INFORME FOLHA
Contra aftosa
A Campanha Nacional de Combate à Febre Aftosa foi lançada em 1993, por iniciativa do então ministro da Agricultura, Lázaro Barbosa, e não em 1960, como afirma Edson Neme, presidente da Sociedade Rural do Paraná (24/5, seção de cartas). Dois anos depois, em 1995, com o objetivo de conferir mais eficácia e rapidez à erradicação da doença, o ministro José Eduardo de Andrade Vieira reestruturou a campanha e ampliou parcerias com entidades do setor privado. Uma das parcerias foi feita com a Faep, Seab e Sociedade Rural, respectivamente, através dos dirigentes Ágide Meneguette, Hermas Brandão (PSDB) e José Carlos Tibúrcio. Na verdade, o Paraná, por divergências políticas internas, foi um dos últimos a aderir ao programa. O ministro interveio para aparar as arestas e avançar com a campanha.
Histórico
Foi um marco histórico, lembra José Eduardo de Andrade Vieira, pois a iniciativa resultou no reconhecimento, em 2000, pela Organização Internacional de Epizootias (OIE), na França: o Paraná era considerado livre de aftosa com vacinação. Mas o avanço também só foi possível porque o Brasil conseguiu junto à OMC que o assunto aftosa fosse tratado de forma regionalizada. Assim, o Paraná não seria penalizado quando surgissem focos no Norte ou Nordeste, por exemplo.
Consolidação
Os frutos desse trabalho o Paraná ainda está colhendo: consolidação de mercados, conquistas de novos clientes internacionais e aumento das exportações.
Fico
Uma conversa ontem entre o governador Roberto Requião (PMDB) e o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, culminou no seguinte: tudo fica como está. Depois de semanas de comentários sobre uma iminente substituição de Quintana pelo conselheiro Rafael Iatauro, do Tribunal de Contas (TC), no final das contas não haverá mudança. Pelo menos por enquanto. O convite para Iatauro integrar o governo e aceito continua valendo, e ele poderá assumir uma função no Executivo num futuro próximo. Qual função o Palácio Iguaçu não revela. A definição sobre o futuro político do chefe da Casa Civil havia se transformado em um impasse, pois a base aliada pedia uma solução rápida. Agora, passada a indefinição, Quintana vai ter muito trabalho pela frente, pois ano que vem tem eleição.
Momento religioso
Ontem, na reunião semanal do secretariado, Requião e o empreiteiro Cecílio do Rêgo Almeida deram os primeiros sinais de paz. Cecílio está fazendo obras no Porto de Paranaguá com descontos. Requião disse que iria perdoar todos os ''pecados anteriores'' do empresário como se fosse Deus. E o empresário rebateu dizendo que o desconto para o Paraná já demonstrava que ele estava bem próximo de Jesus. Requião então encerrou o diálogo, convidando a platéia para orar.
Ordem de serviço
Em tempo: na reunião de ontem foi assinada a ordem de serviço para a ampliação do cais do porto, que será feita pela construtora C.R. Almeida. Somente a primeira fase da obra está orçada em R$ 30 milhões, de acordo com o governo.
A ordem é economizar
O governador, aliás, prometeu apertar o cerco contra as diárias usadas pela equipe em viagens pelo Interior do Estado. Requião quer que os gastos sejam reduzidos e tenham um maior controle para evitar fraudes.
Apertem os cintos
A ordem de gastar menos vale também para a Prefeitura de Curitiba. O prefeito Beto Richa (PSDB) assinou ontem à tarde o decreto determinando que as secretarias municipais reduzam em 10% seus gastos internos. Informalmenmte já existia a determinação para que as secretarias economizassem em gastos com telefone, água, luz, material, entre outras despesas de custeio.
Folha de pessoal
A contenção de gastos busca evitar que o aumento nas despesas com pessoal, que chegará a R$ 69 milhões neste ano, não coloque em risco o equilíbrio fiscal do município.
Reajustes
A prefeitura calcula que a folha de pagamentos vai aumentar em R$ 48 milhões este ano, por causa do reajuste de 6% nos salários dos servidores, que entra em vigor a partir de 1º de julho. Outros R$ 21 milhões de acréscimo da despesa decorrem do aumento da contribuição da prefeitura para o sistema de previdência dos servidores. A parte da prefeitura passou neste ano de 11% para 22%.
Cassação
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu cassar os diplomas do prefeito de Santa Fé (47 quilômetros ao norte de Maringá), Pedro Brambilla (PMDB), o vice Antonio Costa e o vereador Adaildo Carnaúba. A representação eleitoral se baseava na alegação de compra de votos, segundo o TRE. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Folha procurou ontem o prefeito, que estava em viagem para Curitiba, no início da noite. A prefeitura deve se pronunciar hoje sobre o caso.
Votos
O julgamento do caso no TRE começou no dia 12 de maio, com os votos da relatora, Joeci Machado Camargo, e do revisor, José Laurindo de Souza Netto, pela manutenção da sentença do juiz eleitoral, que afastava a condenação por ausência de provas. O juiz Auracyr de Moura Cordeiro pediu vista dos autos, suspendendo o julgamento, que voltou à pauta esta semana.
Perguntinha
Muito deputado surpreso com a permanência de Caíto Quintana na Casa Civil?
Maria Duarte e equipe
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