INFORME FOLHA
Oui monsieur
O governador Roberto Requião (PMDB) deve liderar a comitiva formada pela direção da Secretaria da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul e empresários que parte para a França, no dia 5 de agosto, para divulgar o Paraná no ''Ano do Brasil na França''. O vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, prepara-se para assumir a chefia do Executivo novamente.
Só com o Jaime
Gerson Guelmann, ex-assessor e aliado de primeira hora do ex-governador Jaime Lerner (PSB), não quer saber de voltar para a política. Agora é dono do restaurante Família Sfiha, em Curitiba. Guelmann diz que só volta para a política ''se o Jaime voltar''.
Teotônio Vilela
O diretório do PSDB de Londrina quer organizar o Instituto Teotônio Vilela o braço ideológico do partido na região. Nacionalmente, o órgão é encarregado de realizar e apoiar estudos, pesquisas, publicações e debates políticos. Na segunda-feira, filiados do partido vão definir um programa de debates de interesse local.
Reivindicação
Nos muros de Curitiba tem aparecido a seguinte pichação: ''eu também quero mensalão!'', com tinta vermelha bem escandalosa. Será que é obra de militante da oposição ou do povo revoltado com o PT?
Mico
A multa de R$ 100 milhões divulgada esta semana pelo vazamento de óleo do navio chileno Vicuña, em novembro do ano passado, apesar do montante estratosférico, serve apenas com punição mais que merecida. Mas o impacto na área de proteção ambiental atingida (Guaraqueçaba e Superagui) continua. O que aconteceu com o Vicuña expôs a incompetência das autoridades locais em conter, rapidamente, um acidente dessas proporções. A mancha de óleo atingiu a Baía de Paranaguá e as baías de Antonina e Guaraqueçaba. Morreram peixes, botos, caranguejos, fragatas. A região é o maior complexo de estuário do Sul e Sudeste do País. E os pescadores da região ficaram 50 dias sem poder pescar.
Autuações
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autuaram a Sociedad Naviera Ultragás, do Chile, e a Cattalini Terminais Marítimos, de Paranaguá, estipulando multas de R$ 50 milhões para cada uma, por causa dos danos ambientais provocados com o vazamento de quatro mil toneladas de metanol, além de óleo combustível e óleo diesel depois da explosão do navio VicuÀa, no dia 15 de novembro. A Ultragás e a Cattalini podem recorrer e o valor baixar.
Porto
O Ibama autuou também a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), que recebeu multa de R$ 1 milhão. Segundo o Ibama no Paraná, houve omissão por parte da Appa em relação ao acidente e atitude incoerente ao liberar a atracação de navios nos terminais próximos do cais da Cattalini, enquanto ainda era feito o trabalho de contenção do óleo. O superintendente da Appa, Eduardo Requião, criticou o Ibama e afirmou que vai recorrer.
No tribunal
A direção jurídica da Ferroeste administrada pela Ferropar prepara novas medidas administrativas e judiciais na tentativa de retomar o controle da ferrovia de 248 quilômetros entre Cascavel e Gurapuava. A Ferropar recorreu da decisão da 2 Vara da Justiça Federal de Brasília, que cassou a liminar da Ferropar que impedia que o Governo do Estado pedisse a falência do consórcio.
Bronca antiga
A briga do governo Roberto Requião (PMDB) com a Ferropar começou logo no início do governo, em 2003. Desde 1996 (gestão Jaime Lerner) é o consórcio Ferropar que administra a ferrovia. Requião, porém, avalia que o consórcio paga valores insignificantes ao governo pela exploração da Ferroeste e não investe o suficiente. A Folha não conseguiu contato ontem com o advogado da Ferropar, Juliano Murbach, para comentar o assunto.
Pé atrás
Os empresários paranaenses estão desalentados com a economia. O índice medido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) aponta desconfiança do empresariado e queda nas expectativas ao desempenho econômico. Juros altos, quebra de safra e desvalorização do dólar empurraram os ânimos pro fundo do poço. E olha que depois do mensalão até esqueceram um pouco de reclamar da economia.
Assistencialismo
''Vemos muitas empresas brasileiras fazendo trabalhos sociais, mas muitas desenvolvendo ações de assistencialismo ou apenas usando ações para fazer marketing.'' A opinião é do cientista político alemão Jan-Marius Tillmanns, durante palestra sobre responsabilidade social ontem, em Curitiba.
Contexto
Segundo Tillmanns, a empresa, uma pessoa jurídica que está inserida no contexto social, tem direitos e obrigações com a sociedade que vão muito além do negócio. ''Sabemos que o lucro é importante para toda a empresa. Mas o que os empresários precisam entender é que a sustentabilidade de sua empresa depende da sustentabilidade da comunidade'', resumiu.
Caída
Hoje, dia 23, a queda da ponte norte da BR-116, sobre a represa do rio Capivari, completa 180 dias.
Perguntinha
Após tantas denúncias e confissões, o PT continua achando que tudo não passa de ''manobra da elite'' para derrubar o governo?
Maria Duarte e equipe
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