INFORME FOLHA
'Mão da direita?'
Luiz Gushiken, homem forte de Lula, disse na Câmara, dias atrás, que vê a ''mão da direita'' na crise do governo. Ele não é o único a apresentar explicações insólitas; colegas Gushiken chegaram a dizer que atos de corrupção no governo são fruto do capitalismo. Só que enquanto isso, o Banco do Brasil faz compras milionárias (R$ 718 milhões) de uma grande multinacional da informática sem licitação. Apenas em manutenção são R$ 90,3 milhões. Cadê a mão do presidente para exigir transparência? Uma pergunta: e as denúncias da revista ''Veja'' sobre os negócios do filho de Lula com a Telemar, por que não foram desmentidas? Neste caso de quem é a mão que deu uma força ao jovem?
Muitas mãos
Pelo jeito há muitas mãos que se metem neste governo: da direita, da esquerda... Mãos fortes blindaram Meirelles, Waldomiros e Severinos. Tem mais: nas CPIs sovam-se pizzas, com as mãos de quem? São mãos que afagam essa massa, que a cada dia ganha novos ingredientes, como essa recente mão-santa do STF, que concedeu liminar a deputados do PT, assim eles vão se distanciando do risco de cassação.
Na contra-mão
Enquanto isso, o Brasil segue na contra-mão da história, com a maior carga tributária do mundo, com uma propaganda oficial que beira à lavagem cerebral tal o poder de persuasão. Dinheiro saindo pelo ralo que poderia construir centenas de postos de saúde. Mas só enchem as mãos e os cofres de agências de publicidades...e molha as mãos de redes de televisão.
Mão-de-obra
Há muitas mãos, lá em Brasília; há mão da Direita e da Esquerda atrapalhando o crescimento do Brasil, impedido de gerar mão-de-obra porque a legislação trabalhista arcaica é uma armadilha contra o empregador. E porque na indústria das indenizações há também o braço e a mão da política, através de ação sindical estimulando o denuncismo.
Mãos à obra
Só não há mãos à obra porque o governo gosta mesmo é de umas viagens internacionais, em seu novo e confortável avião. O presidente não quer dar mão à palmatória e confessar que errou. Porém, na hora de cobrar impostos, mete os pés pelas mãos.
Mãos ao alto
Mas há ainda o mãos ao alto com uma campanha contra venda de armas em marcha (confundida com desarmamento). Através dela sabe-se que as pessoas ficarão sem armas de fogo (o que é bom) e só duas categorias poderão possuí-las, além da Polícia: os bandidos e os políticos (o que é ruim). Será que o estado, anacrônico e incompetente vai garantir a segurança do povo?
Mãos aos céus!
Este é o retrato do Brasil. E Gushiken vê o fantasma da Direita rondando. Larga mão disso, Luiz Gushiken, deixe de ver mão da direita em tudo. Faça a mão da Esquerda trabalhar para o Brasil. E nossas mãos, aqui no interior, vão aplaudir efusivamente.
Metamorfose
O governo Lula e o PT foram lembrados na 11 Metamorfose, no último sábado. Não faltaram fantasias de cuecas cheias de dinheiro, malas pretas, e figuras como o deputado Roberto Jefferson e o publicitário Marcos Valério.
Balão de ensaio
Depois de uma semana de indefinições, boatos e especulações no Centro Cívico, a paz parece que voltou a reinar ontem dentro do setor de Comunicação do Palácio Iguaçu. Os dois principais responsáveis pela divulgação e comunicação do governo, o secretário Airton Pisseti e o assessor do governador, Benedito Pires, teriam decidido deixar suas funções e colocado os cargos à disposição para que o governador Roberto Requião (PMDB) fizesse as alterações que achasse necessárias.
Fica como está
Os debates sobre a necessidade de revitalização da comunicação do Palácio Iguaçu são antigos e têm evoluído à medida que se aproximam as eleições do ano que vem. Entretanto, Requião decidiu permanecer com a atual equipe.
Ligações perigosas
O senador Osmar Dias (PDT) que até prestigiou a convenção dos tucanos do Paraná, recentemente bateu um papo ontem de manhã com o presidente regional do PSDB, o deputado estadual Valdir Rossoni, e outros tucanos. Falaram sobre as eleições do próximo ano, inclusive sobre nomes de futuros candidatos.
Aproximação
O PDT pretende fazer outros encontros com partidos interessados na formação de uma frente oposicionista. Osmar considerou a reunião ''produtiva'', explicando que foi possível analisar as candidaturas já colocadas de cada um dos partidos e a viabilidade dos pré-candidatos. Rossoni foi mais sucinto. ''Temos soldados para todos os tipos de guerras'', disse.
Financiamento
O clima de 'polêmica à vista' que tem rondado a Câmara de Londrina, nos últimos dias, tem hoje mais um capítulo. Volta à pauta, após uma semana, o projeto projeto de lei 150/2005, do Executivo, que permite ao município contrair junto à União um financiamento superior a R$ 9 milhões com objetivo de informatizar e modernizar a administração.
Não convencidos
No plenário, vereadores da oposição questionaram se a medida não comprometeria a capacidade de endividamento do município. Nos bastidores, aliados consideraram a matéria ''bastante impopular''. E representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv) lembram que o Executivo ainda não definiu a reposição salarial de 21%.
Perguntinha
O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), vai dizer no discurso que precisou renunciar porque é nordestino?
Maria Duarte e equipe
politicacwb@folhadelondrina





