Nepotismo
Vai longe ainda o debate sobre nepotismo. A dificuldade em se fazer uma lei que não seja injusta foi bem explicada pelo pré-candidato do PPS à presidência, Roberto Freire, que passou pelo Paraná na semana passada. ''É possível que alguém tenha um parente que seja realmente qualificado para ser contratado. O difícil é acreditar que oito parentes sejam todos competentes'', afirmou Freire. Ele é autor de um dos projetos que tramitam no Congresso para combater o nepotismo.

Debate regional
No Paraná, uma lei semelhante de autoria do deputado Tadeu Veneri (PT) tramita na Assembléia Legislativa. A lei de Veneri só proíbe a contratação de parentes até o terceiro grau nos poderes Executivo e Legislativo. O Legislativo engloba a Assembléia Legislativa e também o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Independência
Caso venha a ser aprovada, a lei de Veneri corre o risco de seguir o mesmo caminho de uma lei semelhante aprovada pela Câmara Municipal de Ponta Grossa. O Tribunal de Justiça (TJ) considerou inconstitucional a Câmara querer impor a restrição à contratação de parentes à prefeitura. Segundo o TJ, a iniciativa fere a independência entre os poderes. Ou seja, se a Assembléia quiser combater o nepotismo, vai ter que cortar apenas na própria carne, deixando o governo do Estado de fora.

Altos agitos
Depois de dois meses de marasmo, as coisas voltam a ficar agitadas na Assembléia, com denúncias de grampo, debates sobre nepotismo, pressões para reformas no secretariado e tudo o mais. E de agora em diante, com a proximidade do prazo final para a troca de partidos, é só ladeira abaixo. Desafio para o líder do governo Dobrandino da Silva (PMDB) e seu colegiado de vice-cardeais, que vão ter que suar a camisa para manter a base aliada coesa.

Inconfidências
O feriado de Tiradentes deu a senha para o início da agitação na Assembléia. A diferença é que lá são poucos os mártires. Joaquins Silvério dos Reis, por outro lado, têm aos montes.

Assistência técnica
O Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização fez uma manifestação pedindo que seja retomada a instalação de dois elevadores na Rodoferroviária de Curitiba. Segundo o sindicato, as obras estão paralisadas há três anos, gerando dificuldades enormes para portadores de deficiência e idosos que circulam no terminal. Os manifestantes querem que a prefeitura diga por que motivo o elevador está parado.

Sugestão
O vereador curitibano André Passos encampou a briga. Há um ano e meio seu pai Edésio Passos anda de muletas, após uma intervenção cirúrgica na perna. ''Só depois que a gente passa pelo problema ou vê alguém próximo sofrendo é que a gente tem a real dimensão das dificuldades. Acho que todos os vereadores de Curitiba deviam passar uma semana andando de cadeira de rodas para saber como sofrem os portadores de necessidades especiais'', sugeriu Passos.

Presentinho
Se o senador Osmar Dias (PDT) filia-se ao PSDB para disputar o governo do Estado em 2006, ninguém sabe. Mas ele está careca de saber que sem o apoio dos tucanos sua candidatura vai ter dificuldade em decolar. Pensando nisso, Osmar resolveu fazer um agrado a um dos nomes mais fortes do PSDB estadual, o prefeito de Curitiba Beto Richa. O senador apresentou um projeto que reduz as alíquotas de PIS/PASEP e Confins no setor de transportes coletivo para zero uma das reivindicações que Beto pretende fazer ao presidente Lula em nome dos prefeitos das grandes e médias cidades.

Ajuda de Brasília
Desde que assumiu a prefeitura, Beto está quebrando a cabeça para encontrar uma maneira de cumprir sua promessa de campanha: baixar o preço das tarifas de ônibus. Segundo ele, a prefeitura já cortou tudo o que podia em impostos incidentes sobre os insumos do transporte que eram de sua competência. Mas o preço só abaixa mesmo se o governo federal resolver abrir mão da parte dele reduzindo a carga de tributos como o PIS/PASEP, a Confins e os impostos que incidem sobre o óleo diesel, principal fator na composição da tarifa.

Sem direção
O Censo Escolar de 2004 apontou que 1.468 escolas municipais do Estado (pouco mais de 3,5 por cidade) funcionam sem um diretor. A situação é mais grave nas escolas localizadas na zona rural, onde são os próprios professores que têm que acumular a função de dar aula com a responsabilidade pelos problemas administrativos e as questões pedagógicas em cada estabelecimento.

Escolinha
O secretário estadual de Justiça e Cidadania, Aldo Parzianello, é o palestrante principal da reunião semanal do secretariado de terça-feira. Parzianello vai falar sobre a construção de presídios e educandários no Estado. É uma forma do governo tentar mostrar que está buscando resolver situações como a de Paranaguá, onde a cadeia pública está superlotada. Depois de Parzianello, o secretário para Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira, fecha a aula da Escolinha com um balanço das ações do governo na região do Vale do Ribeira.

Perguntinha

Não é temerário o presidente do Sindicato das Empresas de Contabilidade afirmar que os empresários sonegam impostos não porque querem mas por necessidade?


Rodrigo Sais (interino) e equipe
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