INFORME FOLHA
Indulto gastronômico
O Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra o delegado aposentado Roberval Butaccini. Em 2002, quando estava lotado em Campo Mourão, Butaccini levou para jantar em sua casa o advogado Roberto Teixeira Duarte, que estava preso na delegacia por extorsão mediante sequestro. O MP local não apreciou nada o ''habeas pratus'' concedido por Butaccini e quer condená-lo por improbidade administrativa.
Dia de princesa
Pensando bem, a idéia não é tão má. Se cada deputado que se disse horrorizado com as condições da cadeia pública de Paranaguá levasse um detento para jantar, o sofrimento dos presos no local seria, pelo menos, aliviado. Os presos certamente apreciariam as carneiradas e caranguejadas no lugar da especialidade da cadeia: ''frango ao bacilo de Koch''.
Impaciência
O governador Roberto Requião (PMDB) irritou-se ontem na reunião semanal do secretariado, a popular Escolinha do Requião. O ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto chegou com 50 minutos de atraso e bagunçou todo o cronograma idealizado pelo governador. Quando a palestra finalmente começou, Requião não se furtou a passar um pito: ''Estamos começando com 50 minutos de atraso, não sei se por culpa do ministro ou do cerimonial'', praguejou. Se a culpa foi de alguém do cerimonial, já se sabe: vai ter gente ficando de castigo e sem direito de ir pro recreio.
Anfitriões agitados
Se soubesse que o clima ia ser tão pesado, Rosseto talvez tivesse optado por ficar em Brasília. Um dos debatedores disse que PT significaria Partido dos Transgênicos e que o governo federal seria da Monsanto, detentora de patentes de soja modificada. Rossetto rebateu de pronto. ''Não concordo com a tese de que o governo é da Monsanto. Sou governo e não tenho ligação com qualquer empresa privada, muito menos com multinacionais. O PT não é o partido dos transgênicos, até porque tem em suas fileiras militantes que concordam e outros que discordam dessa política.''
Quer que soletre?
Outro momento de tensão ocorreu quando o deputado estadual Elton Welter (PT), quis defender a empresa Sadia para que ela pudesse aumentar as exportações explorando áreas ambientalmente proibidas no Paraná. Acabou tomando uma invertida ''nível 3'' do governador, de deixar qualquer um zonzo. Sempre sutil, Requião pegou o microfone e acabou com qualquer possibilidade de expansão da empresa no Estado. ''Eu quero que a Sadia vá para o diabo que a carregue. No Paraná, o jogo é o da preservação. A razão econômica é muito pequena para que o governo mude o posicionamento e negocie'', sentenciou. Mais claro, impossível.
Embaraço
O deputado estadual Barbosa Neto (PDT) colocou ontem o prefeito de Londrina em uma saia justa. Na solenidade de entrega das obras de revitalização do Bosque Municipal Marechal Cândido Rondon, localizado no centro da cidade, Barbosa foi chamado ao palanque. Em seu discurso, fez críticas ao governador Roberto Requião (PMDB), principalmente em relação aos repasses do ICMS e para a segurança. Em nome da ''boa relação'' com o governo do Estado, Nedson saiu em defesa de Requião, afirmando que o entendimento entre as duas esferas de governo tem resultado em benefícios para Londrina.
Boi na linha
Não é a primeira vez, e com certeza não será a última, que denúncias de escutas telefônicas agitam a Assembléia Legislativa. Em fevereiro do ano passado, ligações anônimas para gabinetes informando sobre a existência de grampos levaram a mesa executiva do órgão a determinar uma varredura nas linhas telefônicas. A versão oficial é que nada de suspeito foi encontrado.
Troca de cadeiras
O Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Rafael Iatauro, cogitado para assumir a Casa Civil no lugar de Caíto Quintana (PMDB), estava de cochichos ontem na Assembléia com o presidente da Casa Hermas Brandão (PSDB). Para a imprensa Iatauro disse que não recebeu convite nenhum do governador para participar do governo. Mas Hermas confirmou: ''ele recebeu o convite.'' Já Caíto se diz indeciso se quer ou não assumir a vaga de Iatauro no TCE, já que isso o faria renunciar ao seu mandato de deputado estadual.
Troca de cadeiras II
A cadeira levou a pior. Mas o mico foi do deputado Neivo Beraldin (PDT). A cadeira do deputado no plenário da Assembléia se desmanchou em dois ontem e ele acabou no chão de pernas para o ar. Mas o deputado Rafael Greca (PMDB) estava perto para ajudá-lo. Menos mal. Duro mesmo foi o comentário de um deputado da oposição: ''O Neivo caiu depois do Mussi, mas antes do Delazari.'' Luiz Mussi está de saída da secretaria de Indústria e Comércio. Delazari é secretário de Segurança.
Perguntinha
Tá tudo grampeado?
Rodrigo Sais (interino) e equipe
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