INFORME FOLHA
Unha e carne
Quem quiser conquistar a simpatia do governador Roberto Requião (PMDB) pode começar agradando o empresário Francisco Simeão, proprietário da BS Colway Pneus, de Piraquara. Os dois estão num nível de amizade, ultimamente, semelhante ao que o governador tinha com o empresário Paulo Pimentel, quando andavam para cima e para baixo no jatinho do ex-presidente da Copel. O chamego é tanto que Simeão é um dos mais cotados para assumir a vaga de secretário estadual de Indústria e Comércio no lugar de Luiz Mussi.
Amigos para siempre
A amizade entre os dois pôde ser conferida na viagem que o governador fez para China, para a qual Simeão foi convidado. Mas as relações entre a dupla já vem de outros carnavais. Em 2002, a BS Colway já havia doado R$ 35 mil para a campanha do peemedebista. Quase três anos depois, os laços estão ainda mais fortes. A ponto do governador decidir entrar de cabeça em uma briga da BS Colway com duas grandes multinacionais do ramo de pneus: a Goodyear e a Pirelli. Simeão já moveu uma ação contra as duas gigantes por descumprirem a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente que prevê que as empresas devem possibilitar a reciclagem dos pneus que vendem após eles esgotarem sua vida útil.
Isso sim é reciclar!
Requião está dando todo o apoio à briga da BS Colway. O governador já havia criado o programa Paraná Rodando Limpo, que estimula a reciclagem de pneus realizada pela empresa de Piraquara. Agora, o governador está atuando como garoto-propaganda da BS Colway e disparando contra as empresas que não reciclam em um comercial televisivo. Esta briga, aliás, é a cara de Requião, que desde o início de seu mandato está batendo forte na tecla do ambientalismo e da luta contra o capital estrangeiro.
Lá vem chumbo
Ontem, o alerta vermelho já soava na superintendência do Ibama em Brasília. Isso porque Requião deu declarações duras em um telejornal, acusando o Ibama de não fazer cumprir a resolução que obriga as empresas de pneus a darem um fim nos pneus velhos um dos maiores vetores de propagação da dengue, diga-se de passagem. A ordem no instituto é armar-se de argumentos caso os ataques continuem, o que deve acontecer assim que um foco de dengue surja em algum canto do país.
Spam impresso
O jornalista paranaense Ayrton Ferreira Précoma está usando de um marketing agressivo para divulgar seu livro ''Holocausto Brasileiro''. Outdoors referentes a temas polêmicos como a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos podem ser encontradas em várias cidades do país. Em Brasília a divulgação está especialmente pesada: como Précoma acredita que os deputados e senadores não encaram de frente o problema do menor infrator e carente, os outdoors convocam os cidadãos a elaborarem leis de iniciativa popular para enfrentar a questão.
Quem te viu, quem te vê
Impressionante a flexibilidade do deputado estadual Jocelito Canto (PTB). Há menos de dois anos, Jocelito era opositor de Requião e crítico ferrenho do PT partido de seu então adversário político Péricles Mello, ex-prefeito de Ponta Grossa. Depois da aliança forjada pelo PTB nacional com PT e PMDB, Jocelito deu uma guinada de 180 graus. Além de ser agora vice-líder da bancada governista na Assembléia, quinta-feira passada o deputado circulava desinibido em um almoço com o presidente Lula em Brasília. Já não se assusta mais com a estrela vermelha.
Sonegação
Para a vasta maioria dos brasileiros, R$ 1,9 milhão é muito dinheiro. Para o ex-presidente da Encol (sim, aquela) Pedro Paulo de Souza, também deve ser. Isso explicaria porque ele sonegou essa quantia em contribuições previdenciárias aos funcionários da empresa quando era controlador da Encol. Pelo crime, Pedro Souza foi condenado a pagar multa e ficar recolhido a um albergue durante os finais de semana por 3 anos e 10 meses.
Devo, não nego
Mas para quem acha que a pena é pequena pelo tamanho da sonegação, vale a pena dar uma olhada na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o assunto. O STJ mandou o Tribunal Regional Federal de Porto Alegre reformar a sentença, porque Pedro Souza teria confessado o crime espontâneamente. Assim, a pena foi reduzida para apenas 2 anos e oito meses de prestação de serviços à comunidade
Fim do contrato
Terminou ontem o contrato emergencial firmado entre a prefeitura e a empresa Cavo para a coleta de lixo em Curitiba. O contrato teve que ser assinado após o PPS conseguir uma liminar na Justiça suspendendo o contrato anterior, que segundo a sigla, seria fruto de uma licitação dirigida para favorecer a Cavo. A empresa, porém, conseguiu recentemente vitórias no Tribunal de Justiça (TJ) no sentido de restabelecer o contrato original.
Convênio
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) firmou ontem um convênio com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Pelos termos do acordo, a UFPR abrigará a sucursal da região Sul da Revista Ciência Hoje, publicação vinculada à SBPC. A sede da sucursal será no campus do Juvevê, onde já funciona o curso de Comunicação Social da UFPR.
Perguntinha
Quem serão os grandes doadores da campanha de 2006?
Rodrigo Sais (interino) e equipe
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