INFORME FOLHA
Conta da água
Os vereadores de Londrina lembraram que é para este ano a discussão sobre o gerenciamento dos serviços de água e esgoto na cidade. O contrato do município com a Sanepar já venceu e foi prorrogado em caráter emergencial três vezes, desde o ano passado. O líder do Executivo na Casa, vereador Gláudio Lima, defende a elaboração de um calendário de discussão. ''Não é possível imaginar mais uma concessão como a de hoje'', avaliou o petista. ''Não adianta municipalizar se vai custar o mesmo para a população'', rebateu a pedetista Sandra Graça. ''Ficar pior do que está é impossível. Se ao menos a arrecadação ficar em Londrina, e não em Curitiba, já é um avanço'', devolveu Lima.
Troca de idéias
Ainda na onda da municipalização dos serviços de água, os vereadores George Luiz de Oliveira (PMN) e Julio Kuller (PPS), membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que estuda os lucros da Sanepar em Ponta Grossa, estiveram ontem na Câmara de Londrina para ''trocar idéias'' sobre o tema. ''Visitamos diversas cidades do Paraná onde foi feita a municipalização. Se isso acontece, a chance de o lucro ser investido localmente é bem maior'', disse Oliveira.
Cadê o cascalho?
O pagamento dos salários dos servidores municipais de Londrina, referente ao mês de março, quando a categoria estava em greve, ainda é objeto de discussão na Justiça entre o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv) e a Prefeitura. O Sindserv ajuizou terça-feira um recurso no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) requerendo o pagamento integral, já que a liminar no mandado de segurança foi negada em Londrina. A folha de salários foi paga parcialmente no dia 31, devido à paralisação da categoria. Posteriomente, os salários foram complementados, mas segundo um dos advogados do sindicato, ''há distorções a serem corrigidas''.
Replay
Causou tanto furor o depoimento do tenente-coronel Valdir Copetti Neves na CPI Mista da Reforma Agrária realizada em Curitiba que o senador Alvaro Dias (PSDB) pediu um repeteco. Alvaro anunciou ontem que já convocou Neves, o secretário estadual de Segurança Luiz Fernando Delazari e o superintendente da Polícia Federal no Paraná Jaber Saadi para outra sessão da CPMI na quarta-feira, às 14 horas. Só que dessa vez o encontro acontece em Brasília. E Alvaro não vai dispensar os holofotes ele já encaminhou um pedido à Justiça para que seja levantado o segredo de Justiça imposto aos depoimentos da CPMI.
Explosivo
Para quem não acompanhou o caso, o imbroglio é o seguinte: Neves foi acusado por Saadi de comandar uma mílicia de policiais militares que estaria intimidando integrantes do MST na região de Ponta Grossa. Neves, por sua vez, acusa a secretaria de Segurança de ter instalado grampos telefônicos ilegais em várias linhas telefônicas, inclusive de deputados da Assembléia Legsilativa. Ou seja: combustível e faísca não faltam.
Fora dos trilhos
A Ferropar está na mira do governo estadual. Uma inspeção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) era a deixa que o governador Roberto Requião (PMDB) esperava para partir para o ataque contra a concessionária. A inspeção da ANTT concluiu que a Ferropar não possui uma frota de locomotivas capaz de atender a demanda no trecho da Ferroeste que atende, entre Cascavel e Guarapuava. A empresa tem apenas cinco lomotivas, enquanto a ANTT estima que pelo menos 60 locomotivas seriam necessárias para escoar a safra da região.
Complicou
O parecer da ANTT é mais um golpe na empresa, que já está envolvida em disputas administrativas com o governo estadual. No início do mês, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) mandou lacrar o trecho explorado pela Ferropar devido à recusa da empresa em cumprir determinações do órgão relativas ao plantio de árvores para reduzir o impacto ambiental de suas atividades.
Menina dos olhos
A verdade é que a Ferroeste é um dos xodós de Requião. Construída na sua primeira gestão (1991-1994) com mão-de-obra do Exército, a ferrovia foi a mais barata já construída no Brasil. E se (ainda) não passa pela cabeça do governador montar uma frota de trens para utilizar a Ferroeste privatizada no governo Jaime Lerner (PSB) , Requião quer pelo menos que se pague em dia pelo direito de uso do trecho.
Esvaziando a caneta
O governo federal deu o sinal verde para a liberação de R$ 1,5 bilhão destinados principalmente à contrução e recuperação de estradas e modernização de portos em todo o país. No cronograma dos sonhos do PT, as obras devem estar madurinhas até outubro de 2006, quando Lula vai tentar sua reeleição. E o que não estiver pronto vai ser inaugurado como estiver, como aconteceu com o Laboratório Central do Estado no ano passado. Por fora, bela viola, mas por dentro... meia dúzia de tubos de ensaio e olhe lá.
Paraná de fora
Nos planos do governo, sete portos estão contemplados: em Vitória, Rio de Janeiro, Sepetiba, Santos, São Francisco do Sul, Itajaí e Rio Grande. Isso mesmo: nada de Paranaguá. Em Brasília, os ministros não aguentam mais receber denúncias e choradeiras referentes ao porto paranaense, e isso se reflete na falta de verbas para o porto.
Perguntinha
Delazari vai a Brasília?
Rodrigo Sais (interino) e equipe
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