INFORME FOLHA
Resistência
Está em debate na Assembléia Legislativa a mensagem do governo estadual que transforma em autarquia a Emater, empresa pública que atua na área de assistência técnica aos produtores rurais. O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, esteve na semana passada na Casa para pedir urgência na aprovação da mensagem, alegando que a autarquização iria enquadrar os funcionários da empresa pública nas regras de pagamento do quadro próprio do Estado, corrigindo distorções nos vencimentos. De acordo com o procurador, os funcionários da Emater estariam recebendo mais que a média dos servidores, com alguns profissionais recebendo salários que chegam até R$ 20 mil.
Discussão
Vários deputados oposicionistas e até mesmo alguns aliados se opõem ao plano do Executivo de autarquizar a Emater. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) Durval Amaral (PFL), convocou uma audiência pública para a semana que vem para debater o assunto.
Questão de tempo
Ontem, o deputado Tadeu Veneri (PT) levou um gráfico com a folha de pagamento dos servidores, mostrando que a média salarial dos 1,2 mil empregados está em R$ 2,9 mil. Augustinho Zucchi (PDT) também defendeu mais tempo para analisar a matéria, lembrando que a Emater presta serviços na área de agricultura há 48 anos.
Banco Santos
A Comissão Permanente de Fiscalização e Assuntos Municipais da Assembléia encaminhou ontem um ofício à Fundação Copel o fundo previdenciário dos funcionários solicitando informações sobre eventuais prejuízos da entidade com a liquidação do Banco Santos, decretada pelo Banco Central (BC) na semana passada.
Minúcias
O ofício solicita um relatório financeiro detalhado, que indique com clareza e em ordem cronológica as aplicações financeiras que a fundação teria no Banco Santos. A comissão quer saber quais seriam os valores, taxas e prazos fixados.
Ambição
Os peemedebistas do Paraná estão empolgadíssimos com a idéia de o partido lançar candidato próprio a presidente nas eleições do ano que vem. O presidente estadual do PMDB e líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Dobrandino da Silva, tem dito que o partido não pode viver como ''apêndice'' do governo Luiz Inácio Lula da Silva e do PT.
Coadjuvante
Na opinião de Dobrandino, o PMDB, pela sua importância histórica, não pode aceitar o ''papel de coadjuvante'' na política brasileira.
Secretariado
O encarregado da apresentação de hoje, na reunião de secretariado, é o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann. Ele vai falar sobre as políticas públicas desenvolvidas por sua pasta.
Trabalho infantil
Além do secretário, o representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Pedro Américo, fará uma palestra sobre as propostas da organização para erradicação do trabalho infantil.
Para amansar o leão
Tramita na Comissão de Seguridade da Câmara Federal um projeto que amplia o limite de isenção do Imposto de Renda (IR) dos contribuintes aposentados com mais de 65 anos de idade. A proposta eleva de R$ 1,1 mil para R$ 2,6 mil a isenção do IR sobre rendimentos de aposentadoria, pensão, reforma ou reserva, a partir do mês em que o contribuinte completar 65 anos.
Sempre eles
A matéria abrange os rendimentos pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, e dos municípios, ou ainda por entidade de previdência privada. Segundo o autor do projeto, deputado Florisvaldo Fier (PT), o doutor Rosinha, a falta de atualização dos valores na legislação do Imposto de Renda tem atingido sistematicamente os aposentados.
População animal
Começa a ser votado hoje na Câmara Municipal de Curitiba um projeto de lei prevendo a castração gratuita de cães e gatos. Se aprovada, a proposta contribui para diminuir o número de animais abandonados nas ruas da cidade.
FHC e os banqueiros
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não perde nenhuma oportunidade para criticar o goveno Lula. Motivos não faltam, convenhamos. Mas FHC não deve ficar à vontade, principalmente quando o tema é política monetária. E quando o assunto é a relação com bancos, então, pior ainda. Além da sua sinistra política de juros altos mantida pelo atual governo , FHC e seu ex-ministro Pedro Malan, pelo jeito, ainda mantêm estreitas relações com os bancos. Malan saiu do governo e foi trabalhar num grande banco, onde é um de seus principais executivos.
Questão de escrúpulos
Sobre FHC, basta dizer que os ciclos de palestras que vive proferindo por aí têm como patrocinador oficial um grande banco multinacional, o HSBC, presenteado com o Banco Bamerindus, no governo FHC. Que isenção tem FHC para falar sobre política de juros, por exemplo? E ainda planeja ser candidato a presidente.
Perguntinha
Alguém confia em candidato cujas palestras são patrocinadas por banqueiros?
Maria Duarte e equipe





