Te conheço?
A repercussão do mensalão no Paraná tem sido tamanha que já tem até vereador renegando o partido. Renegando, exatamente, não: suavizando aquilo que os olhos vêem, mas o coração não deve (ou não quer) sentir. Político da região de Londrina fez uma comparação curiosa ao responder a qual partido é filiado. ''Partido é que nem família, né? Fazer o quê.'' Ele é do PP.

Calouro
O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da CPMI dos Correios, estava humilde ontem na primeira entrevista coletiva de sua carreira de parlamentar (está no segundo mandato de deputado federal). Receoso, ele se dizia ''novato'' na arte de dar entrevistas. Chamou os jornalistas de racionais e disse que gostaria que os deputados federais e senadores que compõem a CPMI agissem da mesma forma. Ninguém esperava confissão desse calibre...

Rasgação de seda
Os elogios não foram apenas para a imprensa. Ele anunciou que Gustavo Fruet (PSDB-PR) será sub-relator da CPMI porque é de uma linha séria. ''Ele tem uma linha ainda mais séria do que a minha. Eu o admiro''. A afirmação sincera rendeu questionamentos: ''o senhor não é sério?'', perguntavam os jornalistas. A resposta foi ainda mais simples: ''eu sou sério, mas não quis ficar no mesmo patamar que o Fruet''. E dá-lhe confetes.

Caras
Serraglio criticou muito o que ele chamou de ''bancada do flash''. E não conseguiu se safar dos questionamentos: o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) faz parte da bancada do flash? Mais elogios. Serraglio disse que Alvaro é um homem aprofundado e que tem dados que a CPMI ainda não possui. Até porque tem informações que eram da CPMI do Banestado comissão abafada pelo governo Lula (PT).

Mais confetes
Os elogios não se resumiram à coletiva de Serraglio. O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo (PT), com certeza saiu com o ego cheio da reunião da Ocepar, ontem de manhã. Recebeu tantos elogios do presidente da Ocepar João Paulo Koslovski, como do senador Flávio Arns (PT), pela eficiência e rapidez com que tem resolvido as pendências de sua pasta.

Sebo nas canelas
Em reunião com Koslovski, Paulo Bernardo prometeu resolver o problema dos armazéns do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC) em até 55 dias. Ontem, 53 dias depois, o ministro anunciou a oficialização do arrendamento dos armazéns às cooperativas paranaenses.

Reforma ministerial
Paulo Bernardo preferiu não falar muito sobre a reforma ministerial. ''Cabe ao presidente anunciar'', esquivou-se. Sem citar nomes, adiantou que além de ter a finalidade de incluir representantes do PMDB no governo, a reforma deve cortar ou fundir alguns ministérios. Afirmou ainda que o governo vai reestruturar alguns órgãos, como o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) e o INSS, de forma a melhorar o atendimento ao público.

Quanto pior, melhor
O ministro afirmou ainda que desconhece o teor das revelações prometidas pelo publicitário Marcos Valério, acusado de ser operador do ''mensalão''. ''Estou louco para saber o que ele sabe'', disse, ressaltando que não tem medo do resultado das investigações. E emendou que ''nem toda oposição'' está se aproveitando dos acontecimentos para desestabilizar o governo Lula, embora uma parte, segundo ele, aposte na teoria do ''quanto pior, melhor''.

Em baixa 1
A tendência é que até a eleição o eleitor não veja tanta notícia ruim envolvendo o pedágio. Depois, ninguém garante. A última era boa: o Tribunal de Contas da União (TCU) mandou o Ministério dos Transportes suspender a licitação de oito trechos de rodovias federais (três deles no Paraná), previstas para serem entregues à iniciativa privada a partir do próximo ano. O TCU quer mais tempo para analisar os critérios de cálculo do preço nos futuros pedágios, alegando que inconsistências na documentação enviada pelo governo federal poderiam elevar indevidamente frise-se o indevidamente as tarifas.

Em baixa 2
No Paraná, foi por água abaixo aquela idéia de implantar o pedágio de manutenção, que estaria funcionando no final deste ano. O governador Roberto Requião (PMDB) disse que foram destinados mais recursos para a área de Transportes e que por isso o tal pedágio de manutenção não seria mais necessário. Segundo o governador, a proposta desse modelo foi um ''ensaio'' para mostrar às concessionárias que seria possível cobrar menos dos motoristas.

Perguntinha
A prefeitura de Cambém tem espaço físico para os novos contratados?

Maria Duarte e equipe
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