Campanhas 1
Começou o terceiro ano da gestão Roberto Requião (PMDB) e o pedágio não baixou nem acabou. Conquistas parciais aconteceram, é verdade, graças a acordos com duas das seis concessionárias, mas de forma geral o paranaense continua vendo as tarifas aumentarem e agora terá também novas praças do pedágio de manutenção. Desatar o nó do pedágio era compromisso de campanha. Mas vamos esperar mais um pouco, afinal, paciência é virtude.

Campanhas 2
O ex-governador Jaime Lerner (PSB) também teve seu momento de stress com o pedágio, implantado em seu governo. Na época da reeleição, as tarifas foram cortadas pela metade. Subiram depois, claro, mas o povo bem que ficou feliz de pagar mais barato e votou no Lerner de novo, em 1998. É bem difícil entender o comportamento do eleitor, muitas vezes. Deve ser por isso que os políticos pagam tão caro por pesquisas de intenção de voto.

Relativo
Não que o pedágio seja necessariamente algo ruim. A União e os estados já mostraram que não dão conta sempre de manter a malha em condições. Mas precisamos pagar tão caro?

Opinião do leitor
Os aumentos no pedágio, aliás, estão sempre entre os assuntos mais comentados pelos leitores, que mandam e-mails à Folha. Ficam revoltados. Um deles, por exemplo, reclamou da ‘‘sensação de impotência’’ diante desses aumentos. Outro, bem mais irritado, escreveu um palavrão.

Cartão do governo
Na quinta-feira o jornal Folha de S. Paulo publicou uma matéria que já deve estar recortada e pendurada numa moldura nos gabinetes dos adversários do presidente Lula (PT), para servir de munição logo, logo. A matéria em questão revela que os saques em dinheiro vivo com cartões corporativos do governo federal já superam em 62% as despesas pagas com cartões. Os dados são do próprio Ministério do Planejamento. Isso, claro, ameaça a transparência dos gastos públicos.

São Pedro
Pelo jeito vai dar processo em cima de São Pedro. O pessoal do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) não precisa mais ouvir sozinho as críticas pela queda da ponte na BR-116, sobre a represa Capivari/Cachoeira. O Dnit culpou a chuvarada pela queda da ponte.

Itália
Um grupo de parlamentares italianos virá a Curitiba em março. A visita ao Paraná faz parte do roteiro de uma missão oficial que inclui Colombo (Região Metropolitana de Curitiba) e cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A visita dos italianos foi confirmada durante a visita que o deputado federal Gustavo Fruet (agora no PSDB) fez à Itália em janeiro.

Gastronomia
O grupo chega ao Brasil no dia 10 de março. Visita primeiro o Rio Grande do Sul e desembarca em Curitiba no dia 18. Estão previstas visitas a pontos turísticos da Capital, incluindo bairros de colonização italiana, como Umbará e Santa Felicidade (será que eles vão gostar da comida?). Os italianos visitam também Vila Velha e Colombo e depois seguem para Santa Catarina, no dia 21.

Bodas
O Partido dos Trabalhadores (PT) faz bodas de prata. No dia 10 deste mês fazem 25 anos que 1.200 pessoas se reuniram no auditório do Colégio Sion, em São Paulo, para o ato que aprovou o manifesto de lançamento do PT. Para comemorar o jubileu de prata, o diretório nacional e os diretórios estaduais do partido preparam uma série de atividades que vão desde atos políticos a debates sobre os rumos do partido. As comemorações serão concluídas em setembro, após o processo de eleições diretas que escolherá os novos dirigentes do PT em todo o País.

Mineração ilegal
O total de multas aplicadas nos últimos anos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) por atividades ilegais de mineração no Paraná chega a R$ 150 mil. A informação foi levantada pelo gabinete do deputado federal Florisvaldo Fier, o Doutor Rosinha (PT-PR). O deputado encaminhou um requerimento de ao Ministério do Meio Ambiente e obteve as respostas.

Autuações
Entre 1998 e 2003, foram emitidas 29 autuações por mineração ilegal no Estado. As multas totalizam R$ 146,9 mil. Os dados foram enviados ao gabinete do petista pela Coordenação Geral de Fiscalização Ambiental do Ibama. O departamento encaminhou uma planilha de autuações que contém a lista de infratores, os valores de cada multa e a descrição do tipo de infração.

Extração
A infração mais comum é a extração, sem prévia autorização do Ibama, de espécies minerais de florestas de domínio público ou preservação permanente. Outro motivo das multas é a execução de pesquisa ou extração de recursos minerais sem licença ambiental ou em desacordo com a legislação. Na lista de autuações, estão empresas de áreas como mineração de areia, cerâmica e pavimentação, além dos municípios de Bituruna, Mandirituba, Chopinzinho, Campo Largo e Guaraqueçaba.

Pagas
Parte dos débitos está cadastrada em dívida ativa ou cobrança judicial. Apenas 8 multas, que totalizam R$ 14,2 mil, foram pagas.

Perguntinha
Já imaginou se o Paraná fosse a Serra Pelada?

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