INFORME FOLHA
Empurra-empurra
Depois de 31 de outubro, quando acaba o segundo turno das eleições, os deputados estaduais entram na reta final dos trabalhos do Legislativo. Como é de costume na Casa, temas importantes entram na pauta de votações, muitas vezes sem tempo hábil para a devida discussão. O projeto de lei que dobra o salário dos secretários de Estado do governador Roberto Requião (PMDB) é um exemplo. Há meses aguarda votação, mas só volta à pauta em novembro, após a eleição. O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), não quer saber de colocar o projeto em discussão no meio da campanha. Isso sem falar que o candidato do governador, Ângelo Vanhoni (PT), que já foi líder do governo na Assembléia, pode levar muita pancada por conta disso.
Saltando fora
A própria base governista torceu o nariz para a proposta de elevar o salário bruto dos secretários de R$ 5,9 mil para R$ 11,9 mil. Os aliados temem o desgaste de aprovar esse projeto, apresentado pelo deputado Antônio Anibelli (PMDB), aliado de primeira hora do governador. Duas vezes os governistas se retiraram do plenário para não votar o aumento. A oposição, claro, desceu a lenha. Mas como conta com apenas seis integrantes entre os 54 deputados, não pode fazer muito estrago.
Amplo
O deputado André Vargas, presidente do PT estadual, bateu de frente com o Palácio Iguaçu, por causa desse projeto. Disse que o governo deveria preparar uma mensagem ampla, reestruturando todos os cargos comissionados e estabelecendo os salários de cada um.
Orçamento
Outro assunto importante que consome, todos os anos, boa parte da atenção dos parlamentares é o Orçamento do Estado. Desde o mês passado, a proposta orçamentária para 2005 está na Assembléia. Deve ser relatada pelo deputado Marcos Isfer (PPS). A votação acontece em meados de dezembro. Nas próximas semanas, os deputados vão preparar emendas ao Orçamento, que soma R$ 15,95 bilhões cerca de R$ 3 bilhões a mais do que o Orçamento válido para este ano.
Previsão
O aumento no montante, segundo o secretário do Planejamento e Coordenação Geral, Reinhold Stephanes, foi motivado pela previsão de aumento de receitas. Segundo ele, a economia do Estado deu sinais de crescimento.
Investimentos
O governo destacou em 2005 o investimento da Educação. A proposta orçamentária prevê um investimento de R$ 2,33 bilhões na área, R$ 450 milhões a mais do que o previsto na legislação, de acordo com o Palácio Iguaçu. Por outro lado, os investimentos na área de Transportes caíram em relação ao ano passado. No começo de outubro, o governo anunciava investimentos da casa dos R$ 688 milhões para a secretaria dos Transportes, em uma época em que o governador estava em clima de guerra com as concessionárias de pedágio. Mas a Secretaria dos Transportes deve contar com R$348 milhões.
Protegido
O crime está cada vez mais especializado. No Paraná foi lançada agora a guerra contra as quadrilhas paulistas que roubam relógios Rolex. Esse tipo de relógio custa entre R$ 10 mil e R$ 40 mil, ou seja, para os chiques. Mas quem tem, se depender do governo do Estado, não vai precisar escondê-lo em casa ou embaixo de mangas compridas. O Rolex virou o mais novo alvo de proteção da polícia depois da morte de um empresário em Curitiba.
Ostensivo
O policiamento ostensivo, feito por policiais militares, será intensificado nos locais onde a incidência do roubo de relógios é maior. Além disso, o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Jorge Azôr Pinto, fará parceria com o delegado-geral da polícia paulista para identificarem e prenderem os receptadores de relógio que alimentam este tipo de crime.
Reclamação
O senador Alvaro Dias (PSDB) criticou a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Londrina, na sexta-feira, quando foi inaugurado o Centro Odontológico de Especialidades. Na opinião do senador, a visita de Lula a Londrina foi um pretexto para reforçar a campanha de Nedson Micheleti (PT) neste segundo turno. Bem, se a visita de Lula sensibilizou os eleitores, os londrinenses só saberão mesmo no dia 31 de outubro.
Elejor
A Copel Participações deve formalizar ainda este mês a compra dos 30% da Triunfo, assumindo assim o controle acionário da Elejor Centrais Elétricas do Rio Jordão, com 70% de participação no empreendimento. A Copel conseguiu autorizações do Legislativo estadual, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para assumir o controle da Elejor. Agora falta só assinar a papelada. A Elejor é formada por duas usinas, Santa Clara e Fundão, que estão em construção na região de Guarapuava.
Perguntinha
Muitas emendas estão sendo preparadas para beneficiar as bases eleitorais dos deputados?
Maria Duarte (interina) e sucursais
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