Mulher na Cultura


A composição do novo secretariado do prefeito reeleito Nedson Micheleti (PT) já tem algumas definições, pelo menos nos bastidores. A Secretaria de Cultura deverá ficar com a ex-secretária da Mulher e candidata derrotada à Câmara de Vereadores, Dora Barnabé, do PT. O ex-secretário Bernardo Pelegrini está cotado para ocupar um cargo em Brasília. Pelegrini licenciou-se para integrar a campanha à reeleição de Nedson.


Com Belinati


Dora Barnabé também foi secretária da Mulher na terceira gestão do ex-prefeito Antonio Belinati (PSL), quando ele foi cassado pela Câmara de Vereadores. Ela foi citada numa ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público sobre contratações irregulares pelo Instituto Superior de Apoio e Desenvolvimento para Projetos Nacionais e Internacionais (Isan).


Do Paraná ao Iraque


Feito no Paraná e usado no Iraque. Uma empresa que funciona em Curitiba e Região Metropolitana está exportando para a guerra do Iraque peças para arrombamentos. São molduras forradas com explosivos que servem para arrombar portas e fechaduras, por exemplo. As peças são feitas aqui e encaminhadas para a matriz da empresa, nos Estados Unidos. De lá, já abasteceram as tropas no Afeganistão e no Iraque. Já foram exportadas cerca de 500 peças.


Arrendamento


O Estado deveria arrendar terras por um período de 20 anos para que os trabalhadores rurais tenham abrigo e produzam. A sugestão partiu do procurador Wanderley Batista da Silva, coordenador do Centro de Apoio para Questões da Terra Rural do Ministério Público (MP) do Paraná. Ele apresentou a proposta ao presidente da CPI da Terra da Assembléia Legislativa, Élio Rusch (PFL) e ao vice-governador, Orlando Pessuti. Na avaliação do procurador, essa seria uma forma de minimizar os conflitos rurais no Estado.


Tá difícil


De acordo com o procurador, há sérias dificuldades para a continuidade da reforma agrária, como pouca terra improdutiva para desapropriação. Além disso, o processo de assentamento é lento.


Extorsão 1


Apesar de o corporativismo ser uma marca registrada de políticos brasileiros, de vez em quando o Legislativo tem coragem de sangrar a própria carne. A Câmara Federal promete investigar denúncias de extorsão por parte de parlamentares.


Extorsão 2


Por conta desse caso, o deputado federal do Paraná Gustavo Fruet (sem partido), integrante do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, assume uma missão delicada: ele será um dos encarregados da investigação. Fruet fará parte da comissão de sindicância criada pela Câmara para apurar as denúncias de prática de extorsão por parte de parlamentares. A comissão terá prazo de 20 sessões para apresentar suas conclusões.


Extorsão 3


Basicamente, a comissão vai investigar denúncias feitas por deputados de que existiria na Câmara um esquema destinado a extorquir empresários e pessoas investigadas por CPIs ou pelas comissões permanentes. Independente das conclusões da comissão, denúncias como essa jogam um balde de água fria na credibilidade de CPIs e outras comissões semelhantes.


Diplomacia


O governador Roberto Requião (PMDB) tirou do baú ontem todos seus dotes diplomáticos para o encontro com o prefeito eleito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), seu adversário político. Consta que passaram cerca de uma hora conversando, em clima amistoso. E depois almoçaram. Não o fígado um do outro.


Eleição no TC


No dia 14 de dezembro o Tribunal de Contas (TC) do Paraná elege seu novo presidente. Deixa o cargo o conselheiro Henrique Naigeboren, cunhado do ex-governador Jaime Lerner (PSB). O nome forte cotado para assumir o cargo é o do conselheiro Heinz Herwig, ex-secretário do governo Lerner.


Homenagem


Naigeboren, aliás, recebe na segunda-feira uma homenagem da Associação dos Municípios do Paraná (AMP). Naigeboren recebe um diploma de honra ao mérito concedido pela associação. Um agradinho.


Controle de dinheiro


O TC, encarregado de fiscalizar as contas públicas, aprovou a implantação do Sistema Integrado de Transferências Voluntárias (SINTE), que vai aperfeiçoar o processo de acompanhamento e prestação de contas de entidades públicas municipais e privadas que recebem dinheiro público através de convênios. A Diretoria Revisora de Contas (DRC) fiscaliza cerca de R$ 400 milhões por ano em repasses para cerca de cinco mil entidades oficiais e privadas.


Demora


São em média 20 documentos para cada repasse, segundo o diretor da DRC, Djalma Riesemberg Júnior. Para cada repasse, o TC demorava aproximadamente um ano e meio para analisar a conta. Quando o novo sistema estiver totalmente implantado, o acompanhamento será praticamente em tempo real, de acordo com Riesemberg.


No começo


O início da implantação está previsto para o mês que vem, quando todas as entidades do governo estadual que repassam dinheiro serão informadas e seus técnicos treinados.


Perguntinha


Qual será a reação do Incra diante das denúncias feitas quinta-feira à CPI da Terra?

Maria Duarte
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