A briga continua
O sepultamento de Nani Carvalho, 51 anos, a viúva de José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho, ontem pela manhã no Cemitério Iguaçu em Curitiba, não encerra um dos mais intrincados litígios em família do Paraná. Agora a disputa pelos bens de Carvalhinho deve se concentrar entre José Carlos Gomes Carvalho Júnior, 38 anos, filho do primeiro casamento do empresário, e Rafaela Carvalho, 19 anos, filha de Nani com o empresário.
Bens em disputa
Nani Carvalho era uma das inventariantes e herdeiras de Carvalhinho, que morreu em outubro do ano passado. Em vida, acusava o filho mais velho do empresário de tomar posse de todos os bens e de se desfazer do patrimônio acumulado. O então presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) era dono de uma holding que agregava empresas de agropecuária, reflorestamento e venda de veículos.
Legitimidade
A viúva acusava ainda Carvalhinho Júnior de estar querendo destituir a herdeira Rafaela da qualidade de filha legítima e biológica do empresário. Ele teria ainda pedido para que a irmã devolvesse um carro que teria recebido de aniversário do pai antes da morte e que estava em nome de uma das empresas da holding. O carro teria sido vendido imediatamente após a entrega das chaves e da documentação.
Edital de protesto
Nani Carvalho chegou a tornar pública a briga com o enteado, publicando em julho deste ano, em jornal de circulação estadual, uma intimação por edital de protesto contra a alienação dos bens da família. Assim que o pai morreu, o filho mais velho assumiu os negócios.
Causa oficial
Oficialmente –a informação foi passada pelo Hospital Santa Inês, em Balneário Camboriú na sexta-feira– Nani Carvalho morreu em decorrência de uma úlcera de origem nervosa. Nani foi submetida a duas cirurgias para estancar a hemorragia no estômago, mas não sobreviveu devido a uma parada cardíaca.
Agravante
A morte repentina de Nani movimentou as socialites em Curitiba. A versão que corria entre suas amigas era que o rompimento de um balão que havia colocado no estômago há quatro meses, para emagrecer, havia agravado o caso clínico.
Homero
‘‘Por que não chamam a Elza Correia (candidata do PMDB) de Elza Pereira Correia Muller, e o Hauly (candidato do PSDB) de Luiz Carlos Jorge Hauly?’’ Desabafo do candidato do PDT a prefeito de Londrina, Barbosa Neto, que odeia que o chamem de Homero Barbosa Neto (nome completo), feito durante entrevista ao vivo da parceria Folha/Rádio CBN/TV Tarobá. Alega que se trata de questão pessoal e que o eleitorado o conhece mais como Barbosa Neto.
Está em todas
Em vez de se preocupar com perfumaria, Barbosa Neto deveria se ater mais ao seu espaço na tevê, durante o horário eleitoral. Tem eleitor londrinense em dúvida sobre quem de fato é o candidato do PDT, se ele ou se o presidente estadual do partido, senador Osmar Dias, que está em quase todas as peças publicitárias que vão ao ar. Abre o olho Homero, ops, Barbosa Neto!
Frio danado
Os marqueteiros de Antonio Belinati (PSL) também precisam ficar mais atentos. No programa do ex-prefeito que foi ao ar nesta semana, a apresentadora aparece na telinha com blusa pesada e gola rulê, um absurdo haja vista o clima escaldante que a cidade viveu na semana. Com certeza, ao ler esta nota, algum dos áulicos já terá justificativa na ponta da língua: ‘‘Já sabíamos dos efeitos da chegada da frente fria ao sul do Brasil’’.
Apoio formal
O deputado federal Gustavo Fruet (sem partido) formalizou ontem seu apoio ao candidato a prefeito de Curitiba, o tucano Beto Richa, mas sem assinar ficha no PSDB como a Folha já havia adiantado. Durante coletiva no Hotel Mabu, Gustavo fez trocadilho usando o slogan ‘‘Tá na hora’’, do adversário Ângelo Vanhoni (PT). ‘‘Tava na hora, Beto Richa prefeito’’, numa alusão de que ele (Gustavo) tinha que se decidir e decidiu pelo apoio a Beto.
Caminhada
Gustavo pretende acompanhar Beto em eventos e gravar depoimento para o horário eleitoral gratuito. Ao final da coletiva, depois de relembrarem, entre outras coisas, do passado político rico dos pais já mortos –Maurício Fruet e José Richa, respectivamente– Gustavo e Beto fizeram caminhada.
Debate em Cambé
O debate realizado na noite de sexta-feira pela TV Tarobá (Band) entre os candidatos a prefeito de Cambé mostrou mais uma vez que faltar a esse tipo de evento é abrir brechas para o ataque dos adversários. E sem chance de defesa. Apontado como primeiro nas pesquisas, Adelino Margonar (PMDB) não compareceu e o foi o alvo preferido do candidato concorrente Jeferson Radar (PP), que o chamou de ‘‘fujão’’, entre outros adjetivos.
Perguntinha
Não seria real motivo para irritar-se se fosse chamado apenas de Homero?

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