Sempre às ordens


Aconteceu ontem na reunião do secretariado, no auditório do Museu Oscar Niemeyer (MON). O governador Roberto Requião (PMDB) chamou a atenção do diretor-presidente da Empresa de Classificação de Produtos do Paraná (Claspar), Eduardo Baggio, por ele ser muito solícito. ''O saco do chefe é o corrimão do sucesso'', disparou Requião, depois que Baggio disse que cumpria apenas as determinações do governador na classificação eficiente de produtos no Porto de Paranaguá. Os dois arrancaram risos da platéia. Na próxima reunião do secretariado, semana que vem, estará em pauta o Porto de Paranaguá.


Inflamável


Depois da explosão do navio chileno VicuÀa, no último dia 15, qualquer discussão sobre o porto tende a ser explosiva.


Penitência


Requião não fez mudanças no secretariado por conta das desavenças entre os secretários Airton Pisseti (Comunicação Social) e Luis Mussi (Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul). Pelo menos por enquanto. Entretanto, avisou em particular que ambos estão em período de penitência e por 30 dias não deverão fazer solicitações formais ao governo do Estado.


Será?


''Espero que seja brincadeira'', dizia ontem Luis Mussi, depois da reunião do secretariado. Mussi, aliás, não saiu de perto do governador durante a reunião.


Porto


O Conselho do Litoral, formado por ONGs e órgãos públicos, vai hoje à Assembléia Legislativa para falar sobre o impacto ambiental do projeto de ampliação do Porto de Paranaguá. Planos de contingência para caso de acidentes também serão discutidos. A reunião está marcada para as 14 horas, no Plenarinho da Casa.


Mão fechada


O decreto do prefeito Nedson Micheleti (PT), determinando a contenção de diversos gastos na administração, ilustra a situação de boa parte das administrações municipais: caixa vazio ou apertado no final do ano. As receitas das prefeituras dependem basicamente de transferências e arrecadação de impostos, o que nem sempre acontece como esperado.


Os dois lados da moeda


Aí os prefeitos estancam os gastos, preocupados em extrapolar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O problema é que muitos desses ''gastos'' são na verdade investimentos que fazem a economia da cidade andar, caso da realização de obras e serviços.


Cautela


Requião, quando assumiu o governo, decretou 90 dias de moratória. Os pagamentos foram suspensos até para que o governo tivesse uma idéia mais clara do fluxo de caixa, de quanto ia e para onde ia. Os secretários bem que sofreram para conseguir administrar a máquina naqueles meses.


Abertura


A Organização Mundial do Comércio (OMC) recomenda, em relatório divulgado no início desta semana, uma abertura mais intensa para que o Brasil retome o caminho do crescimento. Em parte, tudo bem. Mas, enquanto isso, os americanos se agarram ao protecionismo.


Avaliação


Na opinião do deputado federal Florisvaldo Fier, o doutor Rosinha (PT-PR), presidente da representação brasileira na Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, a avaliação da OMC é ''equivocada''. ''Os países que foram à bancarrota nos últimos anos, como Argentina, Indonésia e Coréia do Sul, foram justamente aqueles que tiveram uma abertura excessiva de seus mercados'', analisa o deputado.


Outro lado


O raciocínio do pessoal da OMC é o seguinte: maior liberalização comercial traria aumento de competitividade e eficiência. Isso contribuiria para promover a sustentabilidade do crescimento econômico.


Economia local


Começa hoje o Congresso Paranaense da Indústria. O evento vai discutir, durante dois dias, o desenvolvimento econômico do Estado, sob a ótica do setor produtivo. Em pauta, política econômica, crédito, infra-estrutura, meio ambiente, gestão e tecnologia.


Bofetada


O deputado Barbosa Neto, do PDT, disse que o aumento de 100% no salário dos secretários de Estado é uma ''bofetada'' nos trabalhadores. É pior, deputado. Bofetada só machuca. Salário mínimo mata o povo. De fome.


Farpas 1


O senador Alvaro Dias (PSDB), que depois de perder a eleição de 2002 para Requião caiu no ostracismo, anda agora empolgado. Não perde uma oportunidade de esculhambar o governo Lula. Foi só o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) chamar o governo petista de ''incompetente'' que Alvaro apressou-se em concordar com o ex-presidente.


Farpas 2


Claro que o primeiro escalão de Lula saiu em defesa do chefe. Tarso Genro (ministro da Educação) e Ciro Gomes (Integração Nacional) detonaram FHC. Ciro disse que o ex-presidente ''quebrou'' o Brasil três vezes. E ninguém fez nada.


''Palhaçada''


Requião continuava irritado ontem com a matéria da Época sobre sua viagem a Nova York. O governador classificou de ''palhaçada'' as explicações que os deputados da oposição querem sobre a comitiva de 18 pessoas.


Perguntinha


Mas a função do Legislativo não é fiscalizar o Executivo?

Maria Duarte e equipe
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