Nedson e o aumento...
O prefeito Nedson Micheleti (PT) tentou lavar as mãos, mas acabou admitindo ontem a uma rádio londrinense, com todas as letras. ''Fui a favor do reajuste da verba de gabinete dos vereadores'', disse, referindo-se ao golpe desferido sobre o bolso do contribuinte na semana passada, quando a Câmara de Londrina aprovou o aumento de R$ 4,3 mil para R$ 6,8 mil nos recursos destinados à contratação de assessores.

...da verba dos vereadores
Antes da declaração, Nedson afirmou que não cabia a ele interferir na decisão dos três vereadores da bancada petista, todos com voto favorável ao aumento. Depois, disse que a medida se justificava para melhorar a qualidade dos assessores da Câmara Municipal.

Mortes na adolescência
Nedson participou do anúncio, no gabinete da prefeitura, da menor taxa de mortalidade infantil já registrada na história de Londrina. Ao ser questionado se não se sentia frustrado por ver as crianças salvas na maternidade, mas assassinadas aos montes ao atingir a adolescência, o prefeito pediu dados estatísticos sobre a mortalidade de jovens. Esses números estão estampados diariamente nos jornais.

RML
O deputado estadual André Vargas (PT) estava revoltado ontem com o veto do governador Roberto Requião (PMDB) à proposta da criação das regiões metropolitanas de Londrina e Maringá, prevista na Lei Orçamentária Anual aprovada na Assembléia no ano passado. ''É um desprezo com essas cidades, ainda mais vindo de um governo que criou uma secretaria especial só para atender a Região Metropolitana de Curitiba'', disparou Vargas.

Pedágio
Empresários do comércio do Litoral do Estado iniciam neste final de semana um debate público contra as concessionárias de pedágio que atuam no Anel de Integração. A intenção é questionar as ações judiciais e o posicionamento de juízes que continuam dando ganho de causa às empresas. A preocupação é com o impacto do valor do pedágio no final da temporada.

Plebiscito
Na visão dos empresários, a tarifa impediria que os turistas resolvessem apenas passear nas cidades históricas ou passar um fim de semana nas praias. Na manifestação, marcada para este fim de semana, os empresários vão pedir um plebiscito para saber se a população é contra ou a favor do pedágio no Paraná.

Tema da reunião
O pedágio foi também assunto na reunião do secretariado, ontem pela manhã. O novo molde de pedágio de manutenção foi apresentado pelo diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Rogério Tizzot. Para caminhões de sete eixos, o valor da tarifa no trecho entre Francisco Alves (97 quilômetros a Sudoeste de Umuarama) e Maringá será de R$ 16,80. No sistema atual, o valor entre Cascavel e Maringá (percurso similar) é de R$ 109,20.

Piada
Tizzot mostrou o modelo da praça de pedágio no Paraná e disse que esperava que o posto não desabasse pela estrutura fácil e de custo baixo. O secretário de Obras Públicas do Paraná, Luís Caron, interrompeu o discurso para fazer uma piadinha, aproveitando o ritmo informal da chamada ''escolinha do Requião''. ''O único vento forte capaz de derrubar a praça de pedágio do Paraná é o vento do neoliberalismo''.

Neoliberais
Caron conseguiu arrancar risos da platéia. Em tempo: foi um governo neoliberal (de Jaime Lerner) que implantou as praças de pedágio no Estado.

Estacionamento
Um projeto de lei apresentado esta semana na Assembléia Legislativa pretende proibir a cobrança do estacionamento para quem ficar até duas horas em shopping centers no Estado. Conforme o texto, basta apresentar o comprovante de compras para ter a isenção da taxa. A proposta é do deputado Augustinho Zucchi (PDT).

Na África
O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Joarez Lima Henrichs (PFL), está longe da choradeira dos prefeitos por causa das dificuldades financeiras. Henrichs está na Namíbia, África, onde participa da 14 Assembléia Geral da Assembléia Mundial da Juventude (WAY), órgão consultivo das Nações Unidas para a juventude. A AMP é o único órgão brasileiro que integra a WAY.

Vexame
A famigerada MP 232 continua recebendo críticas. Além do setor produtivo e da Federação das Inústrias do Paraná, boa parte dos parlamentares locais torce o nariz para a MP. O deputado federal Max Rosenmann (PMDB-PR) acredita que o governo Lula (PT) pode acabar passando por ''outro vexame'' na votação da MP, como aconteceu na eleição para presidente da Câmara Federal.

IR
Até o ano passado, os agricultores com rendimento bruto igual ou inferior a R$ 69 mil estavam isentos de declarar o Imposto de Renda. Se a MP 232 entrar em vigor, a retenção na fonte será de 1,5% sobre toda a venda de produtos que ultrapar R$ 1.164,00.

Perguntinha
Se o secretário Padre Roque ouviu que ''havia uma conversa entre funcionários de que estava para acontecer uma morte lá'' (no Ciaadi em Londrina) por que não interveio determinando medidas para evitar o pior?

Maria Duarte e equipe
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