Na raça
Beto Richa, candidato do PSDB à Prefeitura de Curitiba, sai como vencedor no primeiro turno das eleições deste ano. Está levemente à frente na disputa neste segundo turno sem contar com o apoio de medalhões da política estadual. Sozinho confirmou uma boa votação. E não foi o apoio de Alvaro Dias (PSDB), Osmar Dias (PDT), Jaime Lerner (PSB) ou de José Richa (PSDB), seu pai, que influenciou no resultado.

Surpresa
Rubens Bueno (PPS) voltou a surpreender como na eleição para o governo do Paraná em 2002. Fez 20% dos votos em Curitiba numa campanha centrada em um discurso para a cidade. A partir de hoje, passa a ser disputado pelo PSDB e PT. Seu apoio decide eleição.

Dilema
Optar não será fácil. Bueno tem afinidade tanto com o PT de Vanhoni quanto com o PSDB de Beto. O PT o indicou para uma das diretorias de Itaipu, cargo que recentemente deixou para concorrer a prefeito. Com o PSDB, a ligação é histórica. Junto com o pai de Beto, José Richa, militou no partido.

Facinho, facinho
O PT já sabe que terá o apoio de Mauro Moraes, o candidato do PL. Tudo já estava acertado desde o início da semana.

Quem perde
O maior derrotado na eleição municipal deste ano foi o prefeito Cassio Taniguchi (PFL). Seu candidato, o vereador Osmar Bertoldi (PFL), que não terá mais mandato a partir de 2005, ficou em quarto lugar, não ultrapassando 6%. Dona Marina Taniguchi, a primeira-dama, que tanto forçou o lançamento de Bertoldi, precisa refletir.

Influência relativa
O governador Roberto Requião (PMDB) também não está com a bola toda. Apesar do empenho e dedicação à campanha nos últimos 15 dias, Vanhoni ainda ficou 4% atrás de Beto. Licença de uma semana é pouco.

''Indiana Jones''
Requião chegou em grande estilo ontem pela manhã na escola que Vanhoni votou. O governador dirigia jipe aberto, de cor verde, com os candidatos a prefeito e vice a tiracolo. Ao estilo ''Indiana Jones''. O vice indicado pelo PMDB na chapa de Vanhoni, Nizan Pereira, mal aproveitou o passeio. Seus dois metros de altura no espaço, que acabou ficando apertado, atrapalharam.

Apoio em leilão
Rafael Greca (PMDB), que no primeiro turno só ficou falando mal dos candidatos por ter sido preterido da disputa, continua louquinho para entrar na campanha em Curitiba. Ex-prefeito da cidade, Greca disse ontem que tanto Beto como Vanhoni podem ter seu apoio no segundo turno. Entretanto, precisam bater mais na administração de Cassio. Desista deputado, nenhum dos dois vai atacar Cassio. Mesmo não conseguindo fazer Bertoldi decolar, Cassio ainda é o prefeito. A melhor estratégia fazer de conta que ele (Cassio) não existe.

Prova final
E se Osmar Bertoldi oferecer apoio a Beto Richa neste segundo turno? Já tem uma ala tucana defendendo a recusa imediata. Além de pouco agregar, aceitando o apoio, Beto estaria sendo incoerente com o discurso que uso durante toda a campanha, de oposição à atual administração.

Rejeitado
Bertoldi corre o risco de nenhum dos candidatos querer oficialmente seu apoio no segundo turno.

Zebra
O presidente do PMDB no Paraná, Dobrandino da Silva, já estava revoltado com a subserviência do partido diante do PT. Agora tem mais um dissabor. O filho, Sâmis da Silva, apontado como reeleito certo na disputa em Foz do Iguaçu, perdeu a disputa para o candidato do PDT, Paulo MacDonald.

Leandro Donatti
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