INFORME FOLHA
Convocação
A partir da semana que vem, ninguém encontra mais nenhum diretor de secretaria de Estado e funcionários comissionados em seus locais de trabalho. Todos devem estar nas ruas, sob pena de demissão, colando adesivos, fazendo panfletagem e pedindo votos para o candidato do PT à Prefeitura de Curitiba, Ângelo Vanhoni.
Estão livres
A convocação, que partiu do próprio governo, não se estende ao funcionários concursados, que só podem fazer campanha fora do expediente, conforme prevê a legislação eleitoral. Entretanto, há sempre aquele clima de pressão no ar. Todos foram convidados a trazer suas famílias até bebê de colo vale para a caminhada de hoje na Boca Maldita.
Compensação
A convocação dos comissionados para a campanha, a 15 dias das eleições, é uma espécie de prova de apoio, para compensar a indiferença sobretudo do PMDB, partido do governador Requião, com a campanha de Vanhoni. O avanço do PSDB de Beto Richa é o inimigo número um neste momento.
Vaquinha
Mas não pensem que os comissionados estão adorando a história de contribuir com a campanha. Muitos ficaram revoltados com a proposta que circula pelas secretarias de Estado, que vão ter que contribuir com 10% de seus salários para ajudar a campanha de vereadores do PT e do PMDB.
Mesma história
Toda eleição é assim, seja para governo do Estado, seja para Prefeitura de Curitiba. Quem está no poder se vale das indicações políticas que fez e os indicados são convocados a trabalhar. Quem esquece por exemplo, o arrebanhamento de comissionados do governo na campanha pela reeleição de Jaime Lerner (PSB), em 1998? A rua Mateus Leme, em Curitiba, aonde ficava um dos QGs de campanha, ficava apinhada de ônibus rumo ao interior.
Mesmo quadro
O clima na Prefeitura de Curitiba não é tão diferente do governo. Os comissionados da administração municipal também estão sendo chamados para pedir votos para Osmar Bertoldi (PFL), o candidato oficial.
Geléia geral
Essa tendência de crescimento de Beto, que tanto se especula no PT e não se comprova através de pesquisas eleitorais, pelo menos por ora, tem confundido muitos candidatos a vereador, aqueles que não levam muito em conta princípios como a fidelidade partidária e que sempre estão de olho, para ficar juntinho do vencedor.
Tendência
Não é só Reinhold Stephanes Jr. (PMDB), filho do secretário de Estado da Administração Reinhold Stephanes, que está de bem com a campanha de Beto. Há quem garanta que o vereador Fábio Camargo (PFL), que busca a reeleição, e o candidato Luiz Felipe Braga Cortes (PMDB) também estão ensaiando aproximação com Beto. Coitados de Bertoldi e Vanhoni.
Campanha contra
Se alguém ainda acredita que o PTB dos irmãos Carlos e Íris Simões está torcendo para que Vanhoni vença a disputa pela prefeitura, desista. A família Simões, ao que tudo indica, está fazendo campanha contra. Primeiro, Íris não atendeu ao convite de Requião para o jantar, nesta semana, na Granja do Canguiri, quando se pediu mobilização em torno de Vanhoni.
Chá de cadeira
Depois foi a vez de Carlos Simões. Este disse que iria ao jantar no Canguiri. Porém, no dia seguinte entrevistou Beto Richa em seu programa Casa do Povo, na Rádio Tropical. Beto foi elogiado pelo radialista.
Só discurso
Curioso. O candidato Mauro Moraes (PL) fala das campanhas caras e repletas de efeitos ''ilusórios'' produzidas por marquetólogos de salários polpudos de seus principais adversários, mas esquece de dizer que ele foi o candidto a prefeito de Curitiba que declarou o maior limite de gastos para a campanha de 2004 junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE): R$ 10 milhões.
Cautela
Ninguém aqui está querendo dizer que o candidato do PL vá gastar tal soma, até porque não seria suficiente para elegê-lo. A equipe financeira de Moraes deve ter jogado alto, incluindo a possibilidade de um segundo turno, para não correr risco de se comprometer junto à Justiça Eleitoral. O que não cabe é ficar fazendo discurso de coitadinho, porque não é.
Nostalgia
Essa é para quem tem saudades do antigo Banestado: objetos, equipamentos, documentos e fotografias que constituíam o acervo do antigo Museu do Banestado estão expostos no Museu Paranaense, em Curitiba. O acervo foi doado para o museu há quatro anos, depois da privatização do banco, em outubro de 2000.
Acervo
Intitulado ''Banestado - o Banco da Nossa Gente'', a exposição mostra até as vitrines originais, de 1928, além de livros, moedas, cédulas e medalhas usadas desde o início do século 20.
Perguntinha
Quem é o maior especialista em grampos da política do Paraná?
Leandro Donatti
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