INFORME FOLHA
Discriminação
A reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem a oportunidade de dar um exemplo a seus funcionários e estudantes, através do processo administrativo disciplinar contra os residentes do HU acusados de discriminar funcionários. O processo pode terminar com absolvidos ou culpados, isso vai depender das conclusões da UEL sobre o caso. Mas independente do resultado, é a chance da instituição mostrar que não é só educação ou a sua própria imagem o que está em jogo. É ética, respeito e cidadania.
Ofensa
O Orkut, recente febre na Internet, foi usado para hospedar expressões extremamente ofensivas a servidores do HU, entre elas, ''macaca de 15 arrobas''. É esse tipo de postura que se espera dentro de um hospital? Os pacientes que pagam imposto para sequer ter saúde a seu alcance podem esperar o mesmo tratamento quando chegam no hospital e nem leito encontram?
Cidade gelada
Depois de falar de política e dar uma longa entrevista à imprensa, o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), se despediu de Curitiba, feliz da vida. A capital paranaense, segundo o governador de SC que usava um pesado casaco , só tem duas estações: o inverno e a rodoferroviária. Para quem está acostumado com o clima de Florianópolis, visitar Curitiba deve ser mesmo um castigo.
Gaúchos
Luiz Henrique foi o convidado de ontem do governador Roberto Requião (PMDB), para falar na ''escolinha''. Na terça-feira que vem, o palestrante será o terceiro e último integrante do PMDB do Sul, o governador gaúcho, Germano Rigotto. Este, provavelmente, não vai reclamar do frio.
Mudança de ares
Depois da visita de Luiz Henrique, quem muda de clima é Requião. O governador vai participar do Congresso de Conselhos Tutelares, em Florianópolis. O evento acontece de hoje até sexta-feira, marcando a data de criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Vez do PFL
O PT com certeza adorou deixar as manchetes. Ontem foi a vez do PFL, por causa do deputado preso com sete malas de dinheiro (e prontamente defenestrado pelo partido, ao contrário da demora petista). Quem será o próximo? Na verdade o episódio está sendo usado para desviar a atenção, isto é para tirar o foco do mensalão e da cueca.
Repercussão
Aliás, choveram comentários de leitores da Folha, indignados com o fato de um deputado (bispo da Universal) carregar sete malas cheias de dinheiro vivo. Por e-mails, leitores reclamaram que a ''política é caso de polícia''. Sobre a explicação de que o dinheiro (cerca de R$ 10 milhões) seria dízimo de fiéis, o comentário foi que ''Deus não precisa de tanto dinheiro''.
O filho de Lula
Por incrível que pareça, depois de tantas denúncias, o presidente Lula continua afirmando que o PT não deve, que o seu governo combate a corrupção. Mas não responde questões específicas como a denúncia da revista Veja desta semana sobre ''O negocião do Lulinha'', filho do presidente.
Ascensão meteórica
A história de Fábio Luiz Lula da Silva, contada por Veja, se resume no seguinte: até 2003, dois anos atrás, ele vivia uma situação igual a de muitos brasileiros: desempregado, ganhava a vida dando aulas de inglês e informática. Depois funda uma empresa em sociedade com o filho do petista Jacob Bittar, Kalil Bitar, e cria mais duas empresas. E 10 meses depois as empresas deles fazem parceria com a Telemar (que, apesar de ser uma empresa privada boa parte do seu capital vem do setor público). Segundo a Veja, o capital das empresas de Lulinha, chega hoje a R$ 5 milhões.
Telemar, a mãe
A história revela como o filho do presidente se tornou sócio de uma gigante da telefonia sem tirar um único real do bolso. Segundo Veja, a Telemar é uma mãe para o filho de Lula. Veja dedica cinco páginas ao assunto e inclui o caso de Paulo Henrique Cardoso, filho de FHC, que chegou a ser investigado pela Abin, acusado de usar a influência do pai para beneficiar a White Martins. A acusação se mostrou infundada mas os hábitos de vida do filho de FHC eram incompatíveis com sua renda.
Praga
''A constatação de que a corrupção transformou-se numa praga que corrói as instituições deixa todos os brasileiros estarrecidos. A julgar pelos fatos recentes, a corrupção no Brasil está institucionalizada.'' Do líder do PDT no Senado, Osmar Dias, ao defender a reforma do sistema político brasileiro o que inclui o fim da reeleição.
Perguntinha
O processo administrativo vai punir alguém na UEL?
Maria Duarte e equipe
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