Filhos únicos


Ser derrotado em uma eleição é sempre decepcionante. Mas para 14 candidatos a prefeito paranaenses, a humilhação será de proporções gigantescas. Isso porque eles são os únicos candidatos a disputarem o pleito em seus municípios. A lista de candidatos que estão sem adversários foi divulgada ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em todo o País, 91 municípios apresentaram ou apenas um candidato interessado em disputar a prefeitura, ou os demais concorrentes foram impugnados pela Justiça.


No ranking


Segundo o levantamento, o Paraná é o segundo estado brasileiro com maior número de candidatos únicos, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul, que tem 24 políticos nessa condição. Se somados aos sete candidatos únicos de Santa Catarina, os três estados da Região Sul apresentam 50% dos candidatos que vão ter uma disputa teoricamente mais fácil nessas eleições municipais.


O que diz a lei


De acordo com a legislação eleitoral, um candidato pode não ser eleito mesmo sem adversários. Para isso, precisa ser ruim mesmo: basta que a soma dos votos nulos e brancos sejam maiores do que os obtidos pelo candidato. Nesses casos, uma nova eleição é convocada, embora seja facultada ao derrotado a possibilidade de encarar as urnas mais uma vez.


Lista


Os municípios do Paraná que só terão um nome na urna eletrônica, conforme o levantamento do TSE, são: Candói, Cidade Gaúcha, Cruzeiro do Iguaçu, Enéas Marques, Goioxim, Japurá, Jesuítas, Nova Aliança do Ivaí, Nova Olímpia, Pitangueiras, Quatro Pontes, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste e São Jorge do Patrocínio.


À francesa


A revolta dos moradores vizinhos à TV Tarobá era tanta, no domingo à noite, que os candidatos a prefeito de Londrina que compareceram tiveram de sair pelos fundos da emissora para evitar (sendo bastante otimista!) saquinhos cheios de água. Motivo: a algazarra dos cabos eleitorais na rua, já perto da meia-noite, véspera de segunda-feira. Em 2000, Luiz Carlos Hauly (PSDB) foi o alvo.


Staff


Uma das regras da emissora era que, nos intervalos do programa, somente um assessor por candidato entrasse no estúdio para as orientações necessárias. Apesar de o assessor pessoal também coordenador de campanha estar lá, o prefeito Nedson Micheleti (PT) foi orientado por uma trupe completa: os deputados André Vargas e Paulo Bernardo. Um por vez, é claro.


Visita-surpresa


Ninguém entendeu muito bem como é que o candidato à Prefeitura de Curitiba, Ângelo Vanhoni (PT), chegou, ontem de manhã, no Hospital Pequeno Príncipe, justamente no momento de uma solenidade, na qual a Tim Sul entregou 50 aparelhos celulares para uso de pacientes que aguardam por um transplante. Coincidência ou não, Vanhoni foi visitar o hospital, levado pelo arquiteto Luiz Forte Neto que, por sua vez, é casado com Ety Forte, presidente da associação mantenedora do hospital.


Memória curta


Isso mesmo, Forte Neto que hoje está no governo Requião e que já foi aliado de primeira hora de Alvaro Dias (PSDB).


Apelação


O candidato do PFL a prefeito, Osmar Bertoldi, está apelando. No programa eleitoral gratuito disse que sofreu muito por ter nascido prematuro. Sofrendo estão os telespectadores.


Arranca-rabo


O vereador de Curitiba Fábio Camargo (PFL) ficou sabendo pelo oficial de Justiça que tem 15 dias para se defender de um processo na 6 Vara Cível de Curitiba, por calúnia e difamação, movido pelo secretário de Estado da Segurança, Luiz Fernando Delazari. O secretário ficou ofendido com comentários feitos pelo vereador, há três meses, quando ainda tinha programa de rádio.


Repique


A Secretaria de Estado de Comunicação Social mandou nota esclarecendo que a concessão de equiparação salarial entre professores do ensino especial e professores do ensino regular, fixada por decreto, não foi mágica, ''porque Requião não é dado a mágicas eleitorais''. O decreto que beneficia 4.695 professores do ensino especial foi baixado na sexta-feira.


Arrecadação


Na nota, a secretaria informa que o governador ''sempre deixou claro que a equiparação salarial seria concedida quando houvesse folga na arrecadação e dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal''. Diz a nota ainda que o governador foi informado pelo secretário de Estado da Fazenda, Heron Arzua, que, ''por conta dos excelentes resultados obtidos pela arrecadação estadual seria possível implantar os benefícios já a partir deste mês''.


Perguntinha


Então, se todo mundo estiver dizendo a verdade, Beto Richa e Osmar Bertoldi não caminham juntos num eventual segundo turno? Não são rivais?

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