INFORME FOLHA
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O deputado federal Eduardo Sciarra (PFL) ficou perplexo com uma licitação autorizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para a compra de 140 rolos de lona preta para o Incra do Paraná. Segundo o edital de licitação, as lonas seriam para ''atender as situações emergenciais dos assentamentos em fase de implantação no Estado do Paraná''. A lona preta, como se sabe, é praticamente a marca registrada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), juntamente com o boné vermelho e a foice.
Pão e lona
Sciarra teme que as lonas acabem sendo desviadas não para os assentamentos autorizados pelo Incra, mas sim para ocupações ainda não-regulamentadas. ''Pelo histórico do Ministério de Desenvolvimento Agrário e sua postura pró-invasores, isso pode ser temerário. Da mesma forma que tem cestas básicas indo para acampamentos (e não assentamentos), a preocupação é que essas lonas sejam para municiar acampamentos e novas invasões'', pondera.
O que os olhos não vêem...
A Secretaria Estadual de Segurança acredita piamente no ditado que reza que ''uma imagem vale mais do que mil palavras''. Os fotógrafos e cinegrafistas que tentam registrar as condições miseráveis da cadeia pública de Paranaguá foram barrados. Mas as testemunhas garantem: muitos presos ali trocariam de bom grado a cela pelo pau-de-arara, desde que individual. Conforto e espaço ali, apenas para o bacilo da tuberculose, que só faz crescer e multiplicar-se.
Servidores
O deputado estadual Barbosa Neto (PDT) encampou a luta dos servidores para a regulamentação da lei estadual 14.590. A lei prevê que os funcionários que tenham escolaridade acima da prevista para o cargo que ocupa e que estejam desenvolvendo atividades compatíveis à sua formação passem a ter os vencimentos reajustados para compensar essa situação. Exemplo de uma lei boa, mas que como tantas no Brasil ainda não saiu do papel. A regulamentação depende de posicionamento da secretaria estadual de Administração e Planejamento.
Pule de dez
A direção da RTVE decidiu acatar a decisão da Justiça e está demitindo parte dos 171 funcionários contratados por cachê, situação considerada ilegal por ferir a norma que prevê concurso para admissão no serviço público. A turma que está saindo, porém, avisou que vai à Justiça pedir indenizações e tudo o mais. Dado o retrospecto recente da procuradoria-geral na defesa do Estado nos contenciosos, tem gente já prevendo o resultado das ações.
Pardais por periquitos
A prefeitura de Curitiba jura de pés juntos que a recente multiplicação de agentes de trânsito nas ruas nada tem a ver com a redução da receita proveniente das multas com os radares, que caíram 41% após a sinalização dos postes com tinta verde-limão. Mas o fato é que no primeiro trimestre as notificações dos agentes praticamente triplicaram. E quem andou de carro na semana passada percebeu a quantidade de agentes com olhos de águia e caneta em punho nas esquinas da capital.
Denúncia grave
O deputado estadual Tadeu Veneri protocolou um pedido de informações ao governo estadual sobre uma suposta ação movida pelo Ministério Público contra a Procuradoria-Geral do Estado. Segundo denúncias que chegaram ao gabinete do petista, procuradores do Estado poderiam estar se apropriando indevidamente das taxas de sucumbência, cobradas do quando o Estado sai vitorioso em um processo. Veneri quer saber se o boato tem fundamento e para onde vão as taxas de sucumbência recolhidas pelo Estado.
Sem GPS
Aconteceu ontem, durante visita do governador Roberto Requião à Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina: uma assessora de Requião foi questionada por um assessor da Sociedade Rural do Paraná (SRP) sobre a demora do governador, passada já meia hora do horário estipulado para a visita. ''Ainda não instalamos GPS nele'', devolveu.
Sem coletiva
Jornalistas que acompanharam o governador ontem na Exposição chegaram a implorar aos assessores que organizassem uma entrevista coletiva. Diante das negativas, algumas perguntas foram feitas ao acaso, quando havia chance de ''cercar'' o governador. Um dos assessores palacianos ainda ironizou: ''No fim, vocês fizeram mais perguntas do que fariam na sagrada entrevista coletiva''.
A fama do bar
A equipe do cerimonial de Requião estava aflita ontem durante os preparativos para as atividades do governador em Londrina. Somente pela manhã, no hotel, é que descobriram a ''fama'' do estabelecimento onde o governador iria participar do lançamento do livro ''Pelos Bares do Paraná'', escrito pelo curitibano Norberto Staviski. Ao que tudo indica, segundo a fonte, ninguém sabia que o Valentino, um dos bares mais antigos de Londrina, é geralmente frequentado pelo público GLS. A sorte é que no horário, às 19h30, o bar ainda não está em sua maior atividade, o que acontece a partir das 22 horas.
Perguntinha
Requião teve coragem de encarar o banheiro do Valentino?
Rodrigo Sais (interino) e equipe
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