INFORME FOLHA
Vereador
O ex-secretário de Planejamento da Prefeitura de Londrina, Marcos Defreitas, jura que não tem articulado com vistas ao cargo de presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), atualmente nas mãos de Gabriel Ribeiro de Campos. Defreitas, primeiro suplente de vereador pelo PSDB, diz que tem interesse em ocupar, se possível, uma cadeira no Legislativo municipal. Esse é seu sonho desde os tempos de estudante, nas palavras do próprio.
Desabafo
O governador Roberto Requião (PMDB) teve ontem um rompante de autocrítica na reunião com prefeitos do PPS, em Curitiba. ''O senador Roberto Freire (PPS), aqui ao meu lado, sabe que eu sou mesmo um sujeito difícil. Sou uma pessoa irascível e me irrito facilmente quando sou contrariado. Faço a convivência com contrários com dificuldade e a contragosto'', desabafou o governador.
Na lata
Se rompantes como esse são raros, a franqueza é marca registrada do governador. Requião mandou ontem um recado, bem ao seu estilo, para parte da bancada do PT na Assembléia Legislativa que cogita abandonar o apoio incondicional ao seu governo, substituindo-a por um apoio crítico. ''Eu defendo que os deputados tomem essa postura mesmo. Eu quero o apoio crítico sempre, e não o apoio acéfalo'', disparou.
Repique
A nota foi encaminhada pelo presidente da Comissão de Sindicância, Marcos de Castro Falleiros, sobre nota publicada anteontem neste Informe, sobre supostas irregularidades administrativas no HU. ''A Comissão de Sindicância da UEL constituída pela reitora da UEL, através da portaria número 5.138, de 7 de outubro de 2004, destinada a apurar eventuais irregularidades na contratação de serviços de terceiros no HU, não solicitou, em nenhum momento, o afastamento de servidores daquele órgão, tanto que, por ocasião das oitivas dos servidores do HU perante a comissão, todos se encontravam no exercício dos respectivos cargos/funções''.
Prazo
Ainda segundo a nota, a comissão encontra-se no meio dos trabalhos e o prazo para conclusão encerra-se no dia 6 de dezembro, portanto, não tem ainda parecer conclusivo e não emitiu pareceres parciais. A Comissão de Sindicância se manifestará através do relatório conclusivo que emitirá ao final dos trabalhos.
Diferenças
O aumento no salário dos secretários de Estado do governo Roberto Requião (PMDB), aprovado pela Assembléia Legislativa, deixou muito servidor inconformado. Enquanto o secretariado receberá aumento de R$ 6 mil brutos para nada menos que R$ 12 mil, o funcionalismo está sem reajuste há praticamente dez anos. E os salários deles, claro, nem passam perto desse valor. Por causa disso, já tem estatutário doido de vontade de fazer lobby junto aos deputados para tentar incrementar os contracheques.
Em comissão
Os servidores vivem reclamando dos baixos salários e dependem de acumular cargos em comissão para engordar o contracheque. O problema é que os eventuais cargos comissionados dependem de humores e conveniências políticas. Não são favas contadas.
Defasagem
O Sindicato dos Servidores da Agricultura (SindiSeab) aponta a situação do funcionalismo. ''Os cerca de 46 mil servidores estaduais ativos, aposentados e pensionistas do chamado Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE), amargam desde agosto de 1995 a total ausência de reajuste salarial, acumulando até setembro de 2004 defasagem salarial de 112,89 % (ICV Dieese)'', informa o sindicato.
Carência
A direção do sindicato avalia que os servidores estão em situação de carência, enquanto os secretários ganham aumento. Para se ter uma idéia, um funcionário com cargo de agente de execução (segundo grau) ganha no máximo R$ 584,31.
Professores
Os professores são os que menos podem reclamar. Conseguiram o plano de cargos e salários, apesar de o plano não ter saído totalmente a contento da categoria. Mas o resto, nem isso.
Lasanha de mandioca
Imagina quando os restaurantes italianos de Santa Felicidade descobrirem esta receita: massa de lasanha com mandioca. A idéia foi dos moradores da comunidade do patrimônio Usina Três Bocas (cerca de seis quilômetros ao sul de Londrina). Por enquanto, a receita só pode ser encontrada na 7 edição da Festa da Mandioca, que começa hoje à noite no patrimônio da Usina Três Bocas.
Oriente Médio
A morte do líder palestino Yasser Arafat e a reeleição do republicano George W. Bush nos Estados Unidos agravam a tensão no Oriente Médio. A opinião é do deputado federal do Paraná Florisvaldo Fier, o doutor Rosinha (PT), presidente da Comissão Parlamentar do Mercosul do Congresso Nacional. Ao lamentar a morte de Arafat, o deputado comentou que o resultado das eleições nos Estados Unidos já havia sido ''péssimo'' para o cenário político internacional. ''Bush já provou que não tem condições de liderar um processo de paz para a região do Oriente Médio'', avaliou o deputado, que nos últimos dias cumpriu agenda oficial na Ásia e na Europa.
Pobreza
Sobre o Mercosul, Rosinha disse que a pobreza e o desemprego nos países da América do Sul são os principais responsáveis pelo atraso no processo de consolidação do Mercosul. Essa avaliação foi feita em pronunciamento no Parlamento Europeu, sediado em Bruxelas, na Bélgica.
Perguntinha
Pobreza e desemprego atravancam só o Mercosul?
Maria Duarte
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