Toninho da Barcelona


Salvo mudança de última hora, o doleiro Antônio Claramunt, mais conhecido como ''Toninho da Barcelona'', será ouvido hoje em Curitiba pela força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), que investiga há cerca de dois anos a evasão de divisas via antigo Banestado. O doleiro já foi ouvido esta semana por integrantes da CPI mista dos Correios. Ontem, a comissão aprovou requerimento do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) solicitando ao Tribunal Regional Federal da 4 região que encaminhe à CPI cópias dos processos referentes ao doleiro.


Esquema irregular


Na avaliação do relator da CPI, deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), o depoimento de Toninho da Barcelona à CPI foi importante porque ele falou sobre o esquema de envio ilegal de dinheiro ao exterior através de contas em paraísos fiscais. Os procuradores da força-tarefa estão curiosos para ouvir o que mais ele tem a dizer.


Leilão


A 2 Vara Federal Criminal leiloa hoje, em Curitiba, dois carros importados apreendidos em processos criminais. Um Dodge do ex-deputado estadual Tony Garcia (PP) e um Passat Turbo do empresário Hélio Laniado, preso em Praga (República Tcheca) pela Interpol, na terça-feira.


Contra o relógio


O PT ganha tempo pedindo o adiamento dos depoimentos na Polícia Federal. O advogado do partido, João dos Santos Gomes Filho, terá um pouco mais de tempo para esquadrinhar o inquérito que investiga supostas irregularidades na campanha pela reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT). No meio de tantas versões e acusações, fica difícil enxergar toda a floresta e não só as árvores espalhadas.


Bomba!


Depois de explodirem as bombas de denúncias, ontem foi a vez de uma suposta bomba de verdade no Congresso, no início da tarde. Foi um alvoroço. A Polícia Militar fechou o Congresso e, apesar de o raio-x não ter detectado a presença de explosivos, a mala foi detonada pela PM no gramado, por segurança. E se a bomba fosse de verdade?


Ética?


Um verdadeiro festival de absurdos. Vereadores de Curitiba que deveriam representar seus eleitores da melhor forma possível articulam com o objetivo de excluir crimes como calúnia, injúria, difamação e peculato (desvio de dinheiro público) da relação de condutas incompatíveis com a ética. Esta semana a vereadora Professora Josete (PT) solicitou vistas ao projeto que dilacera o novo Código de Ética Parlamentar, em vigor desde dezembro do ano passado na Câmara Municipal da Capital.


Adiado


O pedido de vistas adiou para a semana que vem a votação do projeto pela Comissão de Legislação e Justiça. Depois, a proposta vai a plenário. ''Se o projeto for aprovado, os 38 vereadores de Curitiba poderão cometer crimes sem ferir a 'ética' parlamentar. Serão crimes éticos'', ironiza a vereadora.


Trem da alegria


O projeto que visa alterar o Código de Ética revoga a íntegra dos dispositivos que tratam dos casos de calúnia, injúria e difamação. Mantém punição apenas para a prática de agressão física. Mas ofender pode. Em relação ao peculato, o projeto suprime a parte do código que tratava da punição aos vereadores pela utilização de bens públicos da prefeitura ou da Câmara para fins pessoais. O novo texto passaria a punir somente o uso com fins eleitorais.


Mordaça nos bocudos


Para piorar, a proposta ainda mutila o direito de qualquer cidadão de apresentar uma denúncia contra vereadores que eventualmente tenham descumprido o Código de Ética. Denúncias poderão ser protocoladas apenas por vereadores detentores de mandato, conforme a nova redação. E não é novidade para ninguém que o Legislativo tem fama de corporativista.


Frustração 1


Apesar do tom diplomático, era evidente a frustração da ex-superintendente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Paraná Elizabeth Lobo dos Santos Elpo com a escolha de Santa Catarina para sediar a gerência regional do órgão, que representará o Sul, a partir de hoje.


Frustração 2


Elizabeth, que ficou no cargo por cinco anos, vencendo inclusive a barreira da transição de governo, queixou-se, de certa forma, pela ''não valorização ao trabalho desenvolvido'' no Estado.


Tabaco


Uma audiência pública em Irati discute hoje o controle e o uso do tabaco. O senador Flávio Arns (PT) participa da audiência, promovida pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, que vai abordar o texto da Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco. Na avaliação de Arns, a discussão dos termos da Convenção é necessária para que se chegue a um consenso sobre a questão. ''Os pequenos agricultores que vivem desta atividade precisam de alternativas viáveis e incentivos para que possam cultivar outros produtos sem prejuízos para o seu negócio'', avalia o senador.


Saúde


A Convenção-Quadro é um tratado da Organização Mundial de Saúde (OMS), adotado em maio de 2003, e traz uma série de restrições ao consumo e comercialização do tabaco nos 192 países que assinaram o documento. No Brasil, o texto ainda precisa ser ratificado pelo Congresso.


Perguntinha


Não deveria ser antiético amputar o Código de Ética?

Maria Duarte e equipe
[email protected]

mockup