissão


Ficou para a próxima terça-feira a votação da proposta do governo estadual de criar 27 cargos comissionados para a direção de educandários no Paraná. A matéria estava na pauta de ontem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa, mas não foi votada porque o governo não especificou de onde sairá o dinheiro e quanto será necessário para essas novas contratações, explicou o presidente da CCJ, Durval Amaral (PFL).


LRF


Segundo Amaral, os valores e a respectiva fonte (ou fontes) de recursos que custearão os cargos precisam ser especificados, em respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em vigor desde maio de 2000.


Corrupção no divã


O programa Palavra de Especialista, da rádio da Câmara Federal, vai abordar hoje de manhã a corrupção sob o ponto de vista psicológico. A convidada do programa é a professora Denise Ramos, autora de um trabalho pioneiro que estabelece ligações entre a prática da corrupção e características psicológicas encontradas na nação brasileira.


Inferioridade


Ela defende que os traumas da colonização e da escravidão, aliados à falta de heróis nacionais, contribuíram para que o Brasil não tivesse referências históricas positivas, o que segundo ela teria gerado um ''complexo de inferioridade'' inconsciente, sentimento explorado por diversos políticos. Complexos e neuroses à parte, nossos políticos têm abusado é da falta de ética. Por que a professora não diz logo que os corruptos do Planalto Central não têm mesmo é vergonha na cara?.


Participação popular


Na esteira das propostas do deputado Tadeu Veneri (PT), com o objetivo de ampliar a participação popular no Legislativo, o Palácio Iguaçu encaminhou à Assembléia Legislativa uma mensagem que abre a possibilidade de a população sugerir mudanças à Constituição Estadual.


Forma de participar


Hoje isso é feito através de propostas de emendas que são apresentadas pelos poderes Executivo ou Legislativo e votadas na Assembléia, necessitando de posterior sanção governamental. A participação popular no Legislativo já está prevista, mas apenas através da apresentação de projetos de lei de iniciativa popular. A intenção do governo é ampliar esse leque, permitindo que, além dos projetos, o eleitorado apresente propostas de emendas.


Água fria


A mensagem do Palácio Iguaçu, apesar de popular à primera vista, não deve ter uma tramitação tranquila. A proposta não empolgou o presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão (PSDB). Na opinião de Hermas, cabe aos parlamentares representar a população na apresentação de projetos. O presidente da Casa é contra qualquer projeto que esvazie os poderes do Legislativo e o principal é criar e alterar leis. Hermas entende que projetos de iniciativa popular só devem ser apresentados em casos muito específicos.


Perguntinha


Pior que o complexo de inferioridade não é o complexo de impunidade?

Maria Duarte e equipe
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