Calado


Articulado politicamente e tido como um dos mentores da campanha de Ângelo Vanhoni (PT) à Prefeitura de Curitiba, Jorge Samek se recusou ontem a falar sobre política durante uma entrevista coletiva em Curitiba. Samek, que é o diretor-presidente brasileiro da usina de Itaipu Binacional, disse que chamou a imprensa para falar sobre política energética e não sobre a campanha em Curitiba.


Estações


''Aqui só falo de política energética. Não misturo as estações. Tem gente que faz de tudo em época de campanha!'', declarou.


Aliado


Samek esqueceu, porém, de um aliado que não perde a oportunidade de defender seu candidato: ninguém menos que o governador Roberto Requião (PMDB).


Licença


Requião se licencia hoje do cargo para se dedicar à eleição de Vanhoni, com menos de uma semana para incrementar a campanha. A grande questão agora é o efeito que a licença do governador terá. O governo do Estado fica nas mãos de um aliado antigo e de confiança: o vice Orlando Pessuti.


Transgênicos


Mais uma tentativa do governo do Paraná. Foi encaminhado ontem ao governo federal novo pedido para que o Estado seja declarado zona livre de transgênicos. O pedido foi para os ministros Robrto Rodrigues (Agricultura), Marina Silva (Meio Ambiente) e José Dirceu (Casa Civil). O Estado já fez diversas tentativas com esse objetivo, mas nunca obteve sucesso.


Serasa


Ao julgar caso de indenização por inclusão indevida de nome no Serasa, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu reduzir o valor a ser pago. O entendimento da turma em casos como esse era o de aplicar multa equivalente a 50 salários mínimos. Desta vez, porém, o STJ entendeu que o valor é demasiadamente elevado.


Teto


Assim, a Quarta Turma decidiu pelo teto de 25 salários mínimos, equivalente a R$ 6,5 mil. Exatamente o valor a ser pago em conjunto à empresa Airton J. Vechiato & Cia. Ltda. pela Central de Distribuição Portinari Ltda. e pelo Banco Bradesco S/A, que recorreu ao STJ para reduzir a indenização por danos morais. A indenização havia sido estipulada em primeira instância.


Pichada


A sede dos diretórios estadual e municipal do PSDB, na Avenida Batel, área nobre de Curitiba, foi invadida na noite de domingo. A sede foi pichada com tinta vermelha. Segundo informações do site oficial do candidato a prefeito Beto Richa (PSDB), a invasão foi descoberta na manhã de ontem. Ao chegar para trabalhar, um funcionário percebeu que uma janela estava arrombada, duas portas haviam sido abertas e no interior do imóvel tudo estava revirado. No banheiro, os invasores deixaram um cartaz do candidato com marcas de tinta vermelha.


Perícia


A Polícia Federal foi chamada e foi feita perícia para registrar a ocorrência. Os tucanos registraram o estrago em vídeo e fotos. As evidências foram levadas para a Superintendência da Polícia Federal. A partir de agora, o partido vai colocar seguranças para vigiar sua sede.


Sem debate


Já o site do candidato Ângelo Vanhoni (PT) dava destaque ontem à ausência de Beto Richa no estúdio da CNT, no bairro Pilarzinho. A emissora faria um debate entre os dois candidatos na noite de domingo, mas Beto não foi. O candidato do PT aproveitou a chance para desfiar suas propostas de governo.


Polícia e eleição


O juiz da 1 Zona Eleitoral de Curitiba, D'Artagnan Serpa Sá, faz hoje pela manhã uma reunião com juízes eleitorais e representantes da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar para discutir o esquema de segurança no dia da eleição. Após a reunião, PT, PSDB e respectivos partidos coligados serão informados das medidas que serão tomadas.


Copel 1


O governo vetou o projeto de lei que proíbe a venda das ações da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Não porque o governador Roberto Requião seja contra o projeto muito pelo contrário. Mas porque a competência para apresentar essa proposta é do Poder Executivo e não do Legislativo. O projeto em questão havia sido apresentado pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB). Ontem, o site de notícias do governo colocou no ar uma matéria na qual o secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, explica que a apresentação do projeto não cabe ao Legislativo e que o governo prepara texto semelhante.


Copel 2


A venda de ações da Copel sempre rende discussões acirradas no Centro Cívico. No final do governo Jaime Lerner (PSB), a empresa de energia quase foi vendida. A oposição esperneou, a Assembléia foi invadida por estudantes, mas a Copel não foi vendida por abalos no mercado, que desencorajaram os possíveis compradores.


Perguntinha


Tem muito eleitor ainda indeciso?

Maria Duarte (interina)
[email protected]

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