Na terra do sushi


Nos últimos dias, enquanto o caldo entornava na Câmara, o deputado federal Alex Canziani (PTB) preferiu não se estressar. Estava no Japão, junto com o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), numa missão oficial que busca apoio dos japoneses para projetos locais.


Enquanto isso...


As coisas andam movimentadas por aqui, na terra dos tupiniquins. Em Brasília, Roberto Jefferson tenta salvar o mandato buscando amparo no Supremo Tribunal Federal. Em São Paulo, Agnaldo Timóteo (vereador) vai visitar Paulo Maluf na Polícia Federal e dispara um bate-boca com repórteres. E no Paraná o Porto de Paranaguá volta a rejeitar qualquer transgênico que chegue perto.


Memória


A esperança é a última que morre. Leitores da Folha avisam que ainda esperam uma solução para o pedágio. Um deles diz que vai lembrar do ex-governador Jaime Lerner (PSB) porque foi ele quem implantou a cobrança, e vai lembrar de Roberto Requião (PMDB) porque o peemedebista prometeu desatar esse 'nó'. Parece que o eleitor paranaense está livre da fama de memória curta do eleitor brasileiro.


Copel


O deputado federal Eduardo Sciarra (PFL-PR), apresentou na Câmara dos Deputados um pedido de informações sobre os negócios da Interbrazil, a seguradora acusada de oferecer supostas vantagens ao PT em troca de contratos bilionários de seguros com companhias elétricas no Brasil, entre elas a Copel. O assunto já está na mira da Assembléia Legislativa.


Negócios


Sciarra quer saber o valor dos contratos e quais foram as empresas do setor público que fecharam negócios com a Interbrazil, a partir de janeiro de 2003, início do governo Lula (PT), e quais os critérios que levaram as empresas públicas a escolherem a Interbrazil e não outra seguradora com atuação no mercado. O pedido de informações será encaminhado ao Ministério da Fazenda.


Mistério


O pefelista quer entender ainda por que a Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável pela fiscalização do setor, decretou a liquidação da Interbrazil somente no mês passado, quase um ano e meio depois do vazamento de denúncias de que a empresa teria falsificado documentos.


Licitação


A Copel admitiu que fez contratos de seguro com a empresa Interbrazil, mas explicou que eles foram resultantes de licitações, conforme determina a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


Brincadeira


O líder do bloco de oposição na Assembléia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), apresentou requerimento requisitando que o grande expediente do ano de 2006, na tribuna da Casa, seja reservado para os pronunciamentos dos deputados da oposição.


Exemplo


Segundo a explicação da liderança da oposição, a medida ''segue o exemplo do privilégio obtido pelo líder peemedebista, Antônio Anibelli, que assegurou o uso da palavra até o dia 29 de novembro''.


Chega


O presidente, Hermas Brandão (PSDB), que volta e meia se vê obrigado a puxar algumas orelhas no plenário, vai conversar com os líderes de todos os partidos para definir uma forma melhor de usar o tempo no plenário. Afinal, o ouvido do eleitor é o quê?


Merreca


O governador Requião voltou a bater numa de suas teclas preferidas criticar a política econômica do governo Lula (PT). Na opinião de Requião, a decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros, a Selic, de 19,75% ao ano para 19,5%, é insignificante.


(In)dependência


''O neoliberalismo defende que o Banco Central (BC) seja independente. Independente dos interesses nacionais, do povo, mas absolutamente dependente dos banqueiros'', provocou Requião.


Debate tucano


O Instituto Teotônio Vilela do Paraná, o órgão de estudos e formação política do PSDB, promove na próxima segunda-feira, dia 19, um café da manhã com empresários de Curitiba e região para analisar a atual situação política, principalmente com a cassação do mandato de Jefferson, e os reflexos da crise na economia. Foi convidado o senador Alvaro Dias (PSDB).


Controle 1


Dinheiro para fiscalizar dinheiro. O ministro do Planejamento e Orçamento, Paulo Bernardo (PT), assinou o convênio do Promoex, firmado entre o governo federal e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Através do convênio serão injetados US$ 38,6 milhões, de um total de US$ 74,9 milhões, nos Tribunais de Contas do Brasil.


Controle 2


De acordo com o Tribunal de Contas (TC) do Paraná, os recursos servirão para reaparelhar e integrar todos os TCs, ampliando o controle externo. Segundo o ministro Adylson Motta, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), um dos maiores problemas do Brasil é a fiscalização.


Pergutinha


Liminares impedindo os processos de cassação de deputados do PT envolvidos em denúncias. O Brasil merece?

Maria Duarte e equipe
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