INFORME FOLHA
Lista de doleiro
Mais de 650 pessoas teriam movimentado entre 1996 e 1999, cerca de R$ 383 milhões em contas correntes mantidas em Londrina e supostamente controladas pelo doleiro Alberto Youssef. A relação dos depositantes foi encaminhada pela Receita Federal, esta semana, para a 2 Vara Federal Criminal de Curitiba. Os depositantes são pessoas físicas e jurídicas domiciliadas em todo o Brasil. O doleiro já foi condenado por crimes fiscais e financeiros e as contas-correntes eram utilizadas para a prática de operações ilegais de câmbio. Com a relação em mãos, a Justiça Federal vai instaurar inquéritos para apurar possíveis crimes de evasão fraudulenta de divisas, crimes fiscais e lavagem de dinheiro. A relação dos depositantes está sendo mantida em sigilo.
CEI do Seguro
Representantes da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Londrina devem se reunir hoje à tarde com integrantes da Comissão Especial de Investigação (CEI) que apura denúncia de apropriação indébita no Grêmio dos Operários da Prefeitura. Anteontem, a PIC recebeu os resultados da Auditoria do Ministério Público, mostrando que, em 12 meses, a entidade reteve pelo menos R$ 400 mil repassados pelo Executivo para o pagamento de seguros de vida de quase 1,5 mil servidores municipais. Conforme o promotor Cláudio Esteves, a conversa com os parlamentares deve definir as próximas estratégias a serem adotadas. Na opinião dele, contudo, ''há indícios'' de que tenha ocorrido apropriação indébita.
Pode essa?
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) surpreendeu e fez o que muito (suposto) aliado não fez até agora. Disse que falar em impeachment de Lula (PT) é precipitado. FHC nega, claro, que o súbito acesso de bondade e temperança seja fruto de acordo com o PFL para poupar Lula e evitar que José Alencar (PL), o vice crítico dos juros altos, assuma. Vale lembrar que Alencar já disse também que sequer pensa na possibilidade de impeachment do chefe.
Insatisfatório
A maioria dos advogados de Curitiba desaprova os serviços prestados pelos cartórios judiciais dos Fóruns Cível e de Família na cidade. A insatisfação foi detectada através de uma pesquisa feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Paraná e OAB Curitiba. Os advogados reclamam da organização das serventias e do atendimento oferecido. Um ofício com as principais reivindicações dos advogados será encaminhado hoje ao corregedor-geral da Justiça do Estado do Paraná, desembargador Carlos Augusto Hoffmann. O corregedor vai receber o ofício das mãos dos presidentes da OAB-PR, Manoel Antonio de Oliveira Franco, e da OAB-Curitiba, Marlus Arns de Oliveira.
Em campanha
A consulta, aplicada no mês passado, foi a primeira ação da Campanha pela Melhoria no Atendimento dos Cartórios Judiciais. A expectativa da OAB é que, com as sugestões apontadas, o atendimento nos cartórios judiciais melhore.
Vermelho total
Os prefeitos do Paraná, cada vez que se põem a fez contas, ficam desesperados. Conforme matéria publicada ontem pela Folha, a Associação dos Municípios do Paraná (AMP) reclama que não bastasse terem sido prejudicados com a redução nos recursos para o transporte escolar este ano, os 399 municípios do Estado têm mais um problema. As prefeituras podem amargar um prejuízo de R$ 107,52 milhões, somente neste ano, caso o Congresso Nacional aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) nos moldes propostos pelo governo federal.
Na ponta do lápis
O Fundeb substituirá o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental, o Fundef. O prejuízo de R$ 107, 53 milhões é o valor que os municípios teriam de gastar para cobrir a diferença entre R$ 309,87 milhões e R$ 202,34 milhões, os valores dos prejuízos que o governo do Estado tem atualmente (com o Fundef) em comparação com os que teria em 2005 com a criação do novo fundo.
Creches
Ainda de acordo com a AMP, atualmente o governo estadual contribui para o Fundef com aproximadamente R$ 1,19 bilhão e obtém um retorno usado no custeio dos seus alunos de R$ 885,27 milhões. Com o Fundeb, o governo estadual contribuiria com R$ 1,69 bilhão e obteria um retorno de R$ 1,49 bilhão. Outro problema do Fundeb, continua a AMP, é que os alunos das creches, até 4 anos de idade, não seriam beneficiados com os recursos.
Agruras
Não é de hoje que os prefeitos enfrentam dificuldades. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repassado pelo governo federal, não tem sido suficiente, os gastos são altos, mas por outro lado não se vê tantos prefeitos dispostos a reduzir a máquina ao invés de acomodar aliados, cortar despesas e administrar a cidade ao invés de se preocupar o tempo todo com reeleição.
Aparecendo
Tem vereador de Curitiba querendo pegar carona no caso. Foi apresentando um projeto de lei que pode dar a uma rua em Curitiba o nome do mineiro Jean Charles de Menezes, o brasileiro assassinado pela polícia britânica, em Londres, porque foi confundido com terrorista. O autor da proposta diz que é uma homenagem aos brasileiros que vivem no exterior, por causa da crise no País. Quem acompanha a política local sabe que tem assunto bem mais importante para virar projeto.
Ginástica rítmica
Depois de perder o posto de terceira maior cidade do Sul do País para Joinville, a cidade catarinense também herdou de Londrina, esta semana, o título de capital nacional da ginástica rítmica.
Perguntinha
Falta mais o que para Londrina perder a auto-estima?
Maria Duarte e equipe





