Desinformação oficial


O atual governo, depois de tudo que aprontou através do mensalão e até mesmo influenciar a eleição do novo presidente da Câmara , Aldo Rebelo, impõe esta farsa do desarmamento. Pergunta manipulada, resposta do jeito que o Palácio do Planalto precisa, segundo a revista Veja desta semana. A pergunta, como observa a revista, ilude o eleitor; poderia ser formulada de modo mais honesto e realista, assim: ''O Estado brasileiro pode tirar das pessoas o direito de comprar uma arma de fogo?''. Veja critica porque a pergunta sugere que o desarmamento irá acabar com a violência e com a bandidagem. O que é mentira.


O exemplo de Cascavel


Na região de Cascavel muitas pessoas estão se posicionando contra o desarmamento e o motivo é a vida dos moradores da zona rural. Um agricultor pergunta (depois de dizer que não teria coragem de atirar sequer numa raposa): ''O que será de nossas famílias quando os bandidos tiverem certeza que não temos ao menos uma garrucha?'' Hoje, os marginais têm certeza da impunidade, amanhã saberão que não terão a menor resistência pela frente. Outro lembra que as casas na zona rural são isoladas, às vezes o vizinho mais próximo está a uma distância de dois quilômetros.


Contradição


O Estado brasileiro nos últimos anos (o atual governo, neste caso, não tem culpa) foi omisso e permitiu o aumento da bandidagem, da corrupção na polícia e ainda permitiu a conivência dos políticos. Foi generoso com o tráfico. Agora quer desarmar o cidadão comum, baseado no fato de que as pessoas armadas cometem crime. O crime que pretende combater através do desarmamento, na realidade, é fruto da exclusão social, do desemprego e da fome problemas que não estão sendo atacados. Não com eficácia, apesar da intensa propaganda oficial.


Bandidos vão adorar


Bandido não compra arma na loja afirmam as pessoas comuns , eles as obtêm através do contrabando pesado que o governo é impotente para controlar; ou não quer controlar. Armas de grosso calibre têm outras procedências. Mas o que irrita mesmo é a desinformação da propaganda oficial, como mostra a revista. O próprio nome da campanha ''pelo desarmamento'' é enganoso. O título tem apelo popular, mas não traduz com fidelidade o que está sendo proposto.


Denúncia grave


A revista faz uma denúncia grave: mais de 400 mil armas foram entregues voluntariamente em todo o Brasil, mas algumas, as melhores, foram roubadas dos depósitos da polícia. Sabe-se da origem de pelo menos 83 delas, que acabaram nas mãos de bandidos de Santos, em São Paulo.


Adolf Hitler


Ainda segundo Veja: Hitler desarmou os alemães e os povos dos países ocupados, mas distribuiu armas entre milícias fiéis ao regime. É o mesmo que atualmente fazem Fidel Castro, em Cuba, e o coronel Hugo Chávez, na Venezuela. O desarmamento faz parte da filosofia de que toda e qualquer liberdade individual deve ser abolida em benefício do Estado diz o professor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense, Angelo Segrillo.


Sala cheia


O delegado Sérgio Sirino, do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), teve que mandar separar uma sala inteira no prédio do núcleo, na rua José Loureiro, para guardar as pilhas de documentos relativos ao inquérito que tenta enquadrar como crime contra a ordem econômica os aumentos nas tarifas de pedágio. Mas, sobre o conteúdo dos documentos, Sirino não diz um 'a'. O inquérito, aberto há um mês, é a primeira tentativa do governo estadual de levar a briga com as concessionárias para a esfera criminal. Se o Nurce conseguir, desata o nó que, pelo menos até agora, continua górdio.


Bolso vazio


Parte dos prefeitos do Paraná já cortou o cafezinho e o expediente como medidas de contenção de gastos. Agora, com a queda de 37% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Nova Olímpia, Luiz Sorvos (PDT), decidiu discutir com os 18 presidentes das associações regionais de municípios a possibilidade de promover um megaprotesto envolvendo todas as 399 prefeituras do Estado.


Passa o cadeado


A idéia é fechar as portas das prefeituras por tempo determinado em protesto contra a queda de 37,93% do FPM, ocorrida na terceira semana de setembro. O protesto, se vingar, será também contra ''o descaso com que os municípios vem sendo tratados''.


Puxando a fila


A AMP apóia o protesto programado pelas 32 prefeituras da Associação dos Municípios da Região de Entre Rios (Amerios), que saíram na frente e decidiram fechar as portas ontem e amanhã, contra a queda do FPM.


Perguntinha


O governo de Lula pretende desarmar as pessoas comuns, enquanto a bandidagem anda solta. O que existe por trás dessa campanha?

Maria Duarte e equipe

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