Dados da Receita


Nos próximos dias a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios recebe o resultado do cruzamento de dados da Receita Federal com informações bancárias. Em entrevista à Folha, o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) afirmou que há indícios de incompatibilidade em movimentações financeiras, daí o cruzamento de dados. Segundo ele, cerca de 80 quebras de sigilo bancário já foram pedidas pela comissão.


Sócio


Na terça-feira, a sub-relatoria financeira da CPMI ouve o advogado Rogério Tolentino, sócio do empresário de publicidade Marcos Valério. No dia seguinte, será ouvido pela segunda vez Maurício Marinho, ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios. Ele será ouvido novamente porque alterou o depoimento inicial no Ministério Público.


Imprevisível


Na opinião de Fruet, não dá para arriscar palpite sobre quem será o novo presidente da Câmara, em substituição a Severino Cavalcanti (PP-PE). A eleição está marcada para quarta-feira e por enquanto quem comanda a Casa é o vice-presidente, José Thomaz Nonô (PFL-AL). Entre candidaturas e nomes cogitados, são mais de dez deputados na briga pelo cargo. Disputa feroz, ainda mais considerando que Severino renunciou dizendo que empobreceu na política. Se empobreceu, quer voltar por quê?


Cassando homenagens


Depois de o deputado estadual José Domingos Scarpelini (PSB) apresentar proposta não votada pedindo que o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu (PT) devolvesse o título de cidadão honorário do Paraná, concedido há dois anos pela Assembléia Legislativa, foi a vez de o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), tomar atitude semelhante.


Medalha


Indignado com as denúncias de pagamento de propina, Virgílio enviou um requerimento ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, solicitando a suspensão do direito de uso da medalha da Ordem do Rio Branco, concedida a Severino Cavalcanti.


Homenagens


Esses são dois exemplos que ilustram a compulsão de parlamentares por prestar homenagens. Normalmente a seus pares e principalmente a quem está por cima da carne seca nem que seja por breve período de tempo.


Porto


O Senado marcou para o dia 5 de outubro, uma quarta-feira, a audiência pública que vai discutir a possibilidade de intervenção federal no Porto de Paranaguá. Depois da audiência, será marcada, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a votação do projeto de decreto legislativo que abre caminho para a intervenção. Se concretizada, um interventor indicado pelo governo federal fica encarregado de fazer uma auditoria completa nas duas administrações para então decidir se o governo do Estado continua ou não administrando os portos.


Suspensão


O projeto que suspende a delegação da União ao Paraná foi apresentado pelo deputado federal Ricardo Barros (PP) e aprovado pelo plenário da Câmara há cerca de dois meses. Segundo a proposta, fica suspenso por no mímino três meses o direito do governo do Estado de comandar os portos de Paranaguá e Antonina, que têm como superintendente Eduardo Requião.


Relatórios


Para elaborar o projeto, Barros usou as irregularidades apontadas no porto. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) já foi alvo de relatórios da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Estado (TCE), do Ministério dos Transportes, da Receita Federal, entre outros.


Manutenção


O governo do Paraná se mobiliza contra o projeto e defende a manutenção do porto sob administração do Estado. O governador Roberto Requião (PMDB) articulou a base aliada ao Palácio Iguaçu, que fez um périplo pelo Estado em busca de apoio.


Interbrazil


A bancada de oposição na Assembléia encontrou um novo assunto para dissecar. Ao longo da semana, o caso da seguradora Interbrazil acusada de pagar contas do PT para obter contratos com o governo mobilizou as bancadas do PSDB, PFL e PDT.


Informações


O pefelista Élio Rusch fez um pedido de informações ao governo do Estado, para saber se, além da Companhia Paranaense de Energia (Copel), existem outras empresas ou autarquias que tenham contratado seguro com a Interbrazil. O deputado Durval Amaral (PFL) cobra atitudes do governo e diz que ainda não viu o governo abrindo processo administrativo e exonerando responsáveis.


Neoliberalzinho


O secretário dos Transportes, Waldyr Pugliesi, não esconde o incômodo que o pedágio lhe traz na pasta. ''O pedágio é o filho neoliberalzinho do Fernando Henrique Cardoso e do Jaime Lerner'', desabafou. E Pugliesi acabou com o abacaxi nas mãos.


Perguntinha


Agora que caiu a máscara de José Dirceu, deputados querem que o título de cidadão honorário do Paraná seja cassado. Será que o arrependimento serve de lição para que a Assembléia Legisltiva tenha mais critério nas homenagens?

Maria Duarte e equipe
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