INFORME FOLHA
Contas
Quem vai analisar as contas deste ano do governo do Estado será o conselheiro Nestor Baptista, do Tribunal de Contas (TC) do Estado. Baptista foi indicado para o cargo no governo do tucano Alvaro Dias (1987-90).
Bola de neve
No calor das discussões sobre a situação das cadeias, ontem, na Assembléia Legislativa, o secretário estadual da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, afirmou que a superlotação das delegacias e a falta de vagas em penitenciárias é um problema antigo, que cresce há 150 anos, desde a emancipação política do Paraná.
Lotadas
Delazari foi chamado pelo deputado estadual José Domingos Scarpellini (PSB), presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Defesa do Consumidor, para falar sobre a superlotação das cadeias fato mais do que conhecido.
Sumiço
Desapareceu, sem deixar pistas, o gravador de uma jornalista que participava de uma entrevista coletiva, na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba, com a cúpula da segurança pública. Foi na terça-feira. No dia seguinte, foi envaido um bip avisando sobre o sumiço do gravador. Mas até agora não houve resposta.
Vem o vice
O presidente Lula (PT) não vem. Ficou a cargo do vice-presidente da República, José Alencar (PL), e do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, a inauguração do complexo avícola da C.Vale, a Cooperativa Agroindustrial, de Palotina, na região Oeste. Será na sexta-feira, dia 8. Lula estará na Itália, para o enterro do Papa João Paulo II.
Exportação
A cooperativa comercializa frango para 22 países, entre eles Itália, Alemanha, Japão, Holanda, Inglaterra, China e Rússia.
Litoral
Quem sabe em maio Lula venha ao Paraná. O Palácio Iguaçu torce para que o presidente participe da inauguração da Universidade no Litoral, projeto que reúne os governos estadual, federal e municipal.
Quinhão
Na implantação da Universidade no Litoral, o governo estadual participa com R$ 2,8 milhões, o governo federal com a liberação de vagas docentes e o município de Matinhos com a manutenção do imóvel que pertencia à antiga Associação Banestado.
Baronesa
O ministro Paulo Medina, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), recebeu do Ministério Público Federal (MPF), com parecer, o habeas-corpus apresentado pela defesa de Mirlei de Oliveira, conhecida pela polícia paranaense como a ''Baronesa do Sexo''. Ela está presa, acusada de prática de crimes de extorsão, favorecimento da prostituição, manutenção de casa de prostituição e tráfico de mulheres.
A prisão
Mirlei foi presa em setembro do ano passado, no Balneário Camboriú, Santa Catarina, enquanto tentava agenciar duas mulheres, segundo a polícia. Também estão presas outras duas pessoas que a teriam ajudado a extorquir R$ 4,5 mil de um empresário norte-americano que teria se casado com uma ex-garota de programa.
Habeas
A defesa de Mirlei impetrou o habeas corpus contra o Tribunal de Alçada do Paraná, o Tribunal Regional Federal da 4 Região, o juiz federal da 3 Vara Criminal e o juiz de direito da 7 Vara Criminal, ambos de Curitiba. Segundo afirma a defesa, o Judiciário local teria sido omisso por não apreciar, em razão de um conflito de competência que ainda tramita no STJ, os pedidos de revogação de prisão preventiva protocolados por Mirlei de Oliveira.
Conflito
O conflito de competência tramita na Terceira Seção do STJ. O objetivo é definir quem vai julgar a acusada: o juiz da 7 Vara Criminal de Curitiba ou o da 3 Vara Federal da Capital.
Cadê o Brasil 1
O Brasil está sendo apresentado aos franceses através do ''L'Année du Brésil en France'', uma parceria entre os governos dos dois países. A jornalista Maranúbia Barbosa, ex-Folha, que está morando em Paris, informa que os grandes jornais dedicam espaço abundante ao Brasil. Mas Maranúbia não tem encontrado produtos brasileiros em supermercados; nem nas lojas Carrefour.
Cadê o Brasil 2
Entre os pouquíssimos produtos que Maranúbia identificou estão o café e a manga, que não aparecem entre os preferidos dos franceses. Do Paraná, não existe nada. Os cafés mais consumidos na França, segundo ela, são os africanos. A jornalista está inconformada e deixa no ar uma pergunta: ''quais mercados consomem a produção brasileira?''
Banestado
O Ministério Público (MP) estadual ainda não definiu se vai recorrer da decisão. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ordenou a anulação de todos os atos da Justiça Estadual contra o ex-governador Jaime Lerner (PSB), o ex-secretário de Comunicação Jaime Lechinski e os ex-dirigentes do Banestado Manoel Garcia Cid e José Schlapak, processados por excesso de gastos publicitários com o banco em 1998. Segundo o STJ, a 3 Vara da Fazenda Pública não tem competência para julgar os atos do ex-governador cometidos em virtude do mandato.
Perguntinha
Indefinição do MP deixa Lerner aliviado?
Maria Duarte e equipe
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