Na reta
Pelo jeito vai sobrar puxão de orelhas para os petistas assim que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar de sua viagem. Com jornalistas, Lula não quis comentar, do Japão, a criação da CPI dos Correios. Mas para seus subordinados desabafou: a culpa é de deputados petistas, pelo menos em parte.

Recurso
O ex-vereador de Maringá e atual presidente do diretório do PMDB na cidade, Umberto Crispim, esteve em Curitiba esta semana, para protocolar junto ao diretório estadual um recurso contra a decisão da executiva, que pediu a dissolução do diretório de Maringá no dia 18 de maio.

Memória
O PMDB estadual decidiu punir os diretórios municipais que tiveram desempenho considerado insuficiente nas eleições do ano passado, não lançando candidatos. Quase cem diretórios devem ser dissolvidos.

Queda-de-braço
Para Crispim, a atitude da executiva estadual está sendo um ''ato de força''. Ele promete brigar na Justiça. Na opinião do vereador Paulo Salamuni, de Curitiba, ''há dois pesos e duas medidas para as decisões ora tomadas, e se a desculpa é o fraco desempenho nas últimas eleições, por que não se aplica a dissolução primeiro em Curitiba, maior exemplo, para depois nos demais municípios?'', questiona o parlamentar. Em Curitiba, o PMDB saiu a reboque do PT e perdeu para o PSDB.

Colapso na agricultura
Os produtores estão enfrentando uma grave crise. Plantaram a safra a um dólar de R$ 3,10 com um custo de produção 20% maior. Ao colher, os preços haviam despencado e o dólar baixado para R$ 2,50. E a seca comprometeu a safra em 20%. Nos financiamentos, juros de mercado de 4% ao mês.

Alerta
Cooperativas e Faep vão promover um alerta à sociedade. Será na terça-feira, às 10 horas, no Parque Ney Braga. A organização do movimento confirmou ontem que Campo Mourão enviará 1.500 pessoas em ônibus, carros e utilitários. Maringá e Rolândia confirmaram que vão enviar a Londrina cerca de 200 colheitadeiras, 50 caminhões e dezenas de tratores e médio porte. Espera-se cerca de 8 mil a 10 mil pessoas no Parque Ney Braga.

Não é protesto
A organização avisa que não se trata de protesto. É alerta para mostratar que sem produção, o agricultor quebra e os as cidades do interior afundam na miséria. Movimento é simultâneo em quase todos os Estados.

Trabalho escravo
É no mínimo chocante, mas ainda acontece. Esta semana a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) teve a rotina movimentada, buscando regularizar a situação de 85 trabalhadores que estavam em regime de escravidão em uma fazenda no município de Tunas do Paraná. Auditores fiscais do trabalho, Ministério Público do Trabalho e o advogado da empresa se reuniram para resolver o absurdo.

Desemprego
Segundo a fiscal que esteve no local, Elizabeth Nunes de Carvalho, os empregados agora estão tranquilos e cientes que irão receber o seguro-desemprego por três meses. Na fazenda estavam trabalhadores de diversas regiões do Estado, entre elas Palmas, Palmital, Adrianópolis e alguns de Apiaí (Interior de São Paulo).

Barraco
Um dos trabalhadores tem 27 anos e atuava há sete meses no corte de madeira da fazenda. Veio de Apiaí e contou que dormia em um barraco sem condições sanitárias e que pagava pela alimentação. Ele deveria receber R$ 20 ao dia, mas o pagamento estava atrasado, segundo ele. Outro trabalhador sequer possuía documentos e nem sabia a data de seu nascimento. A empresa foi interditada.

Até crianças
Dados da DRT apontam que o Paraná tem altos índices de informalidade no campo. Em média, chega a 70%. Isso sem falar nos contratos de parceria, feitos com os pequenos agricultores, que acabam agregando mão-de-obra infantil.

Degradante
A semana foi pródiga em tratar de condições precárias de trabalho. Uma reunião na Vila Torres, em Curitiba onde são feitos programas sociais debateu o problema da moradia dos catadores, que precisa de solução urgente. A situação é a seguinte: mais de duas mil pessoas, adultos e crianças, vivem dentro de cem depósitos de lixo e pagando aluguel.

No Paraná...
A informação é da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O Estado pode se tornar um dos principais fornecedores de derivados de soja e milho para a Coréia do Sul. O presidente Chan Huyck Park, da Korea Feed Association (KFA), sinalizou o interesse durante uma reunião em Seul com o consultor da Fiep, Elias Antunes, o cônsul da Coréia no Paraná, Rodrigo Santos da Rocha Loures, e representantes da empresa paranaense Imcopa. No ano passado, a KFA foi responsável por praticamente 70% da produção sul-coreana de rações, que atingiu 15 milhões de toneladas.

...para a Coréia do Sul
Em 2004, os sul-coreanos importaram US$ 1,5 bilhão de derivados para a fabricação de rações animais. Para este ano a previsão é que a demanda cresça 10% sobre 2004. Segundo o consultor Elias Antunes, o Paraná tem grande potencial para conquistar esse mercado, dominado pelos EUA, China e Índia.

Perguntinha
O governo federal vai mesmo conseguir abafar a CPI dos Correios?

Maria Duarte e equipe

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