INFORME FOLHA
ber-Botto
Quando precisa indicar alguém de confiança para uma área delicada ou estratégica da administração, o governador Roberto Requião (PMDB) já tem na ponta da língua um jargão: ''Bota o Botto!''. O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, conta com total respaldo do governador e atua em quatro conselhos estratégicos em que o governo estadual tem assento. Isso sem contar sua função principal na PGE, onde tem a difícil tarefa de defender na Justiça as teses de Requião contra transgênicos, concessionárias de pedágio, etc.
Multi-homem
Empossado esta semana na presidência do Conselho de Administração da Sanepar, Botto também preside o conselho das Centrais Elétricas do Rio Jordão (Elejor). Além disso, atua como conselheiro na Copel e é o representante do governo no Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Paranaguá.
Trocados
Pela sua dedicação aos conselhos, Botto tem suas benesses em três deles o procurador-geral recebe uma gratificação por suas atividades. ''Valores simbólicos na maioria dos casos'', minimiza Botto. Na Sanepar, por exemplo, a ajuda de custo gira em torno de R$ 2 mil. O único conselho que não lhe rende uma complementação ao salário de procurador-geral é o da Autoridade Portuária justamente onde os abacaxis que tem que descascar para Requião são mais espinhosos.
Urtigão x Papa-Capim
Terminou em arranca-rabo a audiência pública que o Ministério do Meio Ambiente pretendia realizar anteontem em Palmas, no sudoeste do Estado. O ministério pretende transformar áreas da região em um refúgio de vida silvestre. Representantes do setor madeireiro e moradores das áreas que temem não receber a indenização adequada pelas suas posses revoltaram-se com a proposta, e a Polícia Militar teve que intervir para garantir a integridade física dos representantes do ministério. A audiência acabou não sendo realizada.
Ressarcimento
Outra bronca semelhante é a da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). As empresas do setor madeireiro estão há sete meses sem poder realizar o plantio e corte em áreas de mata nativa porque o IAP não emitiu uma resolução regulamentando a exploração das áreas. A Justiça acabou concedendo uma liminar à Apre ordenando que o IAP analise os pedidos de manejo nas áreas, mas segundo o IAP a resolução já está pronta para entrar em vigor. A Apre, porém, quer entrar na Justiça pedindo indenização pelo prejuízo acumulado no período.
Lentidão
O advogado da Apre, Antônio Carlos Ferreira, afirma que o prejuízo acumulado nos sete meses é astronômico. ''Imagina o que significam sete meses de paralisação em empresas como a Klabin ou a Norske Skog Pisa. O problema é que o governo só age quando o Judiciário bate na sua porta. Se a indenização saísse do bolso dos responsáveis pelos órgãos, garanto que teríamos muito mais agilidade. Mas como sai do bolso do contribuinte, a morosidade é imensa'', reclamou.
Realeza nas ruas
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu ontem um habeas corpus a Mirlei de Oliveira, conhecida como a ''baronesa do sexo''. Mirlei foi presa em setembro do ano passado, acusada de extorsão, tráfico de mulheres e exploração de prostituição. A ação penal contra ela, porém, encontra-se paralisada devido a uma dúvida sobre qual instância deveria julgar o caso: a Justiça Federal ou Estadual. O STJ entendeu que a acusada não poderia ficar presa preventivamente por tanto tempo, e concedeu a Mirlei o direito de responder a ação em liberdade.
Querido diário
Os boatos dão conta de que Mirlei teria uma agendinha recheada de telefones de políticos e empresários de sucesso que se utilizavam de seus ''serviços''. Se for verdade, Mirlei pode levantar um bom dinheiro para pagar as custas de seus advogados publicando sua agenda através de uma editora. Ia ter vendagem digna de um Paulo Coelho.
Não, obrigado
O prefeito de Guarapuava Fernando Ribas Carli (PP) não está disposto a ceder um terreno para que o governo estadual construa um educandário com verbas do governo do Estado, orçado em mais de R$ 5 milhões. A recusa está gerando uma briga entre Carli e o deputado estadual Artagão Júnior (PMDB). Artagão acusa Carli de não autorizar a obra apenas por retaliação política contra o governo.
Vai dar CEI?
Os repasses do Sindicato dos Servidores ao Incasp seis meses antes da assinatura de convênio entre ambos também podem virar alvo de investigação pela Câmara de Vereadores de Londrina. Ontem os vereadores aprovaram a investigação dos repasses da prefeitura para as seguradoras via Grêmio, Caapsml, Sindserv e Associação de Aposentados.
Perguntinha
E as acusações de nepotismo vão ser investigadas?
Rodrigo Sais (interino) e equipe
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