Novela


O juiz Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, da 2 Vara Cível de Londrina, determinou ontem o encaminhamento da ação civil pública impetrada na semana passada, que cobra redução da tarifa do transporte coletivo de Londrina, para a 4 Vara. Em janeiro, um decreto liberou o aumento do preço da passagem de R$ 1,60 para R$ 1,90. A ação, de autoria do Ministério Público, que pede a redução imediata da tarifa, foi ajuizada no dia 4 e as partes ainda não foram notificadas. Também de iniciativa da Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor, uma outra ação civil pública, ajuizada em 2003 e que questiona o aumento de R$ 1,35 para R$ 1,60, ainda tramita na 2 Vara.


Mais segurança


Depois das denúncias de funcionários fantasmas, a direção da Assembléia Legislativa do Paraná resolveu incrementar o controle de quem trabalha ou entra na Casa. A Assembléia promete fazer licitação em breve para adquirir os equipamentos eletrônicos que farão o controle de quem entra e sai dos prédios que compõem a Assembléia, o que hoje não ocorre. A intenção é melhorar também o uso do pátio e do estacionamento da Casa. Cada um dos 54 deputados estaduais terá direito a três vagas para estacionamento, o que será controlado através de cartões.


Discursos


Outra melhoria, que nada tem a ver com segurança, será no arquivamento dos discursos dos parlamentares. Atualmente, os discursos ficam arquivados por um mês. A intenção é guardá-los por 12 anos. Francamente, poucos discursos merecem ser guardados por tanto tempo. Muitos são pura demagogia.


Água na fervura


A notícia de que a Câmara Federal havia sustado o direito de o governo estadual controlar os portos de Paranaguá e Antonina estragou os ânimos na reunião de imersão em Faxinal do Céu. Mesmo isolado, o primeiro escalão foi sacudido pela decisão dos deputados, que pegou todos de surpresa. O pessoal ficou furioso.


Rescaldo


O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, disse que o projeto é inválido. Já o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, jogou a culpa em políticos que agiriam ''contra o Paraná''.


Azeite


A meta da reunião, que durou dois dias, foi integrar a equipe. O governador quer a máquina azeitada. Nas palavras do vice-governador, Orlando Pessuti, a idpéia é que todos os órgãos trabalhem de forma harmônica. Pessuti disse que, a partir de agora, devem ser feitas reuniões mensais, como essa de Faxinal, para que as equipes das diversas secretarias ''conheçam melhor o trabalho uma da outra e trabalhem em conjunto''.


Negada


O ex-secretário de Fazenda de Maringá Luis Antônio Paolicchi não teve sucesso na sua tentativa de suspender a sentença que o condenou por crime de sonegação fiscal. A vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, indeferiu o pedido de liminar no habeas corpus número 86236, impetrado pelos advogados de defesa do ex-secretário.


Pedido


Paolicchi havia pedido ao Supremo a concessão de liminar para suspender a sentença que o condenou por crime de sonegação fiscal, que resultou em aumento da pena em dois anos e sete meses, além dos nove anos de prisão que havia sido sentenciado pelos crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Auditoria do Tribunal de Contas (TC) do Estado calculava desvio próximo a R$ 54 milhões.


Problema social


Um dos desafios do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), está nas favelas da chamada ''Capital Social''. Uma das prioridades elencadas pela prefeitura para os próximos 180 dias de governo será a relocação de famílias e regularização fundiária. Hoje, cerca de 50 mil famílias vivem em áreas irregulares na cidade. Não é pouco trabalho.


Esperança


Apesar do inferno astral vivido pelo PT, boa parte dos peemedebistas paranaenses acreditam que há condições e afinidade suficiente para repetir a aliança em 2006. A avaliação pelo menos por enquanto é que o PT não deve ser atirado aos leões no seu momento de dificuldade. Mas todos sabem que em política é justamente nessas horas que os ''aliados'' são abandonados.


Para cassar o alvará


Se a proposta for aprovada, vai ter empresa fechando em Curitiba, e não por problemas financeiros. Quando acabar o recesso parlamentar, em agosto, deve entrar na pauta de votações da Câmara de Curitiba um projeto que autoriza a prefeitura a cassar os alvarás de funcionamento e localização de empresas que tenham sócios envolvidos em atividades criminosas.


Lesando cofres públicos


Na opinião do autor do projeto, o vereador Ney Leprevost (PP), o projeto só vai atingir as empresas de réus condenados. ''Existem pessoas que formam empresas apenas para lesar os cofres públicos ou que criam sociedades para práticas de receptação e outros crimes'', justificou.


Perguntinha


A Justiça em Londrina vai baixar o preço da tarifa?

Maria Duarte e equipe
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