INFORME FOLHA
De bom humor 1
Pelo jeito, nem o mau tempo que acometeu a região de Londrina, causando mortes e destruição, nem as mudanças na presidência da Copel conseguiram tirar o governador Roberto Requião (PMDB) do sério. Nada disso parece ter abalado o governador que, por sinal, ontem acordou de muito bom humor. Segundo uma fonte da Polícia Militar de Londrina, presente na escolta de Maringá a Londrina, a primeira manifestação do raro estado de espírito zen veio quando o peemedebista fez questão de pagar o pedágio, apesar de vir em carro oficial e portanto isento da tarifa. Quem esteve perto garante que de nada adiantou os funcionários da praça tentarem demovê-lo da idéia.
De bom humor 2
Para quem usou como mote de campanha o fim do pedágio, a atitude não deixa de ser, no mínimo, curiosa.
Afiado
Tudo que vem em excesso, se não enjoa, faz mal. Na Prefeitura de Londrina, onde assinou a ordem de serviço para a construção do Centro de Detenção Provisória, o bom humor veio com a habitual ironia que já virou marca registrada: questionado na coletiva (''concedida'' enquanto ele caminhava) sobre a falta de ILS no aeroporto da cidade que anteontem fechou por 20 horas , disse: ''a culpa é do governo do Estado''.
Ventilador
Só a solução para o problema é que não deve ter agradado em nada aos londrinenses: ''Podem cobrar do Estado. Sugiro inclusive a instalação de um megaventilador para espantar as nuvens''.
É relativo
Se a resposta não foi a ideal para uma questão arrastada há anos virou batata quente de governos , pela explicação de uma das assessoras do governador ficou ainda mais difícil imaginar se ele gostou ou não da pergunta. Ao ser questionada sobre o humor do patrão, a assessora explicou que Requião só não é delicado nas respostas quando tem que se pronunciar sobre perguntas ignorantes.
Blindado
O governador, aliás, foi fotografado de capacete, dentro de um veículo blindado, durante visita ao campo de instrução do 20º Batalhão de Infantaria Blindada (BIB), na quinta-feira. Não, Requião não declarou guerra a ninguém na ocasião. Foi só uma visita ao BIB. De qualquer forma, quem precisa de tanque blindado não é o governador, que de frágil não tem nada. Precisa-se de blindagem é na política econômica do governo Lula (PT).
Caixa gordo 1
O caixa do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) está engordando como nunca. A Resolução 168 do Conselho Nacional de Trânsito (Conatran), que prevê cursos de reciclagem para os motoristas com habilitação vencida e expedida antes de 1998, está provocando uma correria ao Detran em Curitiba. Ninguém quer ter aulas de direção defensiva e primeiros socorros, por razões óbvias.
Caixa gordo 2
A fila começa cedo. Por volta das 8 horas de ontem, uns 150 motoristas esperavam atendimento. Para renovar a carteira, o motorista desembolsa uma taxa de R$ 46,00.
Senta...
Na quinta-feira, foram distribuídas cerca de 500 senhas. Teve motorista que chegou às 9h30 e só teve o processo de renovação da carteira finalizado minutos antes do fechamento do Detran, às 14 horas. O número de atendentes não foi suficiente para dar conta da demanda. Muitos motoristas tiveram que voltar no dia seguinte para fazer a foto digital e o exame de visão. O que antes demorava 40 minutos, hoje leva horas.
...e espera
Os motoristas que imprimem seus pedidos de renovação pela Internet escapam das filas para pegar senhas, mas mesmo assim precisam passar por um atendente antes de fazer o exame de visão.
Serra do mar
O prefeito de Lisboa, António Carmona Rodrigues, acompanhado de autoridades portuguesas e brasileiras, fará uma viagem hoje pela Serra do Mar, na litorina da Serra Verde Express concessionária que administra a linha ferroviária turística. Ainda bem que o passeio não é de barquinho, na sujeira deixada pela explosão do navio VicuÀa. Imagina que vergonha.
Busão
O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), está às voltas com seu pedágio: a tarifa do ônibus, que hoje custa R$ 1,90. Durante a campanha, o bordão era baixar o preço. Agora, o discurso é mais ameno: a ''expectativa'' é baixar. Para isso, está sendo feito um lobby nacional para reduzir os impostos que incidem sobre o transporte coletivo.
Domingão
Por enquanto, o curitibano só paga menos (R$ 1,00) para andar de ônibus no domingo. A oposição acha que é pouco. Quem anda de ônibus, também.
Perguntinha
Dá mesmo para esperar redução no preço do ônibus na Capital?
Maria Duarte e equipe
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