Os diferentes


Na última segunda-feira, o coordenador de campanha e vice de Antonio Belinati (PSL), Carlos Bordin (PP), foi taxativo: ''Não corremos e nem vamos ficar correndo atrás de político''. Dita em tom de desdém, a frase se referia ao apoio do tucano Wilson Moreira, ex-prefeito, à reeleição do atual, Nedson Micheleti (PT).


Os iguais


Ontem, a coligação do ex-prefeito mudou de idéia e resolveu pôr no ar todo mundo que não falou até agora entre os quais, os vereadores Sandra Graça (PDT) e Renato Araújo (PP), o sobrinho de Belinati eleito para a próxima Legislatura, Marcelo Belinati (PSL), e os candidatos derrotados Paulo Lima (PP) e Fernando Nicolau (PSL). Vereador não é político?


Eu te apóio


Nedson conta com apoio de quatro ex-candidatos a prefeito no primeiro turno. Depois de Alex Canziani (PTB), Elza Correia (PMDB) e Naudemar Nascimento (PV), agora foi a vez do vereador Félix Ribeiro (PMN), que fez questão de ressaltar: ''A decisão é pessoal e a responsabilidade é individual, sem envolver o partido''.


E você me apóia


Depois de muito relutar, Félix (penúltimo colocado no dia 3 passado) se pôs à disposição da campanha de Nedson e sugeriu que o prefeito incorporasse em seu plano de governo tópicos que defendeu no primeiro turno. Afinal, uma mão lava a outra. Outro que resolveu em cima da hora aderir à campanha do número 13 em Londrina foi o apresentador Carlos Camargo, que no primeiro turno também na reta final para o pleito pediu votos para Luiz Carlos Hauly (PSDB), que ainda sonha em disputar com Nedson.


Não, não e não


Se tem gente declarando apoio, também tem gente negando até a morte que não, não saiu nem vai sair de cima do muro. Em nota enviada à Folha, o presidente da Executiva Municipal do PDT, deputado estadual Barbosa Neto, frisou que o comitê de apoio ao petista formado por 26 membros do diretório e filiados do partido não foi autorizado pela Executiva. ''O PDT não autorizou, não admite e não há formação de comitê ou de qualquer outra forma de organização, em apoio a nenhuma das candidaturas''.


Dose dupla 1


A reunião do secretariado a chamada ''escolinha'' de ontem teve dois governadores para comandá-la. É que o governador em exercício, Orlando Pessuti, dividiu o microfone com o governador licenciado, Roberto Requião (PMDB), que decidiu participar da reunião.


Dose dupla 2


A presença dos dois gerou até brincadeiras. A secretária da Administração e Previdência, Maria Marta Lunardon, disse que se sentiu prestigiada por dois governadores terem assistido a sua explanação.


Munição


Requião não perdeu a pose de governador. Voltou a criticar a Justiça Eleitoral por vetar a divulgação de pesquisas eleitorais. Também voltou a bater no grupo Dominó, que detém parte da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Entre os acionistas do Dominó está o grupo Opportunity, que voltou à capa dos jornais de ontem, por conta das investigações da Polícia Federal.


Exercício 1


O governador licenciado não deixou de fazer piadinhas contra sua principal vítima nas reuniões semanais do secretariado: o fiel Pessuti. O locutor anunciou que estava no local o governador em exercício, Orlando Pessuti.


Exercício 2


Requião não perdeu a piada e disparou: ''houve um equívoco''. ''O nosso governador bem nutrido não pode ser chamado de governador em exercício. Ele é um governador sem exercício'', brincou. Bem-humorado, Pessuti não se fez de rogado e rebateu: ''O exercício que ele estava falando era o da mente. Essa está em constante exercício.''


Emendas


O orçamento estadual, no valor total de R$ 15,95 bilhões, começou a tramitar na Assembléia Legislativa. Segundo o relator, deputado Marcos Isfer (PPS), desta vez as emendas terão teto de até R$ 2 milhões para cada deputado. No ano passado, o limite era de R$ 500 mil.


Cobrança


''A maioria das propostas aprovadas não foi cumprida pelo governo estadual, portanto neste ano utilizaremos uma nova fórmula e vamos continuar cobrando tudo o que foi aprovado'', disse Isfer. Caso as novas propostas sejam aprovadas, devem consumir cerca de R$ 108 milhões do orçamento do Estado, pelos cálculos do deputado.


Radares


Os radares de trânsito continuam sendo motivo de polêmica na campanha em Curitiba. Ontem, a Justiça ordenou a retirada de faixas afixadas pelo comitê do candidato Ângelo Vanhoni (PT) contra o seu adversário Beto Richa (PSDB) e o prefeito Cassio Taniguchi (PFL). As faixas tinham os dizeres: ''A 50 metros, mais um radar de Beto e Cassio.''


Retirada


Embora as faixas atingissem a campanha de Beto Richa, foi a prefeitura que pediu a retirada do material. ''A Prefeitura tem obrigação de manter a organização e o respeito à legislação de trânsito na cidade, por isso acionamos a Justiça. Não é porque estamos em período eleitoral que permitiremos desrespeito a regras que valem para todos'', avalia a Procuradoria Geral do Município.


Perguntinha


Muito disputados os apoios em Londrina?

Maria Duarte (interina)
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