INFORME FOLHA
Goela abaixo
Até o dia 5 de outubro, quando recomeçam as sessões da Assembléia, os deputados podem ir preparando o estômago. Terão que votar o projeto que aumenta de R$ 5,9 mil para R$ 11,9 mil brutos o salário dos secretários de Estado.
Pressa
O governo tem pressa, mas não conseguiu fazer os deputados aprovarem o projeto antes das eleições. Pretende endurecer o discurso, antes que tenha algum espertinho alegando que não convém reajustar antes de um eventual segundo turno em Curitiba, por exemplo.
Na trave
O PTC pode veicular quantas vezes quiser no horário eleitoral a peça publicitária cutucando Duda Mendonça, o marqueteiro das campanhas do PT. A Justiça Eleitoral em Curitiba negou direito de resposta solicitado por Mendonça mesmo o PTC tendo pegado pesado.
Dentro do limite
A peça publicitária afirma que ''a verdade não é seu forte'' a partir de uma reportagem da revista Veja sobre a campanha publicitária na campanha para presidente da República. O juiz negou o pedido liminar de suspensão da propaganda por entender que o PTC não extrapolou o direito de crítica e nem difamou Duda Mendonça.
Otimismo a mil
Nem o candidato a prefeito de Curitiba, Rubens Bueno, tem sido tão otimista. O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, desembarcou na Capital com a intenção, ao que tudo indica, de levantar o astral. ''É o momento da virada, o momento em que Rubens cresce e se consolida para chegar ao segundo turno.''
Quadro indefinido
Segundo Freire ainda, São Paulo é a única capital em que a situação para o segundo turno já está definida. ''Lá é Serra e Marta, é uma eleição polarizada. Nas demais grandes cidades a situação está em aberto, não há nada consolidado. Isso também acontece aqui em Curitiba'', afirmou. Na última pesquisa Ibope, divulgada na quinta-feira, Bueno aparece em terceiro lugar na sondagem, atrás de Ângelo Vanhoni (PT) e Beto Richa (PSDB), com 9%.
Observação
A eleição em Curitiba será acompanhada por observadores internacionais. A diretora de Programas Internacionais da League of Women Voters Education Fund., Zaida Arguedas, já confirmou presença entre os dias 1º e 3 de outubro. Ela vem à cidade a convite da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e do Comitê Multipartidário das Mulheres no Paraná.
Reforço de caixa
Dinheiro para os cofres do Estado. Os 230 lotes de sucatas e veículos oficiais inservíveis ou desnecessários de uso da administração pública do Paraná foram leiloados ontem em Curitiba por praticamente o dobro do valor estimado, que era de R$ 550 mil. O leilão fechou em R$ 911 mil.
Alto custo
Entre os veículos que foram colocados à disposição estavam automóveis (dos populares aos de luxo), caminhões, motos, ônibus, kombis, tratores, empilhadeiras, motoniveladoras, máquinas de pintura e betoneiras. Ao todo, eram 187 carros inservíveis pelo tempo de uso, o que gera custos altos de manutenção.
Tempo de uso
A Polícia Militar (PM), por exemplo, utiliza carros por um período máximo de cinco anos por conta da necessidade de estabilidade em perseguições policiais e nos acompanhamentos táticos.
Sucata pura
Outros 129 veículos eram considerados como sucatas por terem se envolvido em acidentes ou pelo grau de utilização e de ferrugem. De acordo com o Edital 02/2004, além do valor do leilão dos lotes, os vencedores terão que pagar uma taxa de 5% do valor do produto para ser revertida para a leiloeira oficial. O pagamento teve que ser feito à vista.
Regras do leilão
Em casos de desistência, o arrematador terá que pagar multa de 20% do valor do veículo e 5% da taxa da leiloeira. Os carros deverão ser retirados entre os dias 4 e 8 de outubro, em horário comercial.
Rateio
Os recursos arrecadados com o leilão serão revertidos para a compra de novos veículos para substituir aos poucos a frota locada. Uma parte dos recursos, não divulgada pela Secretaria da Administração, vai para o Fundo de Reequipamento da Polícia Civil e para o Fundo de Modernização da Polícia Militar.
Frota atual
Atualmente, o governo do Estado possui uma frota de 17 mil veículos nas administrações direta e indireta (secretarias, estatais, paraestatais e autarquias). Somente a administração direta tem 10,1 mil veículos próprios e outros 550 alugados. Os gastos mensais com manutenção da frota chegam a R$ 27,7 milhões por ano.
Como funciona
Cada secretaria e autarquia tem responsabilidade de encaminhar os veículos para o Departamento de Manutenção que encaminha para prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva nas empresas previamente licitadas.
Perguntinha
Todos na contagem regressiva?





