Banestado, de saudosa memória


Em meio ao novo confronto na guerra do pedágio, o Palácio Iguaçu resolveu atacar outro 'adversário'. Ontem o governador Roberto Requião (PMDB) assinou decreto anulando o aditivo do contrato que prorrogava por cinco anos a exclusividade das contas do governo que o banco paulista Itaú detém desde o leilão de privatização do Banestado, há mais de cinco anos. O decreto pode ser questionado na Justiça. Será mais uma briga judicial, junto com a do pedágio, da Sanepar, dos transgênicos... Até que esses assuntos sejam decididos nos tribunais, os paranaenses terão que esperar.


Créditos fiscais


Em relação ao Banestado, outra bronca do governo diz respeito à tentativa de ressarcimento de créditos fiscais no valor de R$ 1,7 bilhão do Banestado, que foram repassados ao Itaú no processo de privatização, na gestão Jaime Lerner (PSB). O Banestado foi comprado em leilão pelo Itaú em outubro de 2000, por R$ 1,6 bilhão.


Saneamento


Apesar do valor de arremate, o montante gasto no saneamento do Banestado ficou próximo a R$ 5 bilhões. Para sanear a instituição financeira, o governo do Paraná fez um empréstimo junto à União, que será pago em 30 anos. Na época, o valor do saneamento foi duramente criticado por adversários de Lerner.


Deadline


Na próxima sexta-feira, dia 30, expira o prazo de filiação ou mudança partidária estipulado pela Justiça Eleitoral aos candidatos às eleições de 2006. Em Londrina, os dois ex-vereadores pelo PDT, Sandra Graça e Jamil Janene, adotaram posturas diferentes em relação ao pleito. Jamil afirmou que define hoje de manhã a sigla pela qual disputará uma vaga na Assembléia Legislativa. Já Sandra permanecerá ''por tempo indeterminado'' desfiliada, uma vez que, garantiu, vai terminar o mandato no Legislativo londrinense.


PFL em Londrina


O PFL do Paraná realiza, sábado, um encontro em Londrina. O evento faz parte dis debates sobre a refundação do partido. O encontro será a partir das 9h30, no Hotel Crystal. Estarão presentes vereadores, deputados, a ex-vice-governadora Emília Belinati e o ex-prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi, entre outras lideranças.


Bode na sala


Colocaram o bode na sala. A tese que correria nos bastidores do Planalto, de elevar a idade mínima para aposentadoria até 75 anos para homens e 70 para mulheres, dá a entender que as idades foram 'jogadas' para cima para que o brasileiro não ache tão ruim quando e se tirarem o bode sala (leia-se os tetos para aposentadoria caírem um pouco). Pelo menos é essa a leitura que muitos estão fazendo.


Mais essa


Além disso, cogitar uma medida dessas no momento em que os brasileiros estão passando mal de tão revoltados com o festival de denúncias de corrupção beira o trágico. Mas de cortinas de fumaça e dissimulações a política nacional está cheia.


Fiscalização federal


A Controladoria Geral da União (CGU) sorteou ontem 60 municípios e 12 estados para receberem fiscalizações especiais com relação à aplicação de recursos públicos federais. O Paraná não está na lista dos estados sorteados, mas quatro de seus municípios serão fiscalizados: Astorga, Formosa do Oeste, Godoy Moreira e Lidianópolis.


Descaracterizado


A saída do ex-deputado constituinte Plínio de Arruda Sampaio, um dos fundadores do PT, é mais um exemplo contundente da mudança na 'feição' da legenda. Fundado com ideais socialistas, há 25 anos, o partido já assume ares neoliberais e vê parte de suas principais figuras debandarem. Sampaio tentou assumir a presidência nacional da legenda, mas não conseguiu.


Outras paragens


Desiludido, fez o que muitos outos petistas de peso fizeram, como o ex-ministro da Educação Cristovam Buarque, que migrou para o PDT, e a senadora Heloísa Helena, que fundou o Psol.


Melô do mensalão


O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) anda pelo menos aparentemente no maior bom humor desde que foi cassado. Tem dito até que vai lançar um disco.

Greve setorial



O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv) deliberou em assembléia-geral a realização de paralisações setoriais de 24 horas, daqui a dez dias. A reunião aconteceu anteontem à noite na Supercreche (Centro), e, de acordo com o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, contou com a participação de pelo menos 250 funcionários.


Luto adia protesto


A assembléia-geral do Sindserv foi a primeira desde o fim da greve pela reposição salarial de 21%, durante todo o mês de março deste ano a maior paralisação do tipo na história da cidade. ''Criamos a comissão de mobilização e reafirmamos a postura de nos manifestar onde o prefeito Nedson Micheleti (PT) estiver'', afirmou Urbaneja, lembrando de protestos realizados no desfile de 7 de Setembro (ao qual Nedson faltou) e em inaugurações de obras. O sindicalista justificou que as paralisações setoriais só não começarão esta semana em função do falecimento, ontem, da primeira dama de Londrina, Regina Fonseca Micheleti.


Acerto de contas



Na sexta-feira, o Sindserv promete marcar presença na Câmara de Vereadores. Na ocasião, o secretário de Fazenda do Município, Wilson Sella, faz a apresentação das contas do segundo quadrimestre de 2005. Em declarações recentes, porém, Sella praticamente descartou a possibiidade de conceder reposição ao funcionalismo, uma vez que as contas estariam ''absolutamente equilibradas''.


Perguntinha


O Itaú vai aceitar perder o monopólio das contas do governo?

Maria Duarte e equipe

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