INFORME FOLHA
Homenagem
A Assembléia Legislativa do Paraná adiou para o dia 25 deste mês salvo nova mudança a sessão especial em homenagem ao novo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, o deputado federal licenciado Paulo Bernardo (PT). A intenção era homenagear o ministro amanhã, mas a agenda de Bernardo, que inclui viagens, não permitiu. A sessão especial foi uma iniciativa dos deputados Ângelo Vanhoni e Natálio Stica, ambos do PT e ex-líderes do governo Roberto Requião (PMDB) na Casa. Eles foram os autores de um requerimento aprovado no final do mês passado para conceder a homenagem, apoiada por toda a bancada do PT e deputados de outros partidos.
Norte am alta
Apesar de a homenagem ter partido de Vanhoni e Stica, os petistas que mais têm a comemorar com a indicação de Bernardo para o primeiro escalão federal são os do Norte, como o deputado André Vargas e o prefeito Nedson Micheleti. Nascido em São Paulo e filiado ao PT em 1985, Bernardo foi secretário da Fazenda de Londrina e do Estado do Mato Grosso do Sul.
Ferrovias
Enquanto o governo do Estado briga com a Ferropar, consórcio que administra a Ferroeste há oito anos, no Senado a situação das ferrovias continua a render discurso. O senador paranaense Flávio Arns (PT) voltou a manifestar sua preocupação ''com a falta de fiscalização das concessões ferroviárias no Brasil''. Na opinião do senador, o processo de privatização da malha ferroviária, iniciado em 1994, fracassou em ''função da falta de manutenção, da desativação de mais de um terço dos trilhos para circulação de trens de cargas e da estagnação nos 21% da movimentação por ferrovias''.
Dinheiro
Arns disse que na época das privatizações foram procurados junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) US$ 350 milhões para implementar o processo. ''Os 21% de movimentação por ferrovia estão estacionados nessa marca desde o início da privatização, o que demonstra que o crescimento do País está comprometido mesmo com o BNDES direcionando mais de R$ 500 milhões por ano de ajuda às concessionárias'', criticou.
Afronta
Arns acredita que a injeção de recursos públicos nas concessões é uma afronta aos contratos firmados. ''Qualquer alteração nesse sentido de inserção do governo como parceiro poderia ser entendida como quebra dos contratos, a não ser se houver majoração dos custos da concessão''.
Cotas
Uma confusão para o aluno. O desembargador federal Luiz Carlos de Castro Lugon, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre (RS), decidiu suspender a liminar que determinava a matrícula de um estudante no curso de Engenharia Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A medida tinha sido tomada pela Justiça Federal de Curitiba no final de fevereiro.
Colocação
O candidato não tinha sido classificado no vestibular da UFPR devido à reserva de 20% das vagas para afro-descendentes e 20% para egressos de escolas públicas. Das 88 vagas do curso, o estudante ocuparia a 63, caso não houvesse a reserva. Com a destinação de vagas para os cotistas, Freitas ficou com a 20 posição na lista de espera. Ele solicitou administrativamente à universidade a relação dos aprovados, o que foi negado. Ingressou então com um mandado de segurança na 7 Vara Federal de Curitiba, onde começou a correr o processo.
Foz
A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) avisou ao prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT), que o Ministério do Trabalho designou um representante em Brasília para acompanhar os pleitos referentes a Foz. O ministério pretende solucionar problemas de qualificação de mão-de-obra e políticas de emprego e renda da cidade.
Superlotação
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Defesa do Consumidor da Assembléia, deputado José Domingos Scarpellini (PSB), quer que o secretário estadual da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, vá ao plenarinho da Assembléia no dia 6 para falar sobre a superlotação nas cadeias.
Rebelião
O assunto veio à tona porque os presos da Delegacia de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, começaram uma greve de fome na última semana. Eles se rebelaram, exigindo transferência. A delegacia, com capacidade para 16, estava com 93 presos.
Perguntinha
Precisa estourar rebelião para os deputados lembrarem que as cadeias estão superlotadas?
Maria Duarte e equipe
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