Caso Detroit
O ex-governador Jaime Lerner (PSB) e sua antiga equipe de governo tiveram vitória significativa ontem na Justiça do Paraná. Por unanimidade de votos, os desembargadores da 1 Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) aceitaram apelação ajuizada pela Perkins Motores do Brasil Ltda., sucessora da Detroit Diesel Corporation.

Apelação aceita
Os desembargadores reformaram a decisão de primeira instância, da 4 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, que anulou cláusulas do contrato firmado entre a empresa e a Agência de Fomento do Paraná, órgão vinculado ao governo do Estado, durante a administração de Lerner. Os desembargadores confirmaram a validade integral do contrato que virou polêmica.

Pacto lesivo
O Ministério Público (MP) do Paraná entrou com ação civil pública em 2002, no último ano do segundo mandato de Lerner. Os procuradores questionaram na época dispensa de juros e correção monetária pelo prazo de dez anos de um empréstimo no valor de R$ 9.806.288,40, firmado em março de 1997, em troca da instalação da indústria no Estado, alegando nulidade de tais cláusulas.

Amparo legal
A Perkins, no seu recurso no TJ, alegou a existência de duas leis estaduais que autorizam estímulos de natureza fiscal ou financeira para instalação das empresas, facultando a dispensa de encargos de qualquer natureza, além do fato de ter gerado, até 2002 quando a ação civil foi interposta pelo MP mais de R$ 6 milhões em Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e empregos, configurando cerca de 68% do valor do contrato de financiamento.

Vai-e-vem
O grupo do prefeito Nedson Micheleti (PT), candidato à reeleição, até conseguiu, ontem à noite, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com sede em Curitiba, liminar contra pesquisas que devem ser publicadas hoje e amanhã em Londrina. Na última hora, entretanto, a coordenação de campanha voltou atrás e resolveu ''permitir'' a divulgação, desistindo da liminar.

Liberdade em jogo
Em nota oficial, a coligação que apóia o prefeito nesta eleição informou que a iniciativa ''se baseava no fato de que outras coligações vinham impedindo a publicação de pesquisas de intenção de voto'' na cidade. A mudança repentina de estratégia teria partido do próprio prefeito, em ''respeito à liberdade de expressão e de circulação de informações''.

Efeito Belinati
Os rumores vêm de Brasília. Aparentemente, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resolveram adotar linha mais dura com os candidatos a prefeito que estão com suas candidaturas sub judice devido a problemas anteriores com a Justiça. A cúpula do TSE teria se sentido constrangida com a repercussão da liberação da candidatura do ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (PSL) e estaria sendo mais rigorosa nos julgamentos desde então.

Desespero
O candidato do PFL à Prefeitura de Curitiba, Osmar Bertoldi, partiu para o ataque, na sua última tentativa de decolar. O alvo foi o PT de Ângelo Vanhoni. No programa que foi ao ar segunda, o penúltimo desta campanha, Bertoldi fez pesadas críticas ao governo Lula e acusou Vanhoni de plagiar propostas do prefeito Cassio Taniguchi (PFL). Com muita raiva.

Proibição
O juiz da 4 Zona Eleitoral de Curitiba, Marco Antonio Antoniassi, suspendeu ontem à tarde, a pedido do PT, nova veiculação do mesmo programa do PFL na tevê. O juiz Antoniassi entendeu que Bertoldi extrapolou o direito da crítica.

Dividendos
O candidato do PSDB à sucessão de Cassio Taniguchi (PFL), Beto Richa, foi o maior beneficiário com os ataques de Bertoldi a Vanhoni. Parece até que foi coisa combinada. Enquanto um posa de bom moço e o outro faz o servicinho sujo.

Alvo fixo
O PT de Vanhoni não entrou na briga com o PFL no horário eleitoral de ontem. Continuou batendo na tecla que Beto Richa, com quem Vanhoni briga pelo primeiro lugar, foi eleito vice do atual prefeito, sendo paradoxal assim sua oposição.

Custódio sim
O deputado estadual Carlos Simões (PTB) apareceu ontem no horário eleitoral pedindo votos para o ex-deputado e ex-vereador de Curitiba, Aparecido Custódio da Silva (PTB). Isso mesmo aquele que foi preso pelo menos duas vezes a pedido do MP, que o acusa de apropriar-se indevidamente de salários de seus funcionários quando foi parlamentar.

Café da manhã
Café da manhã num salão de beleza. Isso mesmo o candidato à reeleição, vereador de Curitiba Sabino Piccolo (PFL), é o anfitrião de um café da manhã hoje num salão famoso que atende as madames da cidade.

Perguntinha
Impressão ou o alto nível da campanha em Curitiba acabou? Os eleitores indecisos, cujos votos serão decisivos, estão deixando os candidatos nervosos?

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