INFORME FOLHA
Os Joões do caixa 2
A defesa e o ''ataque'' nas denúncias de caixa 2 na campanha de reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT) estão nas mãos de dois advogados já conhecidos na política londrinense.
Na Câmara
João dos Santos Gomes Filho, advogado do PT, foi procurador jurídico da Câmara de Vereadores em duas legislaturas, além de atuar na defesa do doleiro Alberto Youssef.
Causa polêmica
João Graça, que defende a ex-assessora da campanha petista, Soraya Garcia, é irmão da vereadora Sandra Graça (sem partido) e foi advogado do ex-prefeito Antonio Belinati (PP). Ele abandonou a causa há três anos. Graça também já foi candidato a prefeito em Arapongas.
À mesa
Despertou atenção o grupo que se formou numa festa de aniversário em Arapongas, no último final de semana. Entre outros convidados, o advogado João Graça recebeu o ex-chefe da Polícia Federal em Londrina delegado Sandro Viana dos Santos e o empresário Everton Muffatto. A vereadora Sandra Graça (sem partido) também estava na festa.
Colhendo os louros
Com o sucesso obtido no caso do sequestro da família de um piloto em Curitiba, o pessoal do Grupo Tático Integrado de Grupamentos de Repressão Especial (Tigre) especializado em solucionar sequestros anda feliz da vida. Ontem, pouco mais de dois dias depois de estourarem o cativeiro dos sequestradores, roubaram a cena na ''escolinha'' do governador Roberto Requião (PMDB), a reunião semanal do secretariado.
Pimpão
O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, também estava todo feliz por ser um dos mais assíduos palestrantes da reunião do secretariado. Mas o governador foi logo dizendo que isso aconteceu porque foram necessárias mais informações sobre segurança pública mesmo.
Escolinha?
Uma policial procurava na manhã de ontem a entrada do auditório do museu Oscar Niemeyer, onde acontecem as reuniões semanais. A policial perguntou para um vigia: ''Onde é a escolinha''? Resposta do vigia: ''Escolinha? Escolinha eu não sei, mas a reunião do secretariado é aqui''.
Compagas 1
O ex-secretário municipal de Joinville (SC) Luiz Carlos Meinert assumiu ontem a presidência da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), empresa de economia que distribui gás natural. Meinert substitui Rubico Camargo (PPS), que pediu exoneração depois que o PPS entrou em pé de guerra com o PMDB de Requião. O salário do presidente da Compagas está fixado em quase R$ 20 mil mensais.
Compagas 2
O empresário Rubico Camargo, que começou a vida profissional como office boy da Companhia Paranaense de Energia (Copel), estava no cargo de presidente da Compagas desde fevereiro de 2003. Meinert, formado em Economia e Direito, é amigo de Requião desde os tempos de estudantes (o governador é formado em Direito e Jornalismo).
Fui eu!
Ao contrário do que pode parecer, políticos que confessam o uso de caixa dois em campanha eleitoral não estão se martirizando. A pena não é significativa como admitiu o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Velloso, em matéria publicada ontem na Folha. Em crimes piores não se vê confissão espontânea.
Missão (im)possível
Enquanto as atenções estão voltadas para o mensalão e companhia, outro mico gigantesco acontecia embaixo da terra literalmente. Pois não é que uma quadrilha conseguiu levar nada menos que R$ 150 milhões (em notas de R$ 50,00) do cofre do Banco Central (BC) em Fortaleza, no Ceará. Simples assim: os criminosos alugaram uma casa próxima à agência, cavaram um túnel até a caixa-forte e levaram a grana embora. Haja mala e cueca pra carregar três toneladas de cédulas...
Ilha Grande
Deputados estaduais e federais do Paraná consideraram um avanço as propostas oferecidas ontem pela ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Eles cobram do governo federal uma posição sobre as indenizações das famílias de ilhéus desapropriados em 1997 para a criação do Parque Nacional de Ilha Grande. O parque estende-se desde Guaíra (158 km ao norte de Cascavel) até o Mato Grosso do Sul, abrangendo diversos municípios.
Valores
Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Paraná, José Domingos Scarpellini (PSB), a ministra afirmou que o governo tem interesse em pagar o ''justo valor'', mas que para isso precisa de um novo estudo para estabelecer parâmetros, no prazo de 30 dias. Isso porque os representantes dos ilhéus torceram o nariz com a apresentação do valor próximo a R$ 500,00 por hectare. Scarpellini tem medo que ''oportunistas'' ofereçam migalhas às famílias, na tentativa de comprar as terras por valor baixo.
Perguntinha
Qual dos Joões vai ver seu cliente feliz no final das contas?
Maria Duarte e equipe
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