Feriadinho


A Assembléia Legislativa do Paraná não vai ''emendar'' o feriado de 7 de Setembro, evitando assim críticas. O feriado da Independência cai na quarta-feira, mas os deputados já se empolgavam com a inclusão de segunda e terça-feira. Com isso, não haveria sessão na semana. O feriadão dos 54 deputados estaduais começaria hoje e iria até o próximo dia 12. Mas o presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), cortou a empolgação e avisou que vai ter sessão sim, na segunda-feira, dia 5, e na terça, dia 6.



Leite derramado


A bancada governista quer correr atrás do prejuízo e recuperar a maioria que tinha na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Assembléia. O deputado Carlos Simões (PTB) levantou uma questão de ordem à mesa da Assembléia, pedindo que Aílton Araújo (PPS) seja afastado da comissão. Segundo Simões, a vaga foi dada a Araújo quando ele ainda estava no PTB, respeitando a proporcionalidade dos partidos que elegeram integrantes para a Casa em 2002.


Placar


Como Araújo deixou o PTB, sua vaga deveria ser cassada e entregue a Simões na lógica do petebista. Caso isso ocorra, a bancada governista voltaria a ter cinco dos nove votos na CCJ.


Presidência


A presidência da CCJ está nas mãos da oposição. O dono do cargo é o pefelista Durval Amaral, ex-aliado do governador Roberto Requião (PMDB) e também ex-líder governista na gestão Jaime Lerner (PSB).


Prato cheio


Depois de um período de relativo silêncio e do recuo na idéia de pedágio de manutenção, governo do Estado e concessionárias retomam as armas na briga pelas tarifas de pedágio. O aumento da Caminhos do Paraná e a promessa de nova briga jurídica por parte do Estado é só uma prévia do embate previsto para dezembro, quando as seis concessionárias terão o direito, garantido em contrato, de reajustar as tarifas.


Mutirão


Funcionários do primeiro, segundo e terceiro escalão, em mais de uma secretaria do Estado, estão mobilizados em busca de soluções para o ''nó do pedágio'', nas palavras do governador. E não é de hoje que ''bagrinhos'' e chefes esquentam a cabeça atrás de fórmulas para segurar os aumentos.


Eixo


A Prefeitura de Curitiba encaminhará nos próximos dias ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) o novo edital preparado para a licitação das obras do eixo metropolitano. A licitação anterior, realizada no ano passado, foi revogada recentemente pelo prefeito Beto Richa (PSDB). O BID não tem prazo definido para analisar o edital.


Não aceitou


A revogação aconteceu porque o BID não aceita o processo de licitação iniciado no ano passado, por causa da participação da empresa Construcap. O banco deve participar com US$ 80 milhões do Programa de Transporte Urbano, do qual fazem parte as obras do eixo metropolitano. O montante representa 60% do custo total do programa, estimado em US$ 133 milhões.


Nova versão


Por conta dos questionamentos verificados na fase de habilitação das empresas concorrentes, o BID condicionou sua participação no programa à revogação da licitação de 2004. Mas o novo edital de concorrência internacional permite que a empresa que foi o objeto das discussões judiciais também participe.


'Fraldas pintadas'


O procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente, do Ministério Público do Paraná, esteve ontem em Brasília participando da manifestação pela inclusão do direito a creches para crianças de zero a três anos no texto da Proposta de Emenda Constitucional que instituirá o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O procurador representou a Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça da Infância e Juventude e a Associação Paranaense de Magistrados e Promotores de Justiça da Infância, Juventude e Família.


Coisas do poder


Lamentável a postura do presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE). Além de defender punições light aos parlamentares ameaçados de cassação, cortou o som do microfone do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que criticou sua postura. Enquanto tinha som, Gabeira disse que Severino na presidência da Câmara era um desastre para o Brasil.


Perguntinha


Parlamentar não pode manifestar opinião no plenário?

Maria Duarte e equipe
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