INFORME FOLHA
CPI dos Correios
Os parlamentares paranaenses que atuam na CPI mista dos Correios o senador Alvaro Dias (PSDB) e os deputados federais Osmar Serraglio (PMDB) e Gustavo Fruet (PSDB) são esperados em Curitiba amanhã para uma reunião com diretores e conselheiros da Associação Comercial do Paraná (ACP), a partir das 9 horas. A cúpula da ACP quer ouvir os parlamentares e entregar uma proposta de Revisão Constitucional, que aborda inúmeros aspectos da reforma política alternativa sugerida pelos empresários como saída para a grave crise que o Brasil atravessa.
Foco
A partir de amanhã a CPI mista dos Correios concentra os esforços nos contratos feitos pelos Correios. A comissão passará a dividir os depoimentos, que serão tomados nas subcomissões. Nos próximos dias os parlamentares ouvem o depoimento do ex-presidente do Banco Popular do Brasil (instituição ligada ao Banco do Brasil) Ivan Guimarães e do genro do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), Marcus Vinícius Vasconcelos.
Fim do showmício
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o fim dos showmícios em campanhas, proibindo até a apresentação gratuita de artistas em palanques de candidatos. É uma maneira de evitar que os candidatos usem celebridades para atrair e agradar eleitores.
''Você é luz...''
Alguns showmícios são pitorescos. Foi o caso, na campanha pelo governo do Estado em 2002, da apresentação do cantor Wando, no palanque de Alvaro Dias, distribuindo calcinhas para as eleitoras.
Blá blá blá
Resta saber se sem a presença de cantores e artistas o público vai ter paciência para ouvir somente promessas dos candidatos.
Segundo tempo
Passada a tensão das primeiras votações, a Assembléia Legislativa do Paraná retoma, na terça-feira, a turbulenta votação do projeto que transforma a Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em autarquia. Desta vez, será a votação final da mensagem do governo. Na primeira votação, quando foi aprovada a constitucionalidade da matéria, o plenário ferveu. O deputado José Domingos Scarpelini (PSB) e o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, discutiram com os dedos em riste, até a interferência da turma do ''deixa disso''.
Manobra
Na terça-feira passada a mensagem do governo foi aprovada em primeira votação, mas uma manobra da bancada de oposição conseguiu impedir a votação final do projeto. O adiamento foi possível graças às emendas apresentadas pelo PPS e por representantes dos funcionários da Emater.
Terreno
Os governistas queriam apreciar as emendas naquele dia, mas a oposição exigiu que as emendas fossem submetidas antes à apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) comissão onde os adversários do governador Roberto Requião (PMDB) têm maioria. A oposição ameaçou discursar noite adentro, o que fez os governistas recuarem.
Estabilidade
As emendas que seguirão para a CCJ têm como meta dar garantias aos funcionários da Emater, que de acordo com o Palácio Iguaçu serão aproveitados após a autarquização. Além de prever estabilidade funcional de cinco anos aos funcionários, a emenda do PPS prevê também que o governo encaminhe à Assembléia um Plano de Carreira, Cargos e Salários para a categoria. Outra emenda tenta garantir que a contribuição previdenciária dos funcionários continue com os mesmos índices depois da autarquização.
Transgênicos
A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou o requerimento que pedia um debate amplo sobre como deve ser feita a cobrança de royalties de sementes de sojas transgênicas por parte da Monsanto. A cobrança dos royalties será tema de uma audiência pública da Comissão que deve ocorrer entre os dias 14 e 28 de setembro. A data exata será definida nos próximos dias.
Sem acordo
Durante a votação do requerimento, o autor, deputado Moacir Micheletto, justificou a necessidade de a comissão discutir o tema com o argumento de que as negociações entre as entidades representativas do setor sementeiro e dos produtores rurais com o pessoal da multinacional Monsanto não chegaram a nenhum acordo.
Inspeção
Uma missão veterinária da União Européia inicia no próximo dia 30 um roteiro de visitas a fazendas, frigoríficos, certificadoras, unidades de inspeção sanitária e postos de fronteiras em sete estados brasileiros entre eles o Paraná habilitados a exportar carne bovina para a Europa. A missão permanecerá 15 dias no Brasil e vai checar informações e procedimentos nas áreas de inspeção, saúde animal e o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov).
Contabilidade
No ano passado, o bloco europeu comprou 25% do volume de carne bovina exportado pelo Brasil, gerando mais de 38% da receita do setor.
Perguntinha
Os futuros candidatos já estão pensando em alternativas aos showmícios?
Maria Duarte e equipe
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