INFORME FOLHA
Ói nóis aqui outra vez
Cansados de ouvir falar apenas nas candidaturas do senador Osmar Dias (PDT) e do governador Roberto Requião (PMDB), os caciques do PFL local decidiram mostrar que ainda são uma força a ser considerada para as eleições de 2006. Na próxima segunda-feira, a sigla realiza um megaevento em Curitiba que contará com a presença do presidente do partido Jorge Bornhausen e do pré-candidato à presidência da República, César Maia. A festança marca também a posse do ex-prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, no Instituto Tancredo Neves, órgão de pesquisa do partido.
Relembrando
O PFL viveu sua ''época de ouro'' entre 1995 e 2002, quando Jaime Lerner (hoje no PSB) governou o Estado, período em que o partido também comandou a prefeitura de Curitiba. Mas de lá para cá o partido só levou tundas nas eleições, perdendo o governo, prefeituras e vagas no Legislativo em todos os níveis. Agora, o PFL tem que fazer sua escolha ou arrisca um projeto próprio para o governo do Estado, que poderia ser encabeçado por Taniguchi, ou vai atrelado a Osmar Dias.
Aliança anunciada
Os esforços de revitalização do PFL começam com uma adesão importante. Na segunda-feira, o empresário paranaense Joel Malucelli assina a ficha de filiação do partido. Embora mantenha boas relações com os vários grupos políticos do Estado (inclusive com o liderado por Requião), Malucelli tem uma afinidade grande com Osmar Dias. Para bom entendedor...
Liminar
A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre) conseguiu na Justiça uma liminar que obriga o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a retomar a análise dos pedidos de autorização para preparação de áreas de plantio. Os licenciamentos estavam suspensos devido a uma portaria emitida em setembro, que suspendia as análises enquanto o IAP e o Ibama não chegassem a um acordo sobre as regras de manejo de áreas de mata nativa no Estado. Como o acordo não saía, a portaria foi sendo reeditada sucessivas vezes, impedindo as madeireiras e reflorestadoras de realizarem o corte e o plantio de árvores nas áreas protegidas.
Mais agilidade
A liminar foi concedida pelo juiz da 2 Vara da Fazenda Luiz Osório Moraes Panza. O juiz entendeu que a falta de eficiência dos governos estadual e federal estava prejudicando a atividade econômica das madeireiras, importante setor exportador do Paraná. Panza determinou que os pedidos de licenciamento fossem analisados e que o IAP e o Ibama publicassem o quanto antes as regras para as áreas de mata nativa.
Vitória de Pirro
Para as madeireiras, porém, a vitória na Justiça chegou atrasada. Segundo o diretor do IAP, Rasca Rodrigues, a resolução que regulamenta a exploração das áreas nativas já está pronta e deve ser publicada nos próximos dias. ''É uma legislação mais restritiva. A partir de agora, as intervenções na mata de araucária terão que ser cirúrgicas. Ficam proibidas a abertura de estradas nas áreas, assim como a utilização de maquinário pesado. Entendo a preocupação do setor madeireiro, mas ela não pode se sobrepor à necessidade de preservação'', argumentou Rasca.
Homenagem a Richa
O deputado federal Affonso Camargo (PSDB/PR) apresentou ontem projeto para denominar o aeroporto de Londrina como Aeroporto José Richa. A justificativa é a ''contribuição que Richa deixou para a história política do Paraná''.
Delazari em Brasília
O senador Alvaro Dias (PSDB) dá como certa a presença do secretário estadual de Segurança, Luiz Fernando Delazari, na sessão de hoje da CPI Mista da Reforma Agrária, que será realizada no Congresso Nacional. Delazari foi convocado para prestar informações sobre a organização de milícias para intimidar sem-terras na região de Ponta Grossa e para esclarecer as acusações do tenente-coronel Valdir Copetti Neves, que também será ouvido hoje na CPI presidida por Alvaro. Neves acusou Delazari de acobertar um esquema de grampos telefônicos contra deputados estaduais paranaenses.
Muito didático
O presidente da Celepar, Marco Mazzoni, aproveitou sua palestra na reunião semanal do secretariado para fazer a lição de casa e mostrar que encampava as bandeiras de luta do governo Requião. Ele comparou o software livre à soja convencional e orgânica, dizendo que era o mais apropriado método de informática existente. ''O software de código fechado é o que temos permissão para usar e pagamos os royalties do uso e das evoluções da marca, que está concentrada na América do Norte. Ele é igual aos transgênicos. Já o software livre é mais democrático, plantamos e o modificamos como queremos. E não pagamos nada por este uso. Assim como as culturas convencionais e orgânicas'', filosofou.
Levantar o traseiro
Enquanto todos os brasileiros, com exceção dos banqueiros e outros especuladores, são prejudicados pelos juros altos, o presidente Lula vem e fala que as pessoas têm que ''levantar o traseiro da cadeira e mudar de banco'' como se isto fosse a solução. Pior que essa grande idéia é a atitude do seu ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Para agradar Lula, Furlan sai com esta: ''Realmente as pessoas precisam se levantar e tomar uma atitude'' (Agência Estado, ontem). Ridículo.
Perguntinha
De que atitude fala o ministro Furlan?
Rodrigo Sais (interino) e equipe
[email protected]





