INFORME FOLHA
In secula seculorum
Grande parte do interesse mundial em assistir ao funeral do Papa João Paulo II e as movimentações para a escolha de seu sucessor está na forma ritualística com que a Igreja Católica conduz o processo. Belos e milenares, os ritos do Vaticano chamam a atenção com seus cânticos em latim, com a clausura do Conclave e com detalhes como a cor da fumaça da chaminé que sai da Capela Sistina, que indicará a escolha de um novo papa. É argumento a favor dos que repudiam as ''missas aeróbicas'' e demais novidades defendidas pelos adeptos da Renovação Carismática.
Habemus secretarium!
Interessante seria se o governador Roberto Requião (PMDB) decidisse adotar alguns dos ritos católicos em suas práticas diárias. Assim, uma chaminé no Palácio Iguaçu daria fim a toda a boataria sobre a possível reforma no secretariado estadual. Se a fumaça fosse preta, nada de mudanças. Fumaça branca, viria a declaração prenunciada por trombetas: Habemus secretarium!
Opção dois
Outra função para a chaminé seria a de indicadora do humor de Requião. Quando o governador acordasse ''naqueles dias'', destilando fel contra concessionárias de pedágio e defensores dos transgênicos, rolos de fumo preto subiriam aos céus para alertar os incautos. Se Requião acordasse de bom humor (que é quando ele produz suas melhores tiradas), a fumaça branca seria comemorada em todo o Centro Cívico.
Reprise
O deputado estadual Waldir Leite (PPS) voltou a carga contra a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Leite, que pediu a instalação da CPI do Porto no ano passado na Assembléia Legislativa, afirma que o porto tem uma dívida de mais de R$ 1 milhão com a prefeitura de Paranaguá decorrente da sonegação do Imposto sobre Serviços (ISS).
Gasparzinho
Mas que Leite não ouse propor uma CPI sobre o assunto. Seus ex-colegas de comissão na Assembléia não perdoam o parlamentar pelas suas atitudes na CPI do Porto. Prometeu oferecer mil denúncias cabeludas contra a administração do porto, mas depois de instalada a CPI, sumiu. Nem para votar o relatório final da comissão apareceu.
Café no bule
O nome do vice-presidente nacional do PTB Flávio Martinez é sem dúvida o mais cotado para assumir a secretaria estadual de Indústria e Comércio no lugar de Luiz Mussi. Mas outro nome também é ventilado nos corredores do Palácio Iguaçu: Francisco Simeão, proprietário da empresa de pneus radicada em Piraquara, BS Colway.
Meu! Todo meu!
O deputado estadual Natálio Stica aguarda ansioso a chegada do ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto. O ministro vem a Curitiba na terça-feira para assinar o protocolo da instalação da primeira usina de biodiesel da Petrobrás no Paraná em São Mateus do Sul. Antes que alguém se arvorasse a assumir a paternidade da idéia, Stica tratou de espalhar aos quatro ventos que foi ele que negociou com o governo federal a construção da usina.
Reconciliação
Além de assinar o protocolo de intenções para a construção da usina, Rossetto vem participar também da reunião semanal do secretariado estadual. É a segunda semana consecutiva que um representante do governo federal é convidado a palestrar na Escolinha de Requião. Estaria pintando uma reaproximação entre PMDB e PT?
CIDE
O senador Osmar Dias (PDT) está de olho nos gastos do governo com a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), o chamado ''imposto da gasolina''. O imposto é arrecadado diretamente nas bombas dos postos de combustíveis, na razão de R$ 0,54 por litro abastecido. Por lei, os R$ 11 bilhões já arrecadados com a CIDE deveriam ir para a manutenção das estradas e subsídios de preços para o álcool e gás.
Desvios no percurso
Segundo Osmar Dias, porém, os recursos da Cide estão sendo gastos para pagar os juros da dívida externa, gerar superávit primário e até mesmo para pagar lanches e diárias de servidores federais. ''Várias pontes precisam ser reforçadas e milhares de quilômetros de estradas devem ser recapeadas ou asfaltadas. Isso só será possível se o governo efetivamente aplicar os recursos da CIDE para a finalidade para a qual o imposto foi criado'', diz o pedetista.
Terceira via
Que não se ouse falar a palavra ''polarização'' perto do provável candidato ao governo pelo PPS Rubens Bueno. Ele acredita que nas duas eleições que perdeu (em 2002 e 2004) só não chegou ao segundo turno devido à crença dos eleitores de que a disputa estaria polarizada entre apenas dois candidatos. E tem ânsia quando ouve alguém falar que em 2006 a disputa será só entre Requião e Osmar Dias.
Cansado do bronze
E para mostrar que não vai para as eleições do ano que vem para chegar em terceiro de novo, Bueno anda articulando filiações para o PPS. Na quarta-feira que vem, o presidente nacional da sigla Roberto Freire vem a Curitiba para filiar um grupo de 50 sindicalistas. São reforços para as chapas proporcionais do partido em 2006 conquistados por Bueno.
Perguntinha
Martinez ou Simeão?
Rodrigo Sais (interino) e equipe
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