INFORME FOLHA
Pilatos...
''Quem lavar as mãos como Pilatos neste momento ficando neutro estará apoiando Barrabás.'' A frase do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), sobre neutralidade na campanha, levanta uma questão delicada: até que ponto os apoios explícitos (e não apenas com infra-estrutura) conseguem reforçar uma candidatura. É que, dependendo do apoio, é melhor ficar sozinho mesmo. É o velho antes só do que mal acompanhado.
... e Barrabás
Temos o exemplo da cidade de São Paulo, onde o ex-prefeito paulistano Paulo Maluf (PP) decidiu apoiar abertamente a prefeita Marta Suplicy (PT). Isso aconteceu no mesmo dia em que Maluf foi indiciado pela Polícia Federal (PF) sob acusações de formação de quadrilha, sonegação, lavagem de dinheiro e peculato. As acusações referem-se a depósitos na Suíça que são atribuídos a Maluf. Episódio difícil de se trabalhar em época de eleição.
Cores
Petistas e peemedebistas travam uma discussão filosófica em relação às cores da campanha do candidato a prefeito Ângelo Vanhoni (PT), apoiado pelo governador Roberto Requião (PMDB). Os petistas querem porque querem usar o vermelho cor do partido em bandeiras, camisetas e demais materiais de campanha. Já os peemedebistas querem um azulzinho, assim mais discreto e mais a ver com o movimento democrático. Mesma briga do primeiro turno, quando foram confeccionados diversos tipos de material de campanha nas duas cores. Ao que consta, nesta altura do campeonato, cor não é o problema. Só as verdinhas viram problema, quando faltam.
Junta Comercial
Um caso inflamável deve voltar à berlinda nas próximas semanas. Em suspenso há cerca de dois meses, o inquérito que investiga suposto estelionato na Junta Comercial do Paraná (Jucepar) será retomado pelo delegado Miguel Stadler, que pediu prorrogação na investigação. O inquérito foi aberto em julho, pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce).
Estelionato
Stadler acredita ter encontrado fortes indícios de estelionato (obtenção de vantagem ilícita) dentro da Junta. O inquérito foi aberto a pedido do presidente da Junta, Julio Maito Filho, depois que a direção da Junta invalidou uma alteração contratual da empresa Village Batel, dona do bingo Monte Carlo, por suspeita de corrupção de funcionários da própria Junta. Funcionários teriam colaborado para burlar o procedimento para conseguir a alteração no contrato que embasou, naquela época, o pedido de liminar apresentado ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre (RS). A decisão do TRF determinou a reabertura do bingo Monte Carlo.
Indiciamentos
A empresa Village é suspeita de corromper funcionários e burlar o procedimento para conseguir a alteração de contrato que embasou o pedido de liminar. Stadler já ouviu os funcionários. O próximo passo é ouvir representantes do bingo e fazer os indiciamentos.
Não interfere
No entanto, na avaliação dos advogados do Bingo Monte Carlo, a alteração no contrato social da empresa Village Batel não interferiu na decisão do TRF.
Transgênicos
O senador Osmar Dias (PDT-PR), ex-secretário da Agricultura do Paraná, espera que até o final do ano a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprove a criação de uma comissão permanente de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Agrário. O relator do projeto de resolução que institui a comissão (número 25/2003) é o senador Jefferson Peres (PDT-AM). Essa comissão, aliás, já deveria ter sido criada. Antes de o Senado dar o aval na lei de biossegurança, que permite o plantio de transgênicos e agora aguarda votação na Câmara dos Deputados.
Sem grana
O candidato derrotado do PL à Prefeitura de Curitiba, deputado estadual Mauro Moraes, lamentou a falta de recursos econômicos para a campanha em e-mail enviado ontem às redações. Se Moraes, dono da maior previsão de gastos R$ 10 milhões , reclamou, imagina o resto.
Sigilo 1
Os presidentes dos Tribunais de Justiça defendem sigilo nas investigações de juízes, enquanto não houver denúncia formalizada. O assunto esteve em pauta no encontro dos desembargadores estaduais, no Pará. Há, porém, opinião diferente dentro da própria magistratura. O presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Grijalbo Coutinho, declarou que a entidade ''não vê razão'' para se adotar sigilo nas investigações de juízes.
Sigilo 2
Na opinião de Coutinho, ''a sociedade deve tomar conhecimento sobre quem está sendo investigado''.
Litoral
O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares, Casas Noturnas e Similares do Litoral do Paraná (Sindilitoral) sugere uma reunião, na Secretaria estadual do Desenvolvimento Urbano, entre os sete prefeitos dos municípios do Litoral. O sindicato defende que os prefeitos façam um pacto político e preparem, juntos, um plano diretor único. No Litoral do Paraná moram cerca de 280 mil pessoas.
Perguntinha
É impressão ou os grandes desgastados desta eleição foram os institutos de pesquisa?
Maria Duarte (interina)
[email protected]





