Bolsa-Família
Agora é oficial. O levantamento foi feito pela Controladoria-Geral da União (CGU). Em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba) há irregularidades na concessão do programa Bolsa-Família, criado pelo governo federal para beneficiar famílias de baixa renda. A equipe de fiscalização da CGU verificou que há beneficiários, tanto do Bolsa-Escola quanto do Bolsa-Família, com renda ou situação sócio-econômica consideradas ''incompatíveis'' com os critérios do programa. Na opinião do pessoal da CGU, isso acontece ''possivelmente'' por causa da inexistência de mecanismos de triagem ou de pré-seleção que identifiquem as famílias mais necessitadas do município.

Denúncia
A denúncia de irregularidades no Bolsa-Família foi feita pelo Fantástico, da Rede Globo, em outubro. Depois que a reportagem foi ao ar, a CGU mandou equipes verificarem a situação do Bolsa-Família em Piraquara e nos municípios de Cáceres (MT) e Pedreiras (MA), que também faziam parte da reportagem.

Os outros
Segundo a CGU, também há irregularidades no Bolsa-Família nas outras duas cidades. Os relatórios serão encaminhados ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que deverá tomar ''as providências cabíveis'' para corrigir as falhas apontadas pela CGU.

À vontade
O governador em exercício, Orlando Pessuti, estava totalmente à vontade ontem no Concurso Qualidade Café Paraná, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Pessuti, sempre no seu estilo bonachão, chamava os produtores de café pelo nome e tirava foto com todo mundo, brincando com os fotógrafos: ''chapeia nós aí'', dizia. Evento bem melhor que reunião do secretariado, né?

Região Metropolitana
Tentativas de emplacar uma região metropolitana em Londrina não faltam. Desta vez, foi o deputado estadual André Vargas (PT) que idealizou uma emenda coletiva para implementar as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá. A emenda destina R$ 4 milhões do dinheiro do Estado para cada município.

Só para Curitiba?
Vargas questionou mais uma vez a falta de recursos para a implementação dessas regiões metropolitanas enquanto que, para a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), o governo destina R$ 105 milhões. ''E nenhum centavo, nenhuma rubrica para as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá. Afinal, nem um milhão previsto no orçamento do ano passado foi executado na implementação das regiões metropolitanas'', protestou o deputado, que não está num bom momento com o governador Roberto requião (PMDB).

Reintegração de posse
Um exemplo dos problemas urbanos. O juiz federal substituto Mauro Spalding, da 7 Vara Federal de Curitiba, determinou que seja reintegrada à Caixa Econômica Federal (CEF) a posse de um imóvel no Bairro Portão, em Curitiba. A área, de 594 mil metros quadrados, foi ocupada há nada menos que 13 anos por um grupo de sem-teto. A sentença do juiz determina também que a CEF indenize as mil famílias que ainda moram no local.

Novela mexicana
A ação de reintegração de posse foi proposta pela Caixa em outubro de 1991. Em 5 de dezembro do mesmo ano foi concedida liminar ao banco, determinando a reintegração e concedendo prazo até 7 de janeiro de 1992 para a desocupação do imóvel. Foi autorizado inclusive o uso de força policial em caso de resistência das famílias. A CEF, porém, não efetivou o cumprimento do mandado de reintegração, alegando que vinha negociando com as famílias ''solução amigável para o impasse''. A ação foi suspensa diversas vezes a pedido da própria CEF.

Cohab
A ação foi enviada inclusive à Companhia de Habitação (Cohab), na tentativa de uma solução mais fácil, mas sem sucesso. Não há prazo para desocupação. Isso só vai acontecer depois que a Caixa indenizar as famílias. Detalhe: o valor das indenizações poderá ser contestado pelos moradores.

Enrolou e piorou
O juiz avaliou que, se a liminar tivesse sido cumprida em 1992 pela Caixa, a solução do processo teria sido ''menos problemática''. Na época, o pessoal morava em barracas improvisadas na área. Agora, as famílias têm casas de alvenaria, escola, rede de água e esgoto...

Cambé
A 2 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná deverá decidir hoje sobre o recebimento ou não de uma ação penal, que acusa o prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB) e outras duas pessoas, pelo desvio de R$ 743,8 mil dos cofres públicos municipais. A ação estava na pauta de julgamentos da semana passada, mas a decisão foi adiada devido a um pedido de vistas do desembargador Jesus Sarrão.

Flagra
Aconteceu ontem em um restaurante do Batel, bairro chique de Curitiba. O secretário da Educação, Maurício Requião (PMDB), e o presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, almoçavam com diretores do Banco Mundial. Eis que numa mesa próxima estavam vereadores do PMDB na companhia do presidente da Câmara de Curitiba, João Cláudio Derosso, do PSDB. Derosso é candidato à reeleição.

Mais um mandato
Derosso deve se reeleger presidente do Legislativo municipal sem maiores problemas.

Perguntinha
Até o final do governo sai uma região metropolitana em Londrina?

Maria Duarte
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