INFORME FOLHA
Eis o homem
Em visita a Curitiba, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, foi recebido com pompa por políticos e empresários do Paraná. Pudera tem a caneta cheia e é homem de confiança de Lula. Almoçou com secretários municipais, advogados, petistas, senadores e terminou a tarde recebendo homenagens na Assembléia Legislativa. Tudo muito bem cronometrado. Ele precisava voltar para Brasília, onde tinha uma agenda noturna de reuniões.
Reivindicações
Mas nem todo o protocolo foi seguido no almoço no Graciosa Country Clube. Na frente da imprensa, o empresário Valmor Weiss pediu solução para o Aeroporto Internacional Afonso Pena, que tem uma pista muito curta o que dificulta vôo com cargas internacionais. Weiss pediu agilidade na solução do problema. Paulo Bernardo prometeu conversar ainda esta semana com o presidente da Infraero, a quem levaria o problema.
Troca de figurinhas
Um dos destaques no almoço foi a presença do prefeito Beto Richa (PSDB) e de todo o seu secretariado. Beto quis mostrar que se sentiu satisfeito pela indicação do paranaense para o Ministério do Planejamento. O prefeito teve uma longa conversa com o ministro.
Ausência sentida
A sessão na Assembléia Legislativa também contou com personalidades às pencas. Estavam presentes o procurador geral da Justiça, Milton Riquelme de Macedo, o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, Heinz Georg Herwig, o chefe da Casa Civil do Paraná, Caíto Quintana, os senadores Osmar Dias (PDT) e Flávio Arns (PT), entre outros. Faltou alguém? O governador Roberto Requião (PMDB) preferiu mandar o vice-governador, Orlando Pessuti.
Me inclua fora dessa
O dono da empresa de pneus de Piraquara BS Colway, Francisco Simeão, anunciou ontem que não tem o mínimo interesse em assumir a secretaria de Indústria e Comércio no lugar de Luiz Mussi. Simeão, que já foi secretário no Paraná, afirmou que está muito contente na iniciativa privada. O cargo deve mesmo ficar com a deputada estadual Cida Borghetti (PP). Cida iria discutir ontem com as lideranças de seu partido se aceita ou não o convite do governador Roberto Requião (PMDB), com quem almoçou ontem.
Não vale a gastrite
A recusa de Simeão segue o mesmo raciocínio do recente pedido de exoneração de Luiz Mussi, que quer voltar a tocar seu canal de televisão, e do ex-presidente da Copel Paulo Pimentel, que reassumiu o comando de suas empresas de comunicação no início do ano. A verdade é que pra quem tem negócios lucrativos, assumir um cargo no poder público geralmente é só dor de cabeça. Apesar do poder e prestígio que tem um secretário de Estado, os ''lucros cessantes'' decorrentes do afastamento da direção das empresas não compensam a troca. É o olho do dono que engorda o porco.
Repeteco
O presidente da CPI Mista da Reforma Agrária no Congresso, Alvaro Dias, justifica a reconvocação do tenente-coronel Valdir Copetti Neves para um novo depoimento amanhã alegando que, caso o segredo de Justiça seja levantado, Neves poderia trazer novas informações à comissão. Na sessão realizada em Curitiba na semana passada, o tenente-coronel deixou de responder várias questões alegando que a ação que investiga a participação de milícias nos conflitos rurais corria em sigilo na Justiça Federal de Ponta Grossa.
Faz-me rir
Não cola a argumentação de Alvaro. Está na Constituição que ninguém será obrigado a produzir provas contra si mesmo, e tanto Neves com Alvaro sabem que a CPI não pode impor nenhuma pena ao tenente-coronel. Logo, Neves vai guardar o que tiver para dizer sobre sua suposta participação na organização de milícias apenas em juízo. A real intenção de Alvaro é que o depoente solte novamente o verbo em cadeia nacional contra o secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, acusado pelo militar de grampear telefones de políticos do Estado.
Saia justa
Resumindo, o que o senador realmente quer é deixar Delazari em uma saia justa tanto que convocou o secretário a depor na reunião da CPI em Brasília. Devido à função que ocupa, ficaria muito feio para Delazari deixar de responder alguma pergunta alegando segredo de Justiça: daria a entender que ele teria algo a esconder. Segundo informações da secretaria de Segurança, não está confirmada a ida de Delazari a Brasília.
Sonho meu
O Fórum Popular Contra o Pedágio, instituído por sociedades civis paranaenses com amplo apoio do governo, estuda a possibilidade de apresentar um projeto de lei de iniciativa popular para acabar com o pedágio no país. O caminho escolhido é duro. Além de ter que coletar mais de 1 milhão de assinaturas em todo o país, o projeto ainda teria que ser aprovado no Congresso, onde o pedágio tem vários defensores a começar pelo governo federal, que quer implantar novas praças de pedágio em parceria com a iniciativa privada. Bom, sonhar não custa nada.
Perguntinha
O IAP e a Polícia Florestal conseguem impedir cortes indiscriminados de palmito em Joaquim Távora?
Rodrigo Sais (interino) e equipe
[email protected]





