INFORME FOLHA
Braços cruzados?
Os trabalhadores dos Correios, definitivamente, têm motivos de sobra para insatisfação. Além de verem o nome da empresa onde trabalham enlameado pelos escândalos de corrupção estão descontentes com os salários. A categoria deve iniciar uma paralisação nacional a partir do dia 20 de setembro. Eles reivindicam aumento salarial de 47,17% e a elevação do piso salarial de R$ 448 (carteiro em início de carreira) para R$ 932.
Revolta geral
O índice exigido, de 47,17%, é resultado da soma da reposição da inflação dos últimos 12 meses (6,61%, segundo o ICV calculado pelo Dieese), da reivindicação de reajuste real (20%) e da primeira de três parcelas das perdas de anos anteriores. ''Os trabalhadores dos Correios estão revoltados com a corrupção descoberta na cúpula da empresa e com o salário de fome a que estão submetidos'', declarou Nilson Rodrigues dos Santos, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná.
Desandou
A irritação piorou no final da manhã de ontem, quando a direção nacional dos Correios apresentou, em Brasília, a contraproposta de reajuste. A empresa oferece um índice de apenas 6,3%, baseado no IPCA/IBGE, e um abono de R$ 400. ''Com uma proposta desse tipo, que mais parece uma provocação aos trabalhadores, a greve é inevitável'', adiantou Santos.
Sem teatro
Hoje faz dois anos que o terreno do antigo ginásio Colossinho foi declarado de utilidade pública pelo prefeito de Londrina Nedson Micheleti (PT). Até agora, nem sinal do teatro municipal que o prefeito anunciou na campanha de reeleição.
Tem como piorar?
O senador Demóstenes Torres (PFL-GO) disse que o dinheiro repassado a políticos seria usado ainda para promover festas com deputados e prostitutas em um hotel de Brasília. E uma cafetina famosa em Brasília estaria disposta a abrir o bico, segundo o senador.
Municipalização
A Prefeitura de Paranaguá e diversas associações locais instalaram ontem pela manhã uma comissão que vai organizar o ''Fórum Popular em Defesa do Porto de Paranaguá Público e Municipalizado''. O Fórum funcionará como um contraponto ao movimento ''O Porto é Nosso'', através do qual governo e aliados combatem o projeto de decreto legislativo que susta por 90 dias a delegação, por parte da União, do Porto de Paranaguá ao governo estadual. O projeto aguarda aval do Senado.
Interesse
O movimento criado em Paranaguá vai propor e analisar formas de o município administrar o porto. O prefeito de Paranaguá, José Baka Filho (PDT), vai comunicar oficialmente ao Ministério dos Transportes que o município tem interesse em gerir o porto.
Debates
O movimento vai promover palestras e debates sobre o projeto e a tese de municipalização. A comissão organizadora ficou com a missão de preparar os temas das reuniões do Fórum e de formatar uma autarquia municipal para cuidar do porto.
Técnicos
Além de criar a autarquia, o Fórum propõe sua independência administrativa e financeira e a exigência de que pelo menos duas diretorias sejam ocupadas por técnicos do quadro da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) que seriam absorvidos pela nova entidade gestora do porto.
Antaq
O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB), espera que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) escolha uma das três datas, neste mês, que ele sugeriu para a realização de um debate sobre a situação do Porto de Paranaguá.
Fundeb, Fundef...
A polêmica criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que substituirá o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), será o tema da audiência pública que a Comissão de Educação da Assembléia Legislativa realiza no próximo dia 10, no Plenarinho.
Rombo
A Associação dos Municípios do Paraná (AMP) está preocupadíssima com a mudança. Um estudo encomendado pela entidade aponta que a criação do novo fundo causará um prejuízo próximo a R$ 107,52 milhões apenas neste ano. O prejuízo é o valor que os municípios teriam de gastar para cobrir a diferença entre R$ 309,87 milhões e R$ 202,34 milhões, respectivamente, os valores dos prejuízos que o governo do Estado tem atualmente com o Fundef em comparação com os que teria em 2005, com a criação do novo Fundo.
Pedidos
O presidente da AMP e prefeito de Nova Olímpia, Luiz Sorvos (PDT), foi a Brasília na terça-feira, levar as preocupações dos prefeitos aos ouvidos do presidente da Câmara Federal, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE). Sorvos pediu que a Casa ouça os prefeitos antes de votar o projeto. Sorvos pediu ainda agilidade na votação da reforma tributária.
Perguntinha
Quando o PT vai emergir desse mar de denúncias e começar a administrar?
Maria Duarte e equipe
[email protected]





