INFORME FOLHA
Reflexão
O resultado da eleição em Curitiba fez os peemedebistas colocarem a mão na cabeça. Derrotados pelo PSDB de Beto Richa, os aliados do governo do Estado entram agora em um período de reflexão. O não lançamento de candidatura própria na Capital debilitou o partido, que teria nomes de peso para colocar numa disputa majoritária. Por mais que o contexto político aponte para a conveniência de uma coligação, sempre haverá estragos para reparar dentro de cada partido que a formou. Em tempo: já tem petista doido para largar mão da aliança com o PMDB.
Alfinetada
A comemoração da vitória de Beto Richa na praça Nossa Senhora de Salete, bem na frente do Palácio Iguaçu, deixou o pessoal do governo estadual irado. Alguns até sentiram saudades da cerca que o governador Roberto Requião (PMDB) mandou tirar quando assumiu o governo.
Boca-de-urna
Sinal de que a compreensão do conceito de cidadania do brasileiro ainda precisa melhorar muito. Mais de duzentas pessoas foram parar no ''cadeião'' por fazer boca-de-urna somente em Curitiba. Apesar de ser um desrespeito ao direito de escolha, a tentativa de influenciar o eleitor na ''hora h'' infelizmente ainda dá resultado.
Ressaca de eleição
Não é só o pessoal do PMDB que precisa parar para pensar. Os petistas também. Derrotado em Curitiba, Maringá e Ponta Grossa, o PT conseguiu se manter em Londrina a duras penas. Nedson Micheleti (PT) conseguiu emplacar mais quatro anos de governo com vitória apertada sobre o ex-prefeito cassado Antonio Belinati (PSL).
Bueno coerente
O advogado e contabilista José Maurício da Costa, ex-presidente da Câmara Municipal de Londrina (1983), atualmente no PHS, elogia Rubens Bueno (PPS): ''Teve uma boa votação em Curitiba e foi coerente não declinando apoio algum no segundo turno. Motivo? O partido tem uma linha de conduta e o apoio desvirtuaria seus objetivos''.
Hauly e Barbosa
Maurício defende que esta também foi a posição de Barbosa Neto e Hauly, em Londrina. ''Pena que o PSDB se fragmentou. Mas o que marcou mesmo foi a postura de Rubens Bueno, com seus 20% de votos no primeiro turno. Ele resistiu'', reforçou.
Voto estornado
Pelos cálculos de Maurício da Costa, em Londrina, mais de 10 mil pessoas não votaram convictamente no Nedson; apenas estavam com medo do retorno de Belinati à prefeitura. ''Uma vez livres de Belinati, no dia seguinte esses eleitores estornariam seu voto'', brincou.
Preparação
Os prefeitos eleitos no Paraná terão a chance de se preparar para o desafio de administrar suas cidades a partir de janeiro. Esse é o objetivo do ''Encontro para Prefeitas e Prefeitos Eleitos do Paraná'', que começa no dia 16 de novembro, em Foz do Iguaçu, no Raphain Palace Hotel. A iniciativa do encontro partiu da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), do governo do Estado e do Sebrae-PR.
Presenças
Além dos prefeitos eleitos, devem participar do evento o governador Roberto Requião, o secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Renato Adur, o secretário do Planejamento e Coordenação Geral, o ex-ministro Reinhold Stephanes, e o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Ágide Meneguette. Também são esperados representantes do Tribunal de Contas (TC) do Estado. O evento dura quatro dias.
Temas
Entre os temas previstos estão o uso do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e do Atlas de Desenvolvimento Urbano como ferramentas de gestão para o planejamento local e regional. O financiamento da saúde, da educação e de políticas de geração de emprego e renda e de políticas agrícolas e industriais também fazem parte do programa.
Prazo
O deputado federal Gustavo Fruet (sem partido) define até o final do ano seu futuro partido. Interessado em disputar a prefeitura da Capital, Fruet pediu desfiliação do PMDB no início de setembro, descontente porque o PMDB saiu a reboque do PT em Curitiba. O deputado tem convites do PDT e do PSDB. Apoiou Beto Richa (PSDB) e aposta no senador Osmar Dias (PDT) como candidato ao governo em 2006.
Cidadania
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) formalizou a criação do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial. Durante reunião para a apresentação da instituição a empresários, a iniciativa recebeu a adesão de cerca de 50 grupos, de pequeno, médio e grande portes. A intenção é criar uma rede de ações empresariais articulada em benefício da comunidade, segundo o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.
Projetos
Como órgão consultivo e deliberativo dentro do Sistema Fiep, o Conselho tratará dos interesses e necessidades da indústria para a execução de projetos sociais, culturais, ambientais e de voluntariado. ''As ações que queremos promover não se sobrepõem às já existentes em diversas empresas. Nosso objetivo é estimular a prática do voluntariado e criar valor social dentro das empresas'', afirmou o presidente da Fiep.
Perguntinha
Muito peemedebista arrependido?
Maria Duarte (interina)
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