Protesto, meritíssimo!


O senador Alvaro Dias (PSDB) apresentou um projeto de lei para aumentar a competência do Tribunal do Júri. No Brasil o Tribunal do Júri, formado por jurados escolhidos dentre todos os setores da sociedade, só tem competência para julgar alguns crimes contra a vida, como o homicídio e o aborto. Já nos Estados Unidos esse tipo de tribunal é usado com mais frequência um exemplo em evidência é o que está julgando o cantor americano Michael Jackson por denúncias de violência sexual contra menores.


Voz do povo


Alvaro quer que o Tribunal do Júri possa deliberar também sobre roubos, rixas e agressões que resultem em morte, crimes que hoje são analisados por juízes singulares. O senador acredita que o repúdio da sociedade a esses crimes seria melhor expresso por um júri formado por cidadãos comuns. O projeto também prevê mecanismos que evitam que advogados convoquem testemunhas apenas com o objetivo de adiar o julgamento.




Perda


Morreu na noite de quinta-feira aos 55 anos o diretor de jornalismo da Gazeta do Povo, Arnaldo Alves da Cruz, que vinha lutando contra um câncer no pulmão. Engajado em lutas sociais, Arnaldo destacou-se também como presidente e consultor da Associação de Defesa do Consumidor e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná. O enterro foi realizado ontem no cemitério do Abranches, em Curitiba.






Avisa lá


O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) criticou ontem o ministro da Fazenda Antonio Palocci, que nomeou Murilo Portugal para o cargo de secretário-executivo de seu ministério. ''Temos que avisar o Palocci que o Lula ganhou as eleições. Até agora quem continua mandando na economia é o PSDB'', ironizou Rosinha. Murilo Portugal foi assessor do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).


Ouvinte atento


O deputado estadual André Vargas já está percorrendo o Estado para tentar assegurar sua reeleição à presidência do diretório estadual do PT. E já aproveita para insuflar a companheirada a encampar a idéia de candidatura própria do partido ao governo em 2006.


Bomba-relógio


Não teve acordo. O educandário que o governo do Estado pretendia construir em Guarapuava para atender menores infratores será transferido para Laranjeiras do Sul. Com medo de perder os R$ 5 milhões alocados no Orçamento deste ano para a obra, o governo desistiu de tentar persuadir o prefeito de Guarapuava Fernando Ribas Carli a ceder o terreno para o educandário. Carli alega que os riscos de rebeliões e fugas do educandário não compensariam os 106 empregos diretos que a instituição iria gerar.


Obras enjeitadas


Está certo que Carli foi eleito para defender os interesses dos moradores de Guarapuava. E que certas obras nenhum administrador quer albergar caso dos presídios de segurança máxima idealizados pelo governo federal ou os aterros sanitários. Mas a verdade é que em algum lugar essas instalações têm que ser construídas. Não seria o caso do governo tentar compensar o ônus dessas obras com a construção de outras mais desejadas como escolas ou estradas?


Tradição


Difícil encontrar alguém que seja contra a preservação do meio ambiente. Mas o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) está pegando pesado. A última do instituto foi tentar impedir através de uma notificação a realização da tradicional missa do 1º de Maio realizada no cume do morro Anhangava, no município de Quatro Barras. A missa acontece há 54 anos, e no ano passado levou cerca de mil católicos ao local. Nada como criar motivos para atrair a mídia.


Sanha arrecadatória


No ano passado, o IAP já impôs uma multa de R$ 20 mil à prefeitura pela realização da missa. A multa está sendo contestada na Justiça. O fato é que se continuar nesse ritmo, o IAP vai acabar superando o Detran em valores de multas arrecadadas no ano. Muito mais racional em casos como esse seria que técnicos do IAP acompanhassem a missa e fizessem trabalhos de fiscalização e de conscientização ecológica junto aos romeiros.


Bola dentro


Apesar de exagerar na dose em alguns casos, em outros o IAP tem acertado a mão. É o caso do fechamento da vala séptica de Curitiba. Forçar a prefeitura da cidade a realizar a coleta do lixo hospitalar de instituições privadas e depositá-lo numa vala que estava com a vida útil esgotada é uma temeridade ambiental que, essa sim, merece a aplicação de multa aos transgressores.


Multa pesada


O ex-deputado federal Onaireves Rolim Moura foi citado ontem da liminar da Justiça de São Paulo que proibiu as atividades da empresa Top Avestruz, que prometia lucros de até 60% ao ano para seus investidores. A multa pelo descumprimento da decisão é de R$ 500 mil ao dia - difícil de engolir até mesmo para as próprias avestruzes.


Perguntinha


Requião mexe no secretariado nesse final de semana?

Rodrigo Sais (interino) e equipe
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